O teatro na escola permitiu que as crianças evoluÃssem em diversos nÃveis tais como criatividade, crescimento emocional e cognitivo, além de também fazer com que o aluno coopera-se com seus colegas. Em alguns paÃses, o teatro chega a ser obrigatório no currÃculo, como em Portugal. No Brasil, a modalidade ainda está associada a escolas privadas, mas um projeto desenvolvido pela Nestlé, editora Komedi e 3S Projetos, aprovado pela Lei do PAC (agora ProAC), levou gratuitamente o teatro para escolas públicas de sete cidades do estado de São Paulo – incluindo a capital, de maio a outubro deste ano. “A idéia é fortalecer a formação cultural de uma rede de escolas públicas de São Paulo, através da circulação gratuita de apresentações teatraisâ€, conta Ana Claudia Figueiredo, coordenadora de projetos da editora Komedi. Segundo ela, o projeto Teatro na escola – Julinha Relógio na Amazônia, permitiu que o público infantil, das camadas sociais menos favorecidas, tivessem acesso irrestrito à cultura, na medida em que as apresentações foram realizadas sem custos nas escolas públicas (locais carentes desse tipo de iniciativa).
Foram 70 apresentações ao todo para alunos do 1º ao 4º ano (crianças com idade entre 5 e 10 anos). Com 45 minutos de duração e de muita música, cores e bichos de espuma e fantoches, Julinha Relógio na Amazônia , baseada em livro homônimo de Sergio Vale, tem como tema a diferença cultural entre a personagem principal Julinha e a comunidade ribeirinha em plena floresta amazônica. De acordo com a coordenadora de projetos Ana Claudia, o tema contribuiu para o despertar da crÃtica e da autonomia, entre outros elementos. “O tema propicia a percepção de diferentes soluções para problemas de sociabilidade, despertando a criatividade e a crÃtica, itens indispensáveis na formação da criança de nossa sociedade como um todoâ€, afirma. A coordenadora ressalta também que o contato entre aluno e espetáculo possibilita o desenvolvimento de conceitos como diversidade cultural, ética, meio ambiente e cidadania.
Os alunos assistiram à peça, produzida por Edgard Rizzo, durante o perÃodo escolar. As cidades listadas no projeto forão: Araras, Araraquara, Caçapava, Cordeirópolis, São Bernardo do Campo, São José do Rio Pardo e São Paulo.
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