Acompanhante

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Cilas Medi · Santos, SP
16/9/2011 · 0 · 0
 

Oferece-se serviço de acompanhante. Ele leu novamente, pensou bem se poderia ser um dos funcionários da empresa. E entrou, olhou de lado, para a direita e esquerda, acompanhando o movimento. Nenhum. Ninguém na recepção. Tocou a campainha. E se assustou, pensou melhor e foi saindo.
- Olá, bom dia!. Tudo bem com você, meu amigo. Ele se virou e viu a menina, falando assim, despretensiosa. Toda coquete, agora passando a mão na outra mão, admirando os dedos ou, talvez, a cor do esmalte.
- Alô, como vai. Amigo?!
- Podemos ser não é. Afinal, estamos em uma empresa de amizade, de acompanhante. Veio se candidatar?
- Como sabe?
- Nossos clientes não vêm até aqui, sorrindo bem simpática. Só os que querem acompanhar... você tem experiência? Quer preencher uma folha corrida... parada. E riu, divertida. Ele estranhou mais ainda, porque atrás dela surgiram mais duas, rindo da pilhéria. De onde vieram, afinal?
- Oi, você está bem? Gostou da nossa casa? A outra atrás dela riu novamente.
- Deve gostar, agora não tem volta. E as três riram novamente. Ele começou a ficar bravo, depois relaxou. Afinal, novamente isso, esse afinal como sempre foi a sua vida, tem três lindas garotas, vendo com firmeza, apesar de uma luz intermitente vindo da porta. Sim, a porta, mas não era parede?
- Por que devo gostar? É obrigatório?
- Sim, depois de tudo o que fez, agora é obrigatório... bem, vai fazer a ficha?
- Sim. O pagamento é bom? Acham, realmente, que tenho bom porte para ser acompanhante?
- Claro que sim... bem, não é Júlia, pode ser que sim... tem que escolher a pessoa que vai querer acompanhar... não é mesmo Samanta?
- Isso, Lourdes, é sim. Então, vamos lá. A ficha. E surgiu uma delas na mão da Samanta e ele se assustou, mas foi somente impressão. Ela tirou de baixo do balcão. Ele leu o pedido completo, nada demais a não ser um último item. Dia da minha morte. E olhou de volta para elas três. E apontou. – Sim, o que tem demais?
- Eu vou ter que colocar a data da minha morte? Isso é brincadeira não é? Como posso saber o dia da minha morte?
- Bem, sem esse item não poderá sequer solicitar o emprego. Sabe como é?
- Não, não sei como é, ficando bravo.
- Temos muitos concorrentes e isso é primordial... não é... ele não deixou falar, jogou o papel no balcão e foi saindo. Do lado de fora, depois de bater a porta, viu mais dois seguindo para ali e saiu de lado.
- Conseguiu?
- O que eu consegui?
- Fazer a ficha e ser aceito?
- Não. Obrigaram a colocar a data da minha morte, não fiz sequer a ficha... nem escrevi nada. Eles dois riram. Do que estão rindo, todo mundo ri, agora, de tudo o que eu falo. Não era assim quando eu estava em casa, a minha mãe, o meu pai... aquele desgraçado... lembrando bem, a última vez que o vi brigou com ele.
- Foi?
- O que quer dizer com esse foi... está me parecendo que está brincando comigo... o que foi você também, vai ficar rindo... e onde está a rua? Estou aonde afinal?
- Bem, se você que morreu não sabe nem a data, como vai querer um emprego de acompanhante? Cada uma que nos aparece, abrindo a porta e deixando o parceiro entrar. Ele ainda ouviu a brincadeira deles dois... oi, meninas lindas. E fechou a porta. Agora é a vez dele. Eu estou morto?
- Eu estou morto? Caralho, cada sonho que me aparece, rindo. E se apertou em beliscão. Não doeu, mais uma vez e tudo bem. Sonho, vou acordar. Mas bem estranho esses sonhos com um monte de gente. Acordou?
