Eu pego de todas as tardes
Um pouco do sol e das crianças
que brincam na rua
Quando olho pela janela.
Pego tudo que eu posso
Aproveito o ultimo suspiro da tarde
E encho os meus olhos do colírio
Que ilumina a grama e faz poemas
Surgirem como do céu.
Vertem sombras
O cair das folhas pelo chão onde jazem pés
Fatigados das brincadeiras que levam a nada.
Jazem as formigas, as borboletas
As mães, os pais e os filhos
E jaz ali encostado numa pétala não escrita
Um poema meu que deixei de escrever.
Visão da minha janela.
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