Midiativismo.Formação Livre e em Fluxo

Fora do Eixo
Cinóia. Exibição de filmes debaixo do Minhocão/Festival Baixo Centro de SP
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Ivana Bentes · Rio de Janeiro, RJ
25/12/2012 · 37 · 2
 

A mutação vai acontecer quando a formação deixar de ser feita nos moldes acadêmicos. #culturahacker

Qual o lugar da educação e da formação numa sociedade em que os dispositivos tecnológicos de criação, produção, difusão são atravessados por uma forte dinâmica colaborativa, livre, aberta e baseada em ação direta? E que coloca em xeque os intermediários clássicos: escola, universidade, professores e os certificadores dos saberes?

Na passagem do capitalismo fordista para o pós-fordista (imaterial, cognitivo, comunicacional), os processos de produção cultural exigem novos modelos de produção do conhecimento, experiências de formação livre, vivências, vidas-linguagens que explodem a “fábrica”. O novo ciclo de produção na música, no audiovisual, o midialivrismo, crise das gravadoras, editoras, a crise dos intermediários e atravessadores, a crise do pensamento copyright exige uma nova deriva formativa.

É que a fábrica/Matrix se desregulou, a divisão de saberes e disciplinas estanques que refletia o modelo industrial do século XIX, a linha de montagem com setores isolados e independentes um do outro, se tornou obsoleta, mas ainda atuante: fabricação pela disciplina ou pelo controle de “corpos dóceis”.

Vistas como espaços de “encarceramento” (sejam reais ou virtuais) e de poder sobre a vida, é difícil não posicionar a Escola tradicional no mesmo paradigma disciplinar que regia fábricas-hospitais-prisões (como apontou Michel Foucault) ou no mesmo modelo de controle da vida, assujeitamento dos corpos e produção de desejos, que caracterizam o “biopoder” (poder sobre a vida).

Vida-trabalho-formação-expressão

A questão contemporânea é que toda a sociedade se tornou formativa. A cidade e as redes são o próprio ambiente cognitivo (a cidade é a nova “fábrica’ como diz Antonio Negri). O tempo do trabalho se confunde com o tempo da vida (não mais o trabalho morto automatizado, mas o trabalho-vivo, a vida-trabalho). Nesse contexto a Escola não deveria mais formar para a vida, a Escola torna-se a própria vida, se confunde com ela.

É por isso que vemos uma explosão de iniciativas de educação não-formal, escolas livres, universidades livres e uma demanda por formação nos Pontos de Cultura e Pontos de Mídia, tendo como base a autonomia e liberdade como dois princípios para uma revolução/mutação em fluxo, que já está em andamento.

O desafio é como dar visibilidade e reconhecer esse potencial formador e responder a demanda por formação dos coletivos, comunidades, diferentes tipos de organizações com suas dinâmicas e processos próprios. Experimentar e sistematizar as novas formas de visibilidade, partilha e certificações dos saberes.

No encontro do Onda Cidadã de 2012 o tema da formação a partir das práticas e experiências do Pontos de Mídia surge tanto como demanda de reconhecimento das metodologias desenvolvidas e utilizadas quanto desejo de potencialização.

Os próprios participantes demandam um maior domínio técnico de ferramentas, mas igualmente uma formação intelectual e universitária ou ainda uma grande preocupação com a gestão (de recursos, pessoas, capital simbólico), o que está diretamente ligado a potencialização experimentação e consolidação de diferentes formas de organização e capacidade de atuação e intervenção.

É o que aparece no resultado da pesquisa apresentada pelo Onda Cidadã:

“Em termos gerais, a demanda por formação se caracteriza pela busca do aperfeiçoamento técnico em cursos profissinalizantes (20%), pela busca de mais conhecimento em gestão (36%) e na adoção de políticas de formação intelectual formal (sobretudo universitária – 15%)”.

