O racismo e a desigualdade social

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Baiana do Palácio de Cristal · Petrópolis, RJ
23/11/2013 · 1 · 0
 


Consciência negra para mim não é negra, mas brasileira porque trazemos no sangue a cor. Numa terra onde tudo que se planta dá, os índios lutaram e preferiram morrer para não se deixar escravizar, fazendo Espanha e mais tarde Portugal buscarem novas alternativas, já que a colônia pertenceu à Espanha durante algum tempo. O tráfico de africanos (imigrantes forçados) guerreiros e reis de nações estados rivais, traídos pela ambição dos seus.
O racismo e desigualdade social no Brasil estão diretamente ligados à educação, cultura e formação profissional, onde não há valorização por parte dos nossos historiadores e governantes, da importância do negro africano na História do Brasil.

Embora ensaios curriculares venham sendo desenvolvidos pelo MEC sobre leis definidas a respeito do assunto, a situação em determinadas regiões do Brasil são alarmantes em escolas de ensino fundamental e médio e nas faculdades que ignoram a lei e mantém suas didáticas com pouca atualização.
Porque é através da educação dos nossos filhos, ainda pequenos que vamos descobrir o quanto os pais são racistas ou não. Quando os filhos são instruídos pelos pais desde pequenos que, descendem de varias etnias, não mais se sentirão humilhados quando forem insultados.
Graças a todos eles temos no Rio de Janeiro, Salvador e Recife o maior e grandioso espetáculo histórico e cultural do mundo, que é o carnaval do Brasil. A nossa cachaça exportada como uma bebida que é vista com grande notoriedade no mundo e vulgarizada pela maioria dos brasileiros.
Com as rivalidades dos africanos de diferentes estados nações da África e temendo os castigos que eram impostos pelos senhores de engenhos, para quem brigasse, surgiu à capoeira, luta em forma de gingado ao som do berimbau.
E a todas as senhoras cozinheiras africanas, filhas, mineiras, cariocas e principalmente as baianas de acarajé que foram as ruas antes e logo após a libertação dos escravos, para vender suas iguarias no sustento da família livre, mais marginalizados (sem emprego).
Percebemos que a ignorância de algumas pessoas não ultrapassa a do preconceito e como já dizia Albert Einstein
“Triste época a nossa, em que é mais difícil quebrar um preconceito, do que um átomo”.
Penso que não devemos nos indignar e, simplesmente pudéssemos buscar através de dados as suas raízes genealógicas, para só assim descobrir que todos nós trazemos no sangue a cor.
Aquele que se acha puro de sangue vive no universo da ignorância continua e escravizado pelo preconceito de ser.
Deus criou o homem a sua semelhança não importando com a etnia e religião. Somos todos iguais perante o nosso criador!
Abre o manto da diferença “a cor” retira o coração do homem negro e do homem branco e verás que são iguais.
Humilha e escarra no manto negro (mãe África) renegando a ti mesmo a tua origem. Por que dentro do manto negro sempre haverá um caminho de luz (energia) biodiesel extraído do azeite de dendê que está sendo desenvolvido por cientistas alemães na Bahia onde o ditado faz jus: és tu Bahia de todos os santos, és também o berço da nação onde a África esta presente na cor, mas no sangue a miscigenação brota através da inteligência criativa que nos temos que saber, que realmente somos abençoados por Deus.
O povo brasileiro instruído e consciente da importância étnica resgatará sozinho a sua nacionalidade e seus direitos de cidadania porque um povo que não conhece sua identidade acaba perdendo a sua essência real.
E em Petrópolis a força da resistência contra a consciência brasileira se confirma de forma disfarçada, embutida em propagandas de ensaios montados, dificultando o resgate da nossa identidade brasileira.
Somos sem dúvida uma nação perturbadora para nós que estudamos em todos os sentidos da antropologia cultural, em que o africano, o índio, o europeu e o asiático atuaram na formação como povo, elementos fundamentais para traçar a configuração de um país.



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Maxima Cruz dos Santos
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