Vivemos em uma sociedade que se preocupa estreita e incansavelmente com a aparência externa.
Sabemos que cada indivÃduo é diferente um do outro, cada qual com seu biótipo, entretanto os padrões, como a magreza e o corpo perfeito, impõe que todos sejam iguais ou que se enquadrem dentro das normas de beleza, o que leva cada vez mais pessoas á correrem atrás de algo irreal submetendo-se á qualquer método para atingir tais objetivos.
Os transtornos alimentares, como a bulimia e a anorexia, constituem uma verdadeira epidemia.
Anoréticos e bulÃmicos tendem a serem bastante autocrÃticos e sensÃveis a crÃticas, vulneráveis a pressões sociais, têm baixa autoestima e ansiedade.
Estes transtornos se dão pela gama publicitária que a sociedade impõe de que, a mulher bem sucedida, atraente e bonita é a magra.
Essa preocupação com o corpo perfeito começa cada vez mais cedo. As meninas, por exemplo, tem como modelo de corpo perfeito a boneca Barbie, e esta idealização da beleza podem torna-las cada vez mais inseguras com o próprio corpo.
Diante desta busca incessante pela perfeição, o Designer gráfico e investigador Nickolay Lamm criou algumas imagens conceituais de uma “Barbie Normal†que se tornou muito popular na web.
Com tamanho sucesso, Lamm decidiu lançar um projeto para produzir sua Lammily, que é como tem sido chamada a boneca de aparência mediana, cabelo castanho, maquiagem simples e uma vida saudável, mas que não deixa o estilo de lado.
Enquanto Barbie foi lançada há 50 anos, para representar a garota americana, Lammily é baseada em uma moça comum, com cerca de 20 anos, alegre, forte e em forma.
O sonho de Lamm foi o de promover uma imagem corporal mais positiva para as crianças.
“– Eu queria mostrar que a média é linda. Ao invés de esperar para que a mudança aconteça, vamos ser a mudança.â€, diz ele em um vÃdeo do Youtube.
Mais de 7.800 pessoas já contribuÃram com 25 dólares, cerca de R$ 59,00, para ter uma primeira boneca da edição exclusiva.
Como foi ressaltado por Lamm, é necessário sermos a mudança não julgando aos outros ou á nós mesmo com base no peso corporal ou na forma do corpo, desenvolvermos uma visão crÃtica dos meios de comunicação (novelas, filmes, séries, etc.) e da mensagem de autoestima e imagem corporal que ela passa e, por último, mas muito importante, procurarmos sermos um modelo de saúde, e não da atual ditadura que nos é imposta ao pregar que a magreza extrema a qualquer custo.
Fontes de consulta:
http://p3.publico.pt/vicios/espelho/11160/lammily-uma-barbie-com-medidas-de-uma-mulher-normal
http://www.thestar.com/life/2014/03/11/crowdfunding_campaign_for_curvy_fashion_doll_lammily_exceeds_goal.html
https://docs.google.com/document/d/1S5VNXxMuXFDRH__HlwjVj6UE75eDnj_63BdblZj1btI/edit?hl=pt_BR
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