Ou seja, por um lado os Pontos de Mídia estão criando dinâmicas e metodologias próprias, vivências, imersões, observatórios, formação pela mídia (midialivrismo) e pelas redes sociais e simultaneamente demandam uma participação e partilha dos saberes institucionalizados, que agregam valor.

É importante destacar como os processos de midiatização e as práticas midiativistas já são formativas e se constituem simultaneamente como documentação e material didático (vídeo, fotos, textos, auto-documentação, diários, relatos, relatório, documentários, making-offs, tutoriais) e se tornam decisivos não apenas a dinâmica de produção, acesso e circulação de conhecimento, mas na auto-formação do Pontos de Mídia e coletivos.

O que poderia ser uma formação P2P (ponto a ponto) ou uma “peerdagogia”? Como os Pontos de Mídia são ou podem ser Pontos de Formação? O caráter distribuído remete-se a uma re-conceituação política: os usuários ocupam os mesmos papéis sociais porque detêm igualmente todos os recursos que as redes oferecem.

O “educador” deixa de ter um “privilégio” ou “reserva de Mercado” e vê o seu papel compartilhado pela mídia, redes sociais, educação não-formal, apontando para a constituição de uma inteligência coletiva em rede.

Na prática, os processos peer-to-peer da internet e seus dispositivos tem o potencial de criar um espaço de trabalho colaborativo e participativo, rompendo assim a hierarquização e a unidirecionalidade da aprendizagem, fomentando um processo de conectividade irrestrita em rede, exigindo dos educadores preparação para inserção crítica nesse universo das práticas de conexão mútua na internet que criam um “ponto de mutação” em relação as práticas tradicionais.

Os Pontos de Mídia podem ser reconhecidos e emponderados para se tornarem Pontos de Formação, mas para isso precisam de infra-estrutura instalada (sede, banda larga, ferramentas) ou bancos de dados e acesso aberto em nuvem e acessíveis via mídias móveis, que é a base da livre produção de capital simbólico, disputa de narrativas, produção de valor.

Mas qual o capital dos Pontos? Um dos resultados da Pesquisa do Onda Cidadã com os Pontos de Mídia aponta as parcerias como um dos maiores ativos dos coletivos. Quem tem redes de parceiros, participantes com tempo livre e potencial de trabalho colaborativo e formativo é mais sustentável, pois pode constituir uma “moeda” própria, bancos de tempo e de serviços, gerar riqueza e valor redistribuídos para o Comum e para a própria sustentabilidade.

Essa é a o que podemos chamar de “economia da vida”. No Brasil, como em diferentes países, explodem as experiências de Bancos de Tempo e Moedas Sociais que podem criar, fazer circular e redistribuir ativos em territórios e redes.

Multicertificação: poder distribuído

É nesse contexto que foi apresentando também a proposta de constituição da Universidade da Cultura Livre (Unicult), propondo mapear processos e iniciativas de formação na área cultural no Brasil. O objetivo do mapeamento é articular os grupos que querem contribuir com a implantação de um projeto experimental em formação.

A Universidade Cultura Livre se propõe como “um consórcio de instituições multilaterais — integrando universidades, coletivos, órgãos governamentais, pontos de cultura, instituições de formação e entidades da sociedade civil — orientado ao desenvolvimento de programas de formação continuada na área cultural em todo o Brasil. Com objetivo de promover a formação continuada dos diversos operadores da cultura a partir da integração de iniciativas de capacitação, na perspectiva de educar através da Cultura, para a Cultura”.

Trata-se de uma iniciativa de mapeamento e visibilidade de ações de inovação no processo de ensino-aprendizagem que leve em consideração a dimensão colaborativa, multimídia, recombinante (cultura do remix) e em redes que atravessa a sociabilidade atual. Educação e formação pelas mídias e também para as mídias que apontem para um uso crítico, estético e político dessas ferramentas.

