Ano Novo Astrológico 2014-2015 - Percepções

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uaxacben · Niterói, RJ
20/3/2014 · 0 · 0
 

#Astrologia Percepções astrológicas para o Ano Novo Astrológico (2014-2015)

Hoje, às 13:57min, temos o Sol retornando à Áries, marcando mais um reinício do ciclo solar anual, que costuma ser chamado de “Ano Novo Astrológico”. O que é perfeitamente inteligível, dentro do ponto de vista astrológico, já que um ingresso solar em Áries marca uma chance que temos para reenergizar nossas metas mas, principalmente, para mudar nossa postura diante de nós mesmos e, depois, naturalmente, mudar as reverberações que temos recebido como resposta a estas atitudes.

Temos, neste mapa de ingresso, um “furor” (este seria o termo mais exato) de libertação, de superação dos padrões que nos limitam, de resolução do que poderíamos chamar de “antigas maldições” ou “maldições ancestrais”. Em outras palavras: sofrimentos de família, que já vêm de gerações, conflitos coletivos de ordem sócio-cultural – todos os antigos conflitos étnicos sobem à tona para serem resolvidos ou pelo menos confrontados: judeus versus árabes, russos versus americanos, preconceitos e violências contra grupos discriminados: negros, mulheres, homossexuais, pobres, índios, enfim, encararemos e tentaremos resolver – interna e externamente – estas questões.

Mas, só podemos resolver isto no momento em que identificarmos, dentro de nós mesmos, aonde nascem estas “raízes de desamor” por si mesmo. Será um momento em que chegaremos ao limite de muitas coisas que precisam ser resolvidas: questões familiares de onde nascem nossos condicionamentos e complexos, histórias que já se repetem há tempos, em que temos a chance de “quebrar esta corrente”. Em outras palavras: as pessoas terão uma grande vontade de jogar os excessos fora, o que lhe causa sofrimento, mas, antes de mais nada, precisarão mergulhar e encarar seus maiores pesadelos. O único tênue aspecto que o Sol faz é um trígono com Saturno retrógrado, sendo que este último faz conjunção com a Lua na hora do ingresso – tudo isto indicando que teremos que entender, de uma vez por todas, nossa responsabilidade, mas muitas vezes são coisas tão arraigadas, tão naturalizadas dentro de nós, que só uma intervenção mais profunda e dolorosa é capaz de extirpar estas amarras de sofrimento em que nos colocamos.

Antes de pensar nas desigualdades, nas injustiças, temos que investigar onde elas se escondem dentro de nós: tanto o desejo de se violentar para sermos “aceitos” nas regras socialmente impostas pelas elites, quanto o desejo de nos tornarmos legisladores, julgadores e executores, tentando “virar o jogo da opressão”, mas apenas reproduzindo seu destrutivo círculo vicioso. Mudar as regras do jogo da opressão não é sair do lugar de oprimido para opressor; ao contrário, é um jogo de agressão, de individualismo, de insensibilidade ao outro, onde todos saem perdendo, até mesmo os que acham que estão ganhando algo com isso.

Muitos castelos poderosos do passado começam a mostrar sinais de desgaste, há um despencar de antigos líderes, antigas potências, e há uma tentativa de redefinição quanto a quem deveria puxar a “locomotiva do mundo”. Mas com Urano em Áries, fazendo quadratura com Júpiter e Plutão (as estruturas arcaicas), o movimento que começa a surgir, em termos individuais e coletivos é: temos a chance de mudar este paradigma, de começar a nos incluir nesta transformação. Mas claro, a opressão crescerá por parte dos grupos que quererão permanecer nos seus lugares de poder e, mais do que nunca, precisaremos estar mais atentos do que nunca às versões midiáticas dos fatos coletivos. As manipulações de notícias, a inserção e incentivo aos medos, os discursos moralistas, as manipulações preconceituosas, os jogos de poder ocultos, a tentativa de criação de “heróis instantâneos”, de “salvadores”, acontecerá de forma intensa.

Isto porque, na verdade, um dos grandes medos que a humanidade precisará enfrentar é que esta sociedade, por si só, matou a possibilidade do nascimento de líderes carismáticos, revolucionários, libertadores. Nietzsche uma vez afirmou disse que Deus está morto, e foi morto por nossa sociedade capitalista e, com isso, correríamos o risco de ingressar num caos coletivo, num universo de individualismo e desinteresse pelo outro, mergulhando nosso mundo em uma autodestruição sem precedentes. Eu iria mais além: estamos matando qualquer coisa que se assemelhe a “Deus” pois algo dentro de nós está percebendo, em níveis mais conscientes ou mais sutis, está percebendo que nada externo irá nos salvar: nem deus, nem extraterrestres, nem os duendes. Isso por um motivo bem simples: a cobrança em resgatar nossa autodeterminação, nossa capacidade de fazer escolhas mais baseadas em ouvir o próprio coração e em perceber que nossas escolhas feitas de forma indolente e impensada afetam o todo, e retornam a nós mesmos, em formas de sofrimento muito mais ampliadas, poderosas, destrutivas.

E é um momento de rever o que nos acompanha há tempos e que vêm nos incomodando – o que lhe faz sofrer e porque você não se liberta? O que te imobiliza? O que cria esta autoimagem estagnada? Isto é o que pode nos dar a imagem clara de como, também, colocamos as pessoas nestes lugares estagnados, através das críticas que fazemos, das condenações sumárias, de entrar novamente no jogo de vilões e vítimas, de injustiça e justiça, o velho jogo dos contrastes, dos “opostos”. Quando você trancafia uma pessoa na prisão de seus vícios, você se tranca junto com ele e joga a chave fora. E, com isso, sementes maléficas germinam dentro de nós, ganham força, se alastram, e abalam áreas de nossa vida que são interligadas. Tudo é interdependente, tudo é ecológico, tudo funciona por redes, nenhuma atitude, pensamento ou palavra reverbera apenas em nós.

E dois temas serão também muito pesados: meio ambiente e finanças. No mapa astrológico do Brasil República (15/11/1889, Rio de Janeiro, 12h00min), Saturno está no exato grau da posição solar (23º de Escorpião). E teremos, com isso, muitas consequências fortes, intensas, tanto no âmbito dos poderes (ainda teremos brigas, chantagens, escândalos, conflitos entre poderes, etc) quanto no âmbito moral e religioso, em que há a possibilidade de tentar se construir ídolos de cunho religioso