- Juvenal, Juvenal, filho, anda logo... acorda, querido. Ele se levantou, um pouco assustado. E viu a mãe, apreensiva.
- O que foi mãe, estava sonhando.
- Sonhando? Bem, não vai levantar, já são seis e meia querido, não vai pegar aquele emprego... você conseguiu fazer a ficha?
- A ficha... a ficha, não não consegui, levantando-se e se aprumando, esticando os braços e cada uma por sua vez, a perna direita e esquerda. E abriu a boca em um grande bocejo. E apertou a mãe nos braços, brincando. A ficha, dona patroa...
- Não gosto que me chame assim, sou a sua mãe. Ele riu, agora, do sonho que ainda lembra parte dele, o final principalmente. E a data da morte na ficha para ter possibilidade de ser admitido no emprego de acompanhante. Acompanhante do que, afinal. Afinal eu estou atrasado? E viu o relógio, tem que estar no emprego às... futuro emprego, fiz a ficha quando? Lembrou, a mãe esperando que ele a soltasse.
- Pronto, querido, me solta, está nas nuvens hoje?
- Sim... acho que sim. O papai... aquele jumento ainda está aí?
- Obrigada pelo jumento... e tentou se desvencilhar... ele está doente, doente...
- E agora está doente... o que ele tem? Afinal, o que ele tem?
- Está com AIDS, não lembra? O que você tem, afinal? Pronto, ele olhou para a mãe, acordou para a vida e lembrou-se, novamente, da última vez que teve a coragem de olhar o pai. Eles agora são, pensando bem, acompanhantes do último suspiro. E, talvez, seja esse o motivo do sonho, bem claro e bem específico. Se não tem a data da morte, como pode ser acompanhante do pai... ou o pai morto, quem vai poder acompanhá-lo, afinal. Afinal. A final ou o final da vida é o que esperamos. Ela conseguiu, finalmente e ele retornou à realidade. E deixou que saísse do quarto, pequeno, do apartamento deles três. A irmã mais velha, já saiu a muito de casa, logo depois que o pai os abandonou. E ele ficou, pela mãe, mesmo desempregado, alguns bicos, alguns empregos de pouco tempo, devido sempre a sua instabilidade. E agora, depois do sonho, parece que acordou de vez.
- Sim, lembro, que merda... desculpe. Pode sair, vou tomar um banho e já vou lanchar com você, mãe. Ele está bem? Não, não responde, espero que não esteja... que morra logo, falou bruto. É verdade, gritou agora, assustando a mãe, que fechou a porta, apavorada. A ira dele voltou. E pensou nas meninas que o atenderam na casa... lindas, pensando bem, bem lindas mesmo. E na irmã, nos dois sobrinhos e novamente a linha e a definitiva informação sobre a data da morte. As necessidades feitas e saindo do quarto, arrumado. Lá estava o velho, como todos dizem, tentando se equilibrar na porta do quarto do casal, querendo, sozinho, ir até a cozinha.
- Oi, filho, balbuciou lentamente.
- Morra, desgraçado, passando por ele e ameaçando bater para ele cair. O pai começou a chorar e ele piorou o estado de ânimo. O que foi, vai chorar agora... se continuar eu mato... e viu a mãe chegar, empurrar levemente a ele e colocar o ombro direito dela debaixo do braço esquerdo dele.
- Vem, querido... se não quer ajudar, não precisa, mas não fique xingando o seu pai desse jeito, está me ouvindo? Ele lhe deu a vida...
- De merda... é isso mesmo e deixa que eu ajude, pode deixar, mas não venha com essa pieguice toda, está ouvindo, afrontando a ele. E brutalmente puxou por ele que gemeu e o, praticamente, empurrou para dentro da cozinha, ajustando a cadeira com os pés e estacionando o pai. Foi estacionamento sim, sequer ajeitou melhor, mas a mãe o fez. Ele bufou, foi até o fogão e cheirou o café, na jarra. Está ótimo. Pegou para si, não dando mais importância para o fato do pai estar precisando, ou continuando a...