São muitas as experiências em curso: midialivristas, pedagogia Griô, pedagogia quilombola, processos de apropriação das tecnologias pelas culturas populares e tradicionais (indígenas, ribeirinhos, caboclos, etc.), produção cultural e de conhecimentos vindas das periferias brasileiras, apontando para a emergência de uma cultura popular digital. Parte dessa mutação mais ampla em que a cultura se torna central na produção do conhecimento e na constituição de uma nova economia.

Processos de formação resultados dos fazeres e práticas nos mais diferentes campos: audiovisual, teatro, música, dança, multimídia, conectando e tornando indissociáveis a vida e trabalho desses agentes formadores.

Efervescência e diversidade que podemos encontrar em um programa como o Cultura Viva do MinC que se propôs a pensar de forma pioneira e como política pública esses novos arranjos: cultura viva, economia viva, dando visibilidade, conceituando e apontando para o potencial inovador desses processos.

Circuito Cultural e Movimento Social

Nesse sentido destacamos ainda as experiências formativas do Circuito Fora do Eixo que criou a sua própria Universidade Fora do Eixo (UniFdE) propondo compartilhar e sistematizar suas metodologias de formação (cartilhas, colunas que rodam territorialmente por todo o país, imersões, vivências, observatórios, oficinas, wikis, Pós-TV).

Com uma forte experiência midialivrista e midiativista, o Fora do Eixo é uma das referências em relação aos modos de transformar a precariedade, a fragmentação e atomização dos coletivos, em um circuito integrado e descentralizado, que tem como base de sustentação uma cultura e economia em rede distribuída.

Trata-se de uma proposta singular e bem sucedida de simultaneidade dos processos de realização, experimentacão, formação, em que todas as ações do circuito se tornam metodologias potenciais de formação livre, a serem replicadas e compartilhadas e que lança mão de diferentes estratégias de sustentabilidade, tendo como base, os ativos do próprio circuito (tempo livre, força de trabalho, domínio das linguagens midiáticas e narrativas multimídias).

Ao fomentar e organizar circuitos territoriais e virtuais (de música, audiovisual, palco, letras, mídias, redes de formação política), ao criar experiências de vidas compartilhadas e espaços de convivência comunitárias (com caixas coletivos e um novo comunitarismo), ao criar moedas e bancos de tempo, economia viva, a experiência Fora do Eixo transborda as fronteiras vida/educação, vida/trabalho, numa deriva experimental em que tudo é “laboratório”, tudo é formação. O processo formativo, seu mapeamento e sistematização não “prepara” para a vida, é a própria vida se experimentando e potencializando.

Podemos mencionar ainda as experiências midialivristas (de formação pela mídia e para as mídias) que inovam ao simplesmente desconfiguram os espaços tradicionais de fala: a Escola Popular de Comunicação Critica da Maré (ESPOCC), a Escola de Hip Hop do movimento Enraizados, no Rio de Janeiro, a Agência Redes para a Juventude, o projeto Cinema Nosso, e diferentes coletivos e movimentos que convertem a carência/falta/precariedade em potência, resignificando os territórios vulneráveis, a favela, as periferias, disputando narrativas e inventando suas próprias metodologias de formação.

O entendimento que a comunicação e a mídia deixaram de ser “ferramentas” e se tornaram a própria forma de organização dos movimentos culturais e sociais se expressa de forma transversal nos diferentes projetos e missões dos Pontos e coletivos e de forma mais explicita nos projetos de comunicação e midiativismo das propostas da Agência Pública, Coletivo Palafita, Jornalismo B, Voz da Comunidade.

Trata-se de mobilizar a todos diretamente em um processo intensivo e midiático de formação política que ativa e desloca os lugares de poder/saber. A formação política surge assim como horizonte e missão de muitos grupos e a demanda por um aprofundamento e continuidade nessa formação também é vocalizada nas propostas de diferentes coletivos: A Fábrica – Cultura Coletiva, Coletivo Verde, 3ecologias, Colméia Cultural, SOMOS, Raízes em Movimento, Descolando Ideias, etc.

