A Estrela Nua

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Santa Nem Puta · Rio de Janeiro, RJ
8/8/2011 · 2 · 0
 

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Ela estava indo ao serviço quando aquele sujeito, um senhor de uns quarentas anos, abordou-a sorrindo, fazendo um desenho de quadrado focando o seu rosto.
- Oi. Desculpe-me, será que posso tirar uma foto sua. Você é a mulher que eu procurava. Linda, linda! Você já é modelo?
Ela o encarou. Ele tinha uma máquina pendurada no peito e um olhar sério embora sorrisse. Certamente era alguém que sabia o que estava dizendo. Sentiu um misto de orgulho. Aos vinte e dois anos de idade, depois de nunca ter conseguido fazer um trabalho fotográfico como modelo, alguém parece finalmente descobrir a sua beleza. Sorriu. Sim, tinha certeza de que um dia isso aconteceria, não no meio da rua, mas isso não era problema, o importante era saber que sua beleza chamara a atenção das câmeras.
- O que foi, senhor? – fingiu não ter entendido a pergunta.
- Eu sou fotógrafo, estou nas ruas procurando uma modelo para uma agência, uma campanha comercial, você entende. Acho que você é perfeita para ela. O que me diz?
- Não sei, não sou modelo.
- Eu posso transformá-la em uma agora mesmo. Posso tirar uma foto sua?
- Mas eu estou toda desarrumada…
- Não se preocupe, você está linda.
Ela fez uma pose, o homem começou a andar ao redor dela tirando, não uma, mas várias fotos. Depois de alguns minutos, parou, aproximou-se dela.
- Como é seu nome?
- Andréia.
- Andréia, fique com o meu cartão. Espero você hoje à tarde para uma sessão de fotos. A grana é boa! Vou colocar esse seu rostinho lindo na mídia.
Andréia ficou parada enquanto o homem se afastava. Em toda a sua vida aquela era a primeira vez que algo realmente bom acontecia. Naquele mesmo dia estava pensando como sua vida era chata, sem graça… E, do nada, surge um homem que muda tudo.
Foi para o serviço com um sorriso enorme no rosto, a felicidade transbordando de cada poro. Entrou na sala do Dr. Tadeu.
- Doutor, a tarde precisarei sair. Tenho um compromisso inadiável.
- Tudo bem, Andréia – disse o médico escrevendo em sua agenda. Quando se virou e deparou-se com a felicidade da secretária, sorriu. – Pelo jeito algo de bom aconteceu…
- Aconteceu, sim, Doutor Tadeu. Mas não posso contar ainda.
- Tudo bem – disse o médico encerrando a conversa.
Andréia voltou para a sua mesa. Mal via a hora de estar diante das câmeras sendo fotografada. Será que teria maquiador? O seu cabelo… Precisariam dar um trato em seu cabelo, ele estava horrível, depois daquela última pintura ficara ressecado. Teria foto de biquíni? Por sorte depilara-se há poucos dias. Que mulher de sorte e esperta, pensou rindo.
O dia demorou uma eternidade para passar. Depois do almoço ligou para o fotógrafo que marcou para às três.
Às três horas estava diante de um casarão. Apertou o interfone. Ao identificar-se o portão se abriu. Entrou admirada, já sonhando com sua carreira de modelo. O fotógrafo estava esperando-a no topo da escada. Cumprimentou-a com um beijinho no rosto e a convidou para entrar. Ela pediu licença e entrou. Foi conduzida a uma sala. Outro homem veio cumprimentá-la, apresentou-se como o dono da empresa que estava contratando o trabalho. Andreia o cumprimentou estendendo a mão e conferindo o seu rosto.
- Realmente ela é muito bonita – disse ele como quem confere uma mercadoria preciosa. – Vão ficar lindas, as fotos – disse por fim.
- Ótimo – completou o fotógrafo. – Então vamos começar, Andréia. – ele a puxou pela mão para o canto da sala iluminado pelas luzes.
- E a maquiagem – perguntou ela.
- Não se preocupe, gosto de minhas modelos com suas naturais belezas. Por favor, sente-se naquele banquinho.
Ela sentou-se e ficou um tanto quanto deslocada, sem saber exatamente o que deveria fazer e como fazer.
- Erga a cabeça um pouquinho – disse o fotógrafo.
Os flashes espocaram e tudo começou. Sentada, de pé, agachada, deitada. Fotos.
- Por favor, Andréia, agora quero que vista isso – disse o fotógrafo estendendo a ela um conjunto de lingerie.
Andréia segurou as peças pretas enquanto o fotógrafo voltava para trás das máquinas.
- Onde eu me troco? – perguntou ela sem jeito.
- Se não se incomodar, pode ser aí mesmo.
- Aqui, na frente de vocês?
- Ah, é. Desculpe-me, é que você não está acostumada com esse mundo. As modelos de verdade não se importam em trocar de roupa na frente dos fotógrafos, isso é para ganhar tempo. Mas se quiser tem um provador no outro quarto, pode usá-lo.