- Você vai escrever a data... ele olhou bem para o pai.
- Que data?
- A data, para você poder me acompanhar... não vai? Eu quero ir embora...
- Podem parar os dois, estão me ouvindo, começando a chorar. Pare com isso. Olha só o seu remédio...
- Como conseguiu, mãe?
- Eles estão distribuindo. Tome o remédio, esse antes e esses três depois do lanche. Vamos logo. E você, vá trabalhar. Não quero mais que brigue com o seu pai. Ele mastigou o pão, seco como estava e vai continuar assim. Contenção de despesas, esse negócio de manteiga, quem dera, margarina muito menos, café ainda bem e uma vez por semana um litro de leite. E viu o pai tentar fazer isso também, apesar dos dentes agora fracos e o modo de balançar os braços e as mãos. Está em estado terminal, não tem mais jeito mesmo, eles sabem. E a mãe pediu, implorou, chorou para que ele o aceitasse de volta, pelo menos por esse período, que acabou sendo maior do que as condições médicas permitissem. O médico falou, pouco tempo, mas já se arrasta há seis meses e nada do motivo de seus aborrecimentos ir embora.
- Vai colocar a data, filho... e não conseguiu continuar, começando a soluçar e a gemer, tossir e perder um pouco da decência que o corpo tem quando a saúde ajuda. Ela se prontificou a amparar, somente. Não pode fazer mais nada, basta acompanhar. E o faz, com o máximo de amor que ainda carrega na vida, para a humanidade, porque para ele, que já foi o motivo de todos os seus sonhos e realizações na vida, perdeu esse elã. Totalmente.
- Vou... que merda, não sei como, mas vou. E levantou-se, bruto. E saiu pela cozinha sem ao menos olhar para a mãe. Na verdade, não aguenta mais essa é toda ela, a verdade. E bateu a porta, com força. Ouviu a mãe gemer e pedir clemência. E o gemido do pai. E foi, saiu à rua. Desconsolado, raivoso, talvez mais por não puder ajudar ao pai... afinal, essa é a verdade, quando vemos os que nos foram...
- E aí, tudo bem, escutou novamente do seu lado. Ele se virou. E pareceu ser uma das meninas, mas não, não é não. Se for sonho, como pode sair dele... foi sonho?
- O que quer, não conheço você.
- Não me conhece... caramba, acabamos de nos ver, querido.
- Sei, no meu sonho e você se materializou... rindo. Dá licença, preciso ir ver o meu emprego... dá licença, não tive tantas oportunidades na vida e namorar pessoas bonitas como você... até mais. E ficou no ônibus, a moça se afastou e ele esqueceu. Quem era, me lembro dos nomes? Sim, Samanta. É sim, era ela no meu sonho. Vai ver isso acontece mesmo, esse negócio de sonhar com a mulher amada. E riu novamente, o ônibus para o centro chegou e ele retornou à realidade, novamente, no empurra para conseguir lugar. Subiu, pagou e ficou de pé, segurando a vida que tem. E pensando na vida que se vai, todos os dias, para sempre. E do seu lado, sorrindo, quem mais? A Samanta.
- Oi, querido, tudo bem? Vai colocar a data...
- Caramba, a morte é mesmo insistente, brincou.
- Não, somos do serviço de acompanhantes, é bem diferente.
- Sei... sei sim, diferente. Ele pediu e vou colocar. Depois que ele me pedir perdão de tudo o que fez... senão vai ficar sofrendo... não era isso que queria ouvir?
- De jeito nenhum, querido... e alguém bateu nele, do lado.
- O que foi?
- Ficar falando sozinho, tudo bem, estamos acostumados, mas pode deixar de ser espaçoso, meu amigo... empurrou de volta.