A ideia que a produção de conhecimento deva ser livre e aberta, gratuita, (utilizando licenças flexíveis, Creative Commons, Recursos Educacionais Abertos/REA) é decisiva nesse novo paradigma. Nesse sentido políticas públicas como banda larga gratuita, o Marco Civil para a Internet ou a Reforma da Lei do Direito Autoral _ discriminalizando as práticas do compartilhamento de arquivos, cópias, exibições de filmes para uso educacional, cultural _ são a base da revolução dos “commons”, dos bens comuns partilháveis e da emergência de uma intelectualidade de massa.

Daí o estímulo decisivo a pesquisas em processo (work in progress) abertas na rede e utilizando linguagem Wiki, construção de repositórios públicos e gratuitos de dados e conteúdos, servidores públicos e plataformas, disseminação das webTVs, transmissão ao vivo de conteúdos audiovisuais os mais heterogêneos.

A Cultura Livre e Cultura Digital são outra plataforma transversal e condição para a sustentabilidade e potencialização do campo midialivrista e surge pontualmente ou como missão de diferentes grupos: Coletivo Digital, Iconoclassistas, 3ecologias.

Essas são também algumas das condições de uma wiki-escola ou wiki-universidade, Universidade p2p ou formação aberta, em que o processo de ensino-aprendizado e a produção dos conteúdos envolve em diferentes níveis todos os participantes e a própria formação dos educadores/formadores é baseada na produção de conteúdo para os ambientes colaborativos e ferramentas livres.

Para pensar essas diferentes derivas formativas é decisivo ainda uma documentação dos processos e metodologias diferenciais que permita criar um acúmulo de repertórios, textos, bancos de imagens, bancos de ideias, links que servirão de referência para as experiências de consolidação e multiplicação dessas práticas e metodologias e como referências para outros formadores, experimentadores.

Outro aspecto importante é a atenção para as linguagens, narrativas, que deixam de ser questões acessórias e junto com a apropriação tecnológica surge como campo de disputa e ação de muitos coletivos. Arte contemporânea, performance, ações politico-midiáticas que encaram a estética como indissociável de um campo de expressão e intervenção política, como ampliação de repertório e posse das diferentes linguagens da arte contemporânea, como aparece nas propostas de grupos como: Arteliteratura Caimbé, Coletivo 308, Coletivo Claraboia, Coletivo Palafita, Coletivo PIXXFLUXX, Coletivo SHN, Coletivo Trotamundos, etc.

Condições para uma Formação em Fluxo. Propostas e Ações

Entre as propostas discutidas podemos destacar a importância de dar visibilidade a formação como campo de atuação, expertise e sustentabilidade (serviços), com experiências que podem ser multiplicadas não só por outros coletivos, mas na política pública.

Outra questão recorrente é a possibilidade de articulação (criação) de plataformas, banco de dados, catálogos, inventários, de metodologias, processos, práticas formativas, rede de relações e serviços, partindo do que já está sendo feito e pode ser trocadas e compartilhados, ações de fortalecimento das redes de formação e auto-sistematização.

Muitas experiências jea estão sendo feitas, dai a importância de dar visibilidade e criar «trajetos de formação» e «percursos formativos».

Em relação as condições para uma formação aberta destacamos a necessidade de se apoiar a produção de Recursos Educacionais Abertos (REA) e estimular e viabilizar o licenciamento dos materiais didáticos, artísticos, expressivos, estéticos, com licenças de uso livre, não-comercial, cultural, educacional, etc.

Se as parcerias aparecem como uma “moeda” fundamental e como ativos decisivos na sustentabilidade seria preciso mapear infraestrutura instalada nos entornos dos projetos, para criar e potencializar parcerias e estimular arranjos e formas de organização em redes.

Destacamos ainda o vivo debate em torno da proposta de integração e parcerias dos grupos e coletivos com as politicas e projetos de Extensão das Universidades públicas, pensando no desafio que colocar de pé um sistema de multicertificação entre instituições de ensino formal e formação livre.