Andréia pegou o conjunto de lingerie e saiu da sala. Estava com o rosto queimando de vergonha. Era mesmo uma caipira, pensou. Não tinha nada demais trocar de roupa na frente do fotógrafo. Dera um bafão. Torcia para que aquilo não afetasse a relação entre ela e o fotógrafo. Por fim, trocou-se e voltou ao quarto envolta em uma toalha. Na frente das câmeras retirou a toalha e pode sentir que os dois homens ali presentes gostaram do que viram. Mas não disseram nada. Os flashes começaram. Minutos depois o fotógrafo saiu de detrás das câmeras e aproximou-se.
- Suas fotos estão muito boas, mas acho que esta faltando um pouco de ousadia.
- Ousadia?
- Sim. Seja mais agressiva, mais sexy.
Andreia fez a sua pose que pensava ser mais sexy, aquela mesma que ela fizera um milhão de vezes em frente ao espelho do seu quarto.
- Está ficando bom – disse o fotógrafo tirando as fotos. – por favor, abaixe a alça do sutiã.
Andreia fez o que o fotógrafo pediu.
- Agora faça como se você tivesse tirando a calçinha.
Ela segurou a calcinha pelas laterais e as abaixou um pouco.
- Bom. Muito bom, Andréia! – disse o fotógrafo. – Agora enfia mão dentro de sua calcinha.
Ela prontamente obedeceu.
- Tire o sutiã e tape seus seios com a mão em concha.
Ela, mesmo sentindo-se um tanto tímida, obedeceu.
- Agora tire calcinha, tape os seios com uma das mãos e com a outra tape embaixo.
- Isso não vou fazer, não vou tirar a calcinha.
O fotógrafo aproximou-me, ela percebeu que ele estava excitado.
- Andreia, nesse mundo da moda você não pode ter vergonha, nem escrúpulos, fique tranquila, aqui só tem profissionais.
- A calcinha não.
- Menina, isso é uma grande oportunidade para você, depois desse serviço posso conseguir muitos outros, desde que não banque a caipira.
Andreia refletiu. Realmente aquela poderia ser a oportunidade de sua vida. Iria jogar tudo para o ar somente pelo fato de ficar nua na frente de dois homens? Não podia fazer isso, jogar a sua futura carreira para o ar. Corajosamente tirou a calcinha. O fotógrafo ajoelhou-se diante dela.
- Menina, você é linda nua!
- Obrigada – disse ela sem jeito.
- Você se importaria se eu me masturbasse. Acho que de pinto duro não vou conseguir trabalhar.
- Acho que isso não seria profissional.
- É sim – disse ele abaixando a calça. – Olha o tamanho do meu profissionalismo.
O outro homem, até então calado, aproximou-se, tirou as calças. Andréia ficou diante dos dois homens nus.
- Isso não, não sou o que vocês estão pensando – disse tentando recuperar a calcinha que agora estava na mão do fotógrafo.
- Acho que você é muito retrógrada. Isso é a coisa mais natural do mundo – dizia ele enquanto a segurava pelo braço e tentava beijar-lhe o pescoço.
- Por favor, me largue.
- Você vai jogar tudo fora por conta de uma trepadinha. Quantas trepadinhas você já deu de graça? Sem ganhar nada? Pelo menos, depois que gozarmos você irá gozar uma vida de princesa.
Andreia refletiu, realmente tinha dado para tantos homens sem ganhar absolutamente nada além de prazer, porque não fazer isso por seu futuro. Ficou parada de pé, enquanto sentia o fotógrafo alisar-lhe todo o corpo. Aquilo estava causando-lhe arrepios de prazer. Sim, pois sempre tivera vontade de saber como era sair com dois homens. Nenhum deles era feio. Deixou-se guiar pelo desejo deles e agora pelo seu. Não era de ferro, em pouco tempo estava louca de desejo.
Deitaram-na na cama do estúdio. Andreia, a princípio, quis resistir, não era ousada suficiente para uma situação como aquela. Porém, pouco depois, entendeu o que sentia os homens e uniu-se a eles. Sentiu línguas passearem por seu corpo. Logo os três se embolaram na cama. Sentiu o maior prazer de sua vida. Os dois homens a devoravam, mordiam, batiam e ela não tinha mais controle sobre a situação, só lhe restava apreciar o momento.
Depois de duas horas ela saiu dali, com dinheiro no bolso, um contrato assinado e toda assada. Assada, mas feliz. Agora ela era uma modelo. Ganhou os trabalhos, fama, dinheiro e deu muito, muito mais do que queria. Mas o que importava era ser uma estrela e estrela não têm sexo.

Sobre a obra

A literatura erótica está repleta de relatos de putas e santas (que para loucura dos homens se revelam mais putas que as putas por profissão); porém nada se escreve sobre as mulheres comuns, que exalam fantasias e extravasam pudores. Por isso te convido a conhecer o Portal Santa Nem Puta - www.santanemputa.com.br, que tem por objetivo revelar um pouco das apostas de mulheres comuns, nem santas nem putas!

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