Revista do Cinema Brasiliero: documentários

Andrea Barros
Neste sábado, 16, a diretora e produtora Helena Solberg participa do programa
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P. Paralelo · Rio de Janeiro, RJ
15/4/2011 · 5 · 0
 

O cinema nacional parece ter encontrado uma grande vocação para a realização de documentários. E é sobre estes filmes, que muitas vezes tornam-se uma forma de registro de nossa história, mas também imprimem reflexão, representação e análises sobre o país, que o Revista do Cinema Brasileiro deste sábado falará.

O diretor Silvio Tendler está lançando Tancredo, a Travessia, sobre a história pública e os bastidores da política de Tancredo Neves. O documentário fecha uma trilogia presidencial, composta por Os Anos JK, Uma Trajetória Política e Jango. Ele explica à equipe de reportagem do programa a razão pela qual escolheu este longa para fechar a série e fala sobre a participação dele no “Festival É Tudo Verdadeâ€.

E falando no festival, esta edição traz alguns dos destaques entre os participantes. Um deles é Matéria Vocacional, de Toni Venturi, produção que recupera as memórias do Ginásio Vocacional de São Paulo destruído pela ditadura. Vale dos Esquecidos, o primeiro longa de Maria Raduan, retrata 45 anos de conflitos entre índios, grileiros, sem-terras e posseiros no Mato Grosso. Já Assim é, Se lhe Parece, de Carla Gallo fala sobre o artista plástico Nelson Leiner. Os três diretores falam sobre seus respectivos trabalhos e sobre a experiência de estar participando da mostra.

No estúdio, a entrevistada da vez é Helena Solberg, diretora e produtora de filmes como o premiado Carmen Miranda: Bananas is my Business. Ela, que começou a trabalhar com os cineastas do Cinema Novo e transita entre ficção e documentários conta à Julia Lemmertz sobre a diferença entre realizar um audiovisual aqui e nos Estados Unidos e o que a motiva a contar histórias com um olhar direcionado para o universo feminino e político na América Latina.

Nesta edição há ainda o reencontro de Sérgio Bloch com os personagens do documentário De Olho na Rua. O filme retrata o cotidiano de pessoas que transformaram a sarjeta em local de trabalho. Na reunião, o Revista descobrirá o que mudou nos últimos anos e como foi fazer o filme.

E neste clima de encontros, o programa traz também uma entrevista com a jornalista Dorrit Harazim e o diretor de filmes Arthur Fontes. Há dez anos, eles rodaram, em Brasilândia, o documentário Família Braz, sobre uma família paulista de classe média. Agora eles lançam Dois Tempos retratando as mudanças sofridas pelos membros deste clã.

O Revista do Cinema Brasileiro vai ao ar na TV Brasil aos sábados, às 20h30, e terças, à 1h.

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