- Falando sozinho? Por que, o seu nome é sozinho, empurrando de volta. E já ia começar uma confusão quando as mulheres começaram a reclamar, ele pensou melhor e se afastou, ou afastaram dele essa possibilidade de briga, porque a mulher... deveria ser, a esposa do homem já se pendurou nele fazendo careta para deixar para lá, para lá, longe deles todos. Ele ficou, o homem e a mulher pediram passagem e saíram de perto dele. E ele pensando onde está a Samanta?
- Aqui, querido. Então ele precisa pedir perdão para você? Você merece que ele faça isso?
- Sim. Depois olhou de lado e viu que realmente estava sozinho, mas o sim saiu mais alto do que deveria. E ao ver que o ponto estava... o ônibus estava se aproximando do ponto, firmou a atenção, desceu e se despediu da Samanta. Do ônibus. Porque depois de cinco passos, exatamente, ela pegou em seu braço esquerdo e o acompanhou.
- Vou providenciar. Quer a minha companhia. Afinal, sou acompanhante.
- Está brincando comigo, não é? Eu estou ficando maluco e agora tenho uma acompanhante. E estou... o que foi, o que está olhando, falou bravo para um à sua esquerda, já que olhava para ele ao seu lado, andando e falando.
- Nada, nada, cada um que me aparece, apressando o passo. Ele parou, simplesmente, com ela pendurada... ainda pendurada em seu braço. Ele fez a menção de tirar, mas nada que ela despregava de si.
- Está bem, já entendi. Então providencie.
- Certo. Ela desapareceu. Ele esqueceu. Entrou no prédio, identificou-se com a carteira de identidade e os seguranças lhe entregaram o crachá para a entrada na empresa. Ele seguiu até o quinto andar, departamento de pessoal. Esperou sentado, depois de passar pela recepcionista. E quando vieram lhe entregar a ficha para confirmar os dados e for encaminhado, definitivamente, para o novo emprego, ele ficou parado, com a ficha na mão esquerda, esperando para confirmar tudo o mais na sua vida. Primeiro, a menina Lourdes sorrindo e esperando a sua decisão. Segundo, em destaque de vermelho bem rubro, a data. Ele pensou bem, de lado direito e esquerdo e os outros na sala pareciam não lhe dar mais atenção do que o devido, lendo revista, jornal, esperando a vez. Ele segurou firme a ficha. Escreveu a data, olhando na folhinha. Hoje. E logo que o fez, surgiu o horário, a hora que isso deveria acontecer. Ele escreveu vinte e uma horas e continuou com os minutos, depois rabiscou, apagou e retornou com dez horas e trinta minutos. Exatamente o horário da volta, no horário de pico, no horário da sua redenção, e, quando não está trabalhando, o horário que costuma deitar, pensar na vida, se reconciliar com o seu amor próprio. Se ainda o têm. Ela pegou e as duas retornaram para algum lugar, saindo do ambiente.
- Juvenal dos Santos Lima, escutou. Ele se levantou. A menina lhe forneceu o crachá definitivo. Ele colocou no bolso esquerdo do paletó simples, porem limpo e bem passado. E se orgulhou. A menina o acompanhou. Ele sorriu, gentil.
- Doutor Émerson, o Juvenal, seu novo assistente. Ele se apresentou formal, o homem deu o pouco de atenção que deveria, apertando a mão e continuando. Ela o acompanhou até o cubículo. Simples, dois por dois, com entrada e saída do mesmo jeito, mais três, dividindo o espaço um pequeno biombo de um metro e meio de altura. E três novas colegas de trabalho. Um pequeno susto, porque as três se pareciam, corretamente com as que estavam em seu sonho.
- Brenda, Lúcia e Denise, apresentou.
