Nem só dos boi-bumbás de gente grande que o folclore da Ilha pulsa. Dentro da programação do Festival Folclórico de Parintins, dias antes do ponto culminante que são as apresentações de Caprichoso e Garantido, está o momento em que a cidade celebra o futuro da brincadeira com as apresentações dos bois-mirins.
Em junho, não é difÃcil para o visitante encontrar os ensaios da criançada acontecendo. Apertados na parte da frente de uma casa simples na rua Leopoldo Neves, os integrantes do boi Mineirinho ensaiavam toadas e o ritmos dos seus percussionistas para sua apresentação de 2006. "O Mineirinho está completando 30 anos e este ano ele vai contar sua própria história", explica o presidente Adson Freitas, 39.
Conhecido sem motivo aparente como "loiro", ele relata que foi sua mãe, Leonor Freitas da Silva, quem fundou o Mineirinho nos idos de 1976. "Era para trabalhar com a meninada que não tinha muito o que fazer na época, e por não ser muito seguro levar crianças para ver Caprichoso e o Garantido", conta, referindo-se à violência com a qual era manifestada a rivalidade entre os torcedores dos bumbás da cidade há 30 anos.
Com o tema "Paixão e dona Leonor", o boi-mirim azul e branco esquenta os ensaios para enfrentar os rivais Estrelinha, das cores verde e branco, e o Tupi, que defende o laranja e branco. O mais interessante é conhecer a organização administrativa das agremiações, com diretoria, conselho de arte e artistas, os bois-mirins tem a mesma hierarquia dos bumbás dos adultos. "É daqui que sai o futuro de lá", conclui Adson.
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