Uma crônica nova para a merda deste ano que começou.
Acho que eu tenho uma mensagem para 2016: pau no cu do Ano Novo.
E olha que eu nem comecei a encher a cara, por enquanto.
Já faz alguns anos que publico essas crônicas vadias por aqui, continhos broxantes em meio a punhetas assassinas. Mas acontece que lendo alguns textos de ficção dos “escritores†que aqui colaboram, de fato sinto meus instintos suicidas aflorarem. Não sei o que é pior: a falta de pontaria desses “autores†ou a infelicidade dos comentários embasbacados com não sei o quê. Na verdade, constatei a nojenta troca de “tapinhas nas costasâ€, trocas de “gentilezas†que, de resto, não devem nada a também nojenta vida literária brasileira. Basta ler sobre a desastrosa e recente “comitiva†que “representou†a literatura brasileira, em Frankfurt.
Mas acho que mudei de assunto antes da hora.
Acontece que me preparei para me isolar na passagem do ano, uma vez que não suporto contagens regressivas e cascatas de fogos de artifÃcio. Mas eu me sentia tão broxa que nem me atrevi a ligar para o Dique Sex e “agendar†umas tretas com Suzy ou Darlaine. Não agora. Não naquela hora. Viradas anuais exigem concentração e um mÃnimo de ritual, tipo, estrangulamento de freiras e assassinatos em massa de grávidas de nove meses. Coisas pequenas que não devem nada a qualquer Big Broxa da telinha. Ou alguém ainda vai se escandalizar com isso?
É como eu sempre repito: Auschwitz virou parque temático.
Eu queria mais era o proibidão que tanto incomoda aqueles babacas com suas camisas em listras horizontais ou as pranchinhas oxigenadas das frÃgidas endiabradas. Essa é uma mistura que apenas me causa nojo, mas também aquele recalque do tesão suicida.
Eu chupava escova de dente enrolado na toalha fedida da casa da Avó, no banheiro em 1987. Trinta e tantos anos tentando me desculpar pelas escolhas certas.
Mas voltando ao nosso mundinho literário, só posso dizer que é mesmo muito broxante vir aqui de novo, a cada 48 horas, me repetir e constatar que nada vai mudar mesmo, outras festinhas literárias ocorrerão para Marcelinos e Fernandinhas etc. Os tapinhas nas costas se proliferando, astúcias e táticas escabrosas não faltarão e eu continuarei me ferrando, diante da certeza de não dançar com Raqueli Belas-Pernas, tampouco com Rosy “Pedicureâ€.
Mas aquela balconista do Topa-Tudo não me escapa!
Eu queria mais era o proibidão que tanto incomoda aqueles babacas com suas camisas em listras horizontais ou as pranchinhas oxigenadas das frÃgidas endiabradas. Essa é uma mistura que apenas me causa nojo, mas também aquele recalque do tesão suicida.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!