QUANDO NADA MAIS DÃ CERTO

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Alencaster · Belém, PA
16/3/2007 · 16 · 0
 

Quantas vezes a meteorologia não errou a previsão!

Quando estava fazendo uma tarde de sol e você queria chorar mais não conseguia e ao mesmo tempo não conseguia suportar, e desejou tanto, tanto... Que o dia sentiu pena de você e começou a chorar, e chovia tanto, tanto... Que você não conseguiu se segurar e chorou.

Ao mesmo tempo em que contrariava as ciências e distorcia as leis da física sem saber como, também não entendia o sentimento que estava mais evidente em você, mesmo vendo ele contrariando seus movimentos e fazendo você agir fugindo a sua maneira e você não sabia como... E tentava fugir do porque e este lhe corroia e você se negava a ver isso.

Você fugia até de si mesmo e acabava se traindo e não sabia como... Você pensava que era perigoso olhar pra trás, mas não queria encarar o perigo de frente e você dizia que ser atingido pelas costas é covardia e não estava vendo que estava dando as costas e preferia ser atingido e cair ao invés de desviar dos obstáculos...

Obstáculos que você mesmo colocava na sua direção, mas acabava fingindo ser culpa dos outros, você ter caído, por tentar esquecer que é você que controla suas pernas. E que sempre após uma ação existe algo que você espera.

Talvez você preferisse esperar a morte, mas havia algo que o separava dela, que foi o motivo para ter acontecido tudo isso, que nada mais era do que você ter forças para esquecer o porque desse tempo parado em sua história e realmente querer ver que adiante sempre há mais do que você espera e você sempre está em busca da felicidade, que será uma busca eterna até que você enxergue que ela é interna e em você estão todas as respostas, que quando você ignora... Nada mais dá certo.

E você desponta e nada mais dá errado e você tenta entender por que não acertava, mas não sabe como.

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informações

Autoria
Alan Freire de Alencar
Ficha técnica
esse texto foi escrito no dia 02 de janeiro de 2004 sob a égide de uma extrema ressaca da virada do ano.

posteriormente, este texto foi publicado no jornal da universidade e lembro que na época teve uma boa aceitação. mas não lembro a data da publicação... incerta e não-sabida.

depois de três anos reencontro-me com este texto e, como é uma exceção por já ter sido publicado, não enxerguei motivos para não torná-lo acessível.

espero que gostem.
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