Quando o Lixo VIRA ARTE

Francisco Edilberto
Um dos trabalhos na mostra.
1
Cristina Bastos · Vitória, ES
4/6/2009 · 4 · 1
 

TAMPINHAS

“Mágicas são as formas que surgem através desta adorável criação de Cristina Bastos. Para admirar ou para interagir com a arte e a artista basta estar presente ao presente que ela nos proporciona em sua exposição ÚNICO E MÚLTILOS. Nela somos ao mesmo tempo únicos na criação e múltiplos na interação. Nela também somos educadores e educandos quando nas oficinas podemos perceber e experimentar espaços, formas, cores, descobrir, e redescobrir a prazerosa sensação de estar realizando uma obra que para os mais simbólicos capta a essência de seu estado interior e a transpõe para o material com arte. Cristina nos brinda com a possibilidade de vivenciar o poder de sermos de diferentes maneiras, sem perdemos a noção de nós mesmos representados aqui pelas inúmeras transformações que são permitidas pelas tampinhas, material de descarte para alguns e de infindáveis recursos para aqueles que buscam as inúmeras maneiras que podemos ter de expressão. Pois bem, está dada a largada, abram-se as cortinas que ÚNICO E MÚLTIPLO está entrando no ar.”

Para ilustrar melhor a explanação sobre o a instalação únicos e múltiplos, recorro as palavras da educadora Cristina Sicchierol, que nos presenteou com esta palavras que não poderiam ser mais simples e complexas do que o trabalho de Cristina Bastos.


A exposição ÚNICO E MÚLTIPO, da artista plástica foi aberta ao público, no Centro Cultural UFMG, no dia 01 de junho onde poderá ser vista até o dia 26, de 10 às 21horas, de segunda a sexta feira e de 10 às 18 horas, aos sábados e domingos.

Único e Múltiplo trabalha com o conceito de construção e desconstrução. A instalação tem como pronto de partida a cidade e a internet. Segundo a artista estes são organismos vivos que se encontram em transformação constante. A idéia é apropriar dos elementos descartáveis para reconstruir outras formas, ou seja, revitalizar, renovar, reciclar, reutilizar aquilo que poderia ser jogado no lixo, para assim trabalhar o equilíbrio humano. O ser que sai do seu lugar para se colocar no lugar da artista e, assim criar novos objetos a partir da desconstrução da forma existente, num processo de interação absoluta.

As tampinhas de garrafas pet são as peças utilizadas na confecção desta exposição. Foram utilizadas aproximadamente 20.000 tampinhas, para dar ritmos e formas figurativas, geométricas e abstratas através das cores e texturas.

Cristina Bastos é arquiteta e artista plástica, possui uma delicadeza natural, que reflete em sua arte o seu olhar sobre a cidade e os vários modos de viver. O trabalho interdisciplinar é decorrente de um envolvimento entre as áreas de arquitetura, psicologia, pedagogia e tecnologia.


Release retirado do site
http://www.ufmg.br/centrocultural/

compartilhe

comentários feed

+ comentar
ayruman
 

Muito bom. Trabalhar o lixo e transformá-lo em Arte é fascinante mas corre-se sério risco de cair na mesmice.
Você ousou, deu banho de criatividade e mostrou que fazer Arte é uma experiência sempre inovadora.

Sucessos. Luz e Paz. jbconrado.

ayruman · Cuiabá, MT 18/6/2009 23:10
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados