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Tangolomango 2011 já tem os grupos selecionados

Eliane Heeren
Intrépida Trupe está entre os selecionados para 10ª edição do Festival
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Projeto Paralelo · Rio de Janeiro, RJ
30/10/2011 · 7 · 1
 

O Tangolomango – Festival da Diversidade Cultural anunciou os grupos selecionados para a sua 10ª edição, que este ano fará uma conexão entre grupos de dança, música e circo, do Rio de Janeiro e de Buenos Aires, com apresentações nas duas cidades. Do Rio, foram selecionados a Intrépida Trupe, o grupo Maracutaia, a banda Caixa Preta, a Companhia Urbana de Dança e o projeto Crescer e Viver. De Buenos Aires, foram escolhidos Urraka, Castadiva e La Arena.

As apresentações, gratuitas, serão realizadas dia 13 de novembro, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, e na primeira semana de dezembro, em Buenos Aires. O público irá conferir um grandioso espetáculo, em que todos os grupos sobem juntos ao palco, para uma única apresentação, colocando em prática o conceito de generosidade intelectual. Após a apresentação no Circo, os grupos sairão em cortejo para um palco que será montado pela Prefeitura próximo aos Arcos da Lapa.

"Embora sejam bem diversificados, os grupos selecionados têm uma unidade muito grande, são todos muito vigorosos. Vejo que nesses dez anos de Festival, os projetos de periferia evoluíram bastante e isso me dá uma grata sensação de ter participado desse processo", diz a diretora-executiva, Marina Vieira.

A preparação para o espetáculo começa dois dias antes da apresentação, durante um intercâmbio cultural, em que os grupos se conhecem, reconhecem suas diferenças e semelhanças para aí então começarem a montagem, permeada por criatividade e improvisos. Este ano, a direção artística é do ator e diretor teatral Ernesto Piccolo. “Estou felicíssimo com essa seleção. Foi uma mistura deliciosa, vamos conseguir fazer uma bela fusão entre os grupos”.

Realizado desde 2002 no Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e Salvador, o Tangolomango já promoveu o encontro de mais de quatro mil artistas de 300 grupos vindos do Brasil, Argentina, Colômbia, Venezuela e Peru. O nome do festival é inspirado em uma brincadeira de roda popular no nordeste do Brasil e expressa o espírito de seu trabalho. O objetivo é articular, reunir e difundir projetos culturais de diferentes regiões para promover a diversidade cultural e a troca de experiências, visando a produção colaborativa e a formação de redes.

Confira os grupos selecionados:

Rio de Janeiro

Intrépida Trupe - O grupo é formado por ex-alunos da Escola Nacional de Circo e artistas provenientes de grupos de dança, teatro, música e artes plásticas que surgiram na efervescência cultural da década de 1980, no Rio de Janeiro. Desde a sua fundação, em 1986, o grupo desenvolve uma linguagem própria que une circo, teatro, música e dança. De forma vigorosa, lírica e irreverente vem contribuindo para o enriquecimento das artes cênicas no Brasil e no exterior.

Maracutaia
- Integrado por 15 músicos apaixonados pela Cultura Popular Brasileira, o Maracutaia surgiu em 2004, a partir da reunião de ex-alunos de percussão do grupo Rio Maracatu. No repertório, além das tradicionais toadas do Maracatu, composições próprias e outros ritmos e influências como coco, drum´n bass e funk.

Companhia Urbana de Dança - Em atividade desde 2004, a companhia é formada por um grupo de jovens, todos homens, do subúrbio do Rio de Janeiro. O trabalho, reconhecido internacionalmente, já foi apresentado na Bienal Internacional de Dança de Lyon, no Museu Quai Branly, em Paris, no Festival Internacional de Biarritz, Festival Fall for Dance, em Nova York, Festival Jomba, da África do Sul, entre outros.

Crescer e Viver
– A companhia traduz a força da expressão artística através de espetáculos circenses. É formada por jovens que assumem o circo como o meio de transformar as suas vidas, como espaço de expressão e como porta de acesso ao trabalho.

De Buenos Aires

Urraka – Os artistas desta companhia argentina misturam dança e humor, utilizando objetos da vida cotidiana como garrafas de plástico e vidro, chapinhas de refrigerante, baldes e o próprio corpo, que são transformados em instrumentos musicais. Com a ajuda de palmas e do estalar dos dedos, eles passeiam por diversos ritmos como o rock´n roll, o reggae e a tradicional milonga.

La Arena – Formado por jovens artistas de circo que atuam como atores, bailarinos e acrobatas. Eles utilizam como único elemento de cena três cabides repletos de roupas, com as quais criam situações originais, cheias de poesia e impacto visual, conseguindo surpreender, divertir e emocionar, através de uma dramaturgia de movimento, espaço e de corpo em ação.

Castadiva – Criado em 1998 pela bailarina e coreógrafa Mônica Fracchia, a companhia já se apresentou em teatros oficiais de Buenos Aires, em Festivais Nacionais e Internacionais, com mais de 17 diferentes espetáculos.

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Felipe Obrer
 

Além dos grupos citados, participam também da edição deste ano outros dois grupos argentinos: Luz Buena, grupo musical que faz cumbia de salón, para dançar, e o Circo Social del Sur, trupe circense cujo trabalho têm ênfase na transformação. Mais informações no blog do Tangolomango 2011

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 4/11/2011 22:06
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