colaborações publicadas
“Sempre estive à altura do inesperado”
Nietzsche
“Considero-me além de qualquer expectativa”
Maura Lopes Cançado
Pouca gente já ouviu falar de Maura Lopes Cançado....
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Como se faz para ler uma cidade? Ler um livro parece ser mais simples, porque, ao decodificar a palavra, é só lançar luz sobre o sentido do texto a partir de outras leituras sem ignorar o mergulho idiossincrático do autor ali. Num romance, lê-se para saber o final da história e, sendo o leitor mais atento, para saber como o autor trabalhou, pensou, sentiu e se esforçou até chegar...
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É possível escrever sobre pulhas e nobres, sobre nações e indivíduos. É possível sondar a alma e também expor as mazelas da vida cometidas por homens contra homens. E é possível de igual modo divagar sem nada dizer, e ainda assim comover os outros, extrair lágrimas de quem já chora tanto – vítimas da mesquinhez nossa de cada dia –, gozo dos que já gozam, prazer dos que comprazem,...
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Na semana passada, fui ao Museu da Língua Portuguesa pela primeira vez, depois de semanas negando-me a entrega da espera em longas filas dolorosas à margem da Estação da Luz.
Fui e gostei. Gostei principalmente da abertura e da aula de história das línguas no segundo piso. Como em quase todo museu, o acesso à exposição do da Língua Portuguesa se dá num viés contrário ao de uma...
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