Durante os dois dias foram propostas por nós, de forma mais pontual, as seguintes ações, que constituem um Banco de Ideias em permanente reformulação e virtualização para todos que se dispõem a levar adiante o desafio de constituir uma rede distribuída de multinstituições, autônoma, de mídia livre e mesmo pensar o que poderia ser uma rede de Pontos de Formação. São propostas que tem como horizonte a constituição e fortalecimento de uma cultura de redes no Brasil. (IB)

Banco de Ideias

1. Criação de plataformas, bancos de dados, catálogos, de metodologias, processos, rede de relações e serviços.

2. Sistematização das metodologias, dinâmicas, atividades de formação de cada coletivo/grupo e pensar que ações de formação podem ser trocadas e compartilhadas.

3. Fomento para auto-sistematização, documentação e difusão de um banco de metodologias e dinâmicas (tutoriais, dinâmicas, métodos, práticas) em mídia livre/cultura digital/meio ambiente/cidades

4. Responder as demandas de formação dos próprios coletivos com apoio a formação e fomento no campo da gestão, desenvolvedores, produção audiovisual, design, cultura digital, etc. Responder a demanda de intercâmbio com a educação formal, através da extensão das Universidades, parcerias dos coletivos com as Universidades e certificação.

5. Consórcio de Certificação ou Auto-certificação ou Certificação colaborativa. Todos os coletivos e rede midialivrista e de cultura digital participam (juntos com as Universidades formais) da certificação de suas experiências de formação, cursos, oficinas, imersões

6. Articulação das atividades de formação/produção em um circuito, trajeto, percurso para imersões, encontros e atividades de trocas de experiências, ações e metodologias (ex. Circuito de Mídia Livre ou de formação em Cultura Digital de capitais e de cidades pequenas) que dê visibilidade a experiências de educação não formal

7. Utilizar/ Integrar a Agenda de Ações das redes e coletivos para funcionar como roteiro e oportunidade de parcerias e ações integradas e compartilhadas. Pois essa agenda das ações já são oportunidades de formação, trocas e parcerias.

8. Sustentabilidade. Prestação de serviços que revertam para o fortalecimento da missão/proposta/projeto dos coletivos/grupos. Mobilizar, contratar os coletivos como organizadores dos eventos, produtores de mídia, de streaming, gestores de redes sociais, etc.

9. Sustentabilidade. Apoio e fomento a gestão, estímulo as novas formas de economia colaborativa, moedas complementares, trocas de serviços, cooperativismo e associativismo. Banco de serviços.

10. Sustentabilidade. Infra-estrutura instalada nos coletivos. Ponto de internet banda larga, equipamentos, laboratórios,etc.

11. Sustentabilidade. Fomentar a aquisição de sedes próprias ou estimular o uso «associado» de um mesmo espaço por diferentes coletivos ou mapear espaços públicos que possam ser cedidos para uso temporário em parceria.

Texto escrito para o Onda Cidadã 2012

Ivana Bentes é professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, coordenadora do Pontão de Cultura Digital da UFRJ, Laboratório Cultura Viva, e participa das redes Fórum de Mídia Livre e do projeto de fabulação e implantação de uma Universidade da Cultura Livre.

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Airtton
 

Professora parabéns pelo brilhante texto.

O velho padrão acadêmico só se sustenta pq para ter credibilidade para questiona-lo é preciso passar pela barreira de obstáculos que o modelo propõe. E nesse aspecto a academia funciona de forma semelhante a uma ordem iniciática.

Airtton · Pouso Alegre, MG 26/12/2012 11:38
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Ivana Bentes
 

As criticas e experiências vem hoje de todo lugar, não só de dentro da Universidade. Todos esses grupos e coletivos citados não precisam da Universidade para fazer uma autoformação ou para legitimá-los, ao mesmo tempo a Universidade só tem a ganhar partilhando seu poder e compartilhando conhecimento. A questão justamente é sair dos guetos, acadêmicos ou não.

Ivana Bentes · Rio de Janeiro, RJ 26/12/2012 17:13
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