- Estou em ótima companhia, tentou ser... tentou flertar, engasgando. Elas sorriram da gentileza dele. E voltaram ao trabalho, sorrindo entre si. Ele não entendeu, mas ficou por isso mesmo. E até o horário do almoço, elas fizeram o que deveriam fazer contra um novato. Serviço e mais serviço, com charme e simpatia foram empurrando os processos para ele ir aprendendo, foi o mote principal. Ele agradeceu. Bons perfumes, sorrisos cativantes e ao se levantar em duas outras ocasiões, viu que era um felizardo entre tantas mulheres. Ele e mais cinco, naquele enorme salão. O que importa isso, afinal, pensou no afinal que sempre pensa, se é para ter boa companhia e um serviço assim, ótimo, de auxiliar contábil, não vai refutar. O salário não é dos piores e a companhia vai fazer com que se agrade todos os dias. E no almoço, no salão da empresa, sozinho, pensou bem no que escreveu. E no horário. E foi nesse, depois de mais e mais processos para análise, agora passado por elas em menor quantidade, já ajustado, com direito a uma delas oferecer e ir buscar um cafezinho, fechou a gaveta, posicionando o paletó e saindo, incontinente, com o especial boa noite e obrigado pela gentileza na recepção. Elas retornaram com o boa sorte e seja bem-vindo. E chegou a casa, ao apartamento das suas aflições exatamente às dez horas da noite.
- Juvenal, o seu pai piorou, filho. Eu acho que não passa de hoje.
- Mais meia hora, mãe...
- Como? O que quer dizer?
- São dez horas... mais cinco minutos, tirando o paletó e colocando na cadeira da cozinha. Vamos acompanhar, juntos, a ida dele... ela fitou bem o filho e começou a chorar.
- Não chore. Ajude-me a pedir perdão a ele e conseguir, mãe. Ele vai embora, exatamente, às dez e meia... eu tenho certeza absoluta. Eu assinei o seu atestado de óbito.
- Que bobagem você está falando, filho, por favor.
- Venha, mãe, eu que peço. Vai avisar a Marta?
- Você tem mesmo certeza? Como pode saber?
- Eu sonhei com isso, mãe, e tive várias acompanhantes durante o dia. Somente mulher. Aí pensei que era o amor de mãe, o seu primeiro, para confortar a mim e a minha raiva dele. Só mulheres, mãe, eu conversei hoje. Está entendendo?
- Não, nada mesmo, continuando a chorar. Vou ligar para a Marta... acredito sim, ele piorou muito, chorou pedindo perdão... eu não sei como consegui... eu queria ligar... para você... mas ele disse que você viria... fazer o que está fazendo... ele disse que estava acompanhado com alguém, não sei dizer... eu acho que ele perdeu a razão de vez, filho.
- Não mãe, ele tem razão. Chame a Marta. Veja se ela pode vir antes dele ir embora, mãe. Faça isso, por favor. Ela aquiesceu, ligou e a filha já começou a chorar antes mesmo que desse boa noite. E se prontificou a correr até, para chegar, depois que soube dele e do horário.
- Você tem certeza, mãe, ela ouviu, estou saindo, sozinha... e desligou. E chegou a mais quinze minutos, esbaforida. E viram o pai chorar mais um pouco, quase perdendo o fôlego, ir-se, aos poucos, afinal é assim que se morre quando se perde e se consegue o perdão, a alma fica leve. E expirou, calmamente. A última palavra, perdão. Eles ficaram também, perdoados.
- Como vai, senhor... ele ouviu do outro lado a Lourdes.
- Tudo bem, olhando para baixo e vendo o filho, a filha e a esposa. Graças a vocês, eu fui perdoado.
- Muito bem... serviço de acompanhante para um. Entre, abrindo a porta. Meninas, ele chegou. Deu tudo certo. Ele sorriu. Uma delas o pegou pelo braço e depois a mão, abraçou firme e entraram pela porta de luz. Sumiram nela. E mais dois entraram pela porta. E bateram na campainha. Ele, o Juvenal, durante a noite, fez a visita. E completou os seus dados para bem adiante. Vai treinar ser acompanhante, correto, enquanto se acha vivo. Depois, ali, vai continuar. É um ótimo emprego, com certeza. As pessoas sorriem o tempo todo. Quer coisa melhor? Acompanhante.

Sobre a obra

Acompanhante, nem sempre, é o que se espera...

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Cilas Medi
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