OLHO D'ÃGUA

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Roosevelt leite · Aracaju, SE
21/3/2012 · 0 · 0
 

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Nunca se sabe o que a mata fechada pode esconder. As terras do Ceará nas proximidades de Baturité tinham matas densas há muitos anos atrás. Lá viviam índios que conheciam a estória do Cruzeiro de Prata. Um cacique chamado Tupynajé os contou que o santo havia sido crucificado: “Meus olhos viram quando meteram a lança Neleâ€. Tupynajé era um índio Tubaguassu, um puro descendente da raça vermelha. Seu guardião se chamava Urubatã. Um guerreiro da mesma raça em estado de aprendizagem. Tupynajé fora visitar aquelas terras porque diziam que ali havia um mago negro, um Ishu chamado Fronteira. Senhor Fronteira, como era conhecido pelas pessoas; fazia muito mal a comunidade e não obedecia a ninguém. Ele era um bruxo do mal. O cujo morava em uma loca no alto da serra. Ninguém ousava subir lá. Às vezes, o cume da serra ficava todo coberto de nuvens escuras; os índios prendiam suas crianças em suas ocas com medo da “coisa†ruim. Não se sabe como ele foi parar lá, mas existe uma lenda que dizia “que um dia, em Baturité, dois grandes feiticeiros se encontrariamâ€.

Sobre a obra

É uma fábula que evoca o imaginário brasileiro nordestino. relativiza os conceitos polarizados mal e bem. No fim o bem sempre triunfa, será?

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ROOSEVELT VIEIRA LEITE
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