Roberto Moreno São Paulo, SP

Roberto Moreno

sobre o colaborador

Eu já andei pelado na praia, tive rádio pirata, craqueei senhas, invadi sistemas, sobrevivi a terremoto, larguei o emprego e fui morar no mato, já esqueci o caminho de casa, viajei 24 horas de ônibus, viajei sete horas a cavalo, matei passarinho com espingarda e comi o passarinho, brinquei na neve, nadei em lagoa, rio e mar, vi fantasmas, vi duendes, chutei gatos, dormi em show do Ivan Lins, fui vendedor de sapatos, pizzaiolo, bancário e executivo, voei de teco-teco, "furei lona" de circo, tive dois Fiat 147, comi caviar, subi em pirâmide, namorei três ao mesmo tempo, dormi no trabalho por não ter dinheiro pra voltar pra casa, vi a marquinha da Sheila Mello, ganhei medalhas, prêmios, concursos e rifas, produzi filme pornô gay, cantei com Milionário e Zé Rico, comprei carro usado de mágico, toquei violão no metrô, discuti a existência de Deus com padre e com pastor, militei em partido político, vi jogo da seleção em estádio lotado, montei touro mecânico, joguei moedinha na fonte de Trevi, dei choque no meu irmão, fui protestado, tomei tarja-preta, li livro de cabeça pra baixo no metrô, subi escada rolante descendo, atirei aviãozinho de papel do alto do prédio, colecionei pilhas usadas, colecionei sapos, criei rã, publiquei zines, fui convidado do bate-papo, fui papai-noel de escola infantil, fiz discurso, dei aula, dei palestra, carreguei marmita, dei cheque sem fundo, formatei o hd da empresa, soneguei imposto, anulei voto, justifiquei voto na cidade vizinha, fiz boca-de-urna, dei curto na energia elétrica do bairro, soltei bombinha em trem, incendiei cafezal, chorei no cinema, sai do teatro sem saber se a peça tinha acabado, pedi autógrafo pra jogador de basquete, chamei o Pena Branca de Xavantinho, dei beijinho no rosto da Roberta Close, usei telex, máquina de escrever e icq, dei aula sem conhecer o assunto, comi até passar mal, usei gravata com desenho do Mickey, usei gravata estampada com paletó xadrez, montei estande na Fenasoft, pintei o cabelo de roxo, atravessei a rua sem óculos, fugi do escritório para tomar banho de piscina, fugi do escritório para ver show, fugi do escritório para fazer bolha de sabão, queimei computadores e aparelhos eletrônicos diversos, coloquei index de site de sambista na raiz do portal, criei perfil falso no orkut, morei em hotel, passei em concurso público, quebrei os dentes na manivela do poço, tive branco durante uma aula e precisei dispensar os alunos, desfilei na Tiradentes em 7 de Setembro, esqueci encontro com a namorada, andei de charrete e jet ski, vesti camisa ao contrário, vesti meias de pé trocado, esqueci diploma no táxi, cantei música japonesa em karaokê da Liberdade, atravessei piscina sem respirar, acertei dardo nas costas do gato, peguei carrapato, tive pânico, pedra nos rins e enxaqueca, tomei choque na praia, li pensamentos, adivinhei o futuro, apareci na televisão, ouvi Fagner no último volume, comi sabonete, tomei banho de café no avião, briguei com bêbado que jogou latinha na cachoeira, comi açúcar de colher, deixei chefe chato falando sozinho, acenei para o Papa na rua, fingi dormir para não dar lugar pra velhinha no ônibus, li jornal do vizinho, desmontei e montei radinho de pilha, fiz careta pra criancinha, ofusquei desconhecidos com reflexo de relógio, coloquei sal no café, coloquei sal-de-fruta na Coca-Cola, andei de guarda-chuva em noite sem chuva e abasteci o carro com álcool de limpeza.

colaborações recentes

Estréia, nas Satyrianas guia
16/8/2007 20:02 · 30

Parece que não anda. A coisa é lenta, trabalhadíssima. Tenho a impressão de que tudo só vai ficar pronto na véspera. É minha primeira experiência de verdade em teatro, do outro lado, do lado de dentro.

Escrevi a peça para a Taís, que está há um ano na oficina dos Satyros; será sua estréia, apadrinhada pelo Ivam.

Seu personagem é um rapaz que confessa um crime ao padre,... +

Para se perder entre livros guia
26/10/2006 13:13 · 58

Bom é se perder entre dezenas de milhares de livros vivos, mergulhar em páginas amareladas e se esquecer que, pertinho dali, ônibus e carros e pedestres correm em busca do tempo perdido, enquanto se troca um dedo de prosa com Proust.

Bom é se perceber que, entre um livro e outro, entre uma folha e outra, há música e que a música sai naturalmente dos livros. Até se mudar de prateleira... +

Nem Prometeu banco
6/10/2006 16:16 · 57

+

Outono banco
25/9/2006 09:01 · 74

+

Ficha banco
22/9/2006 11:33 · 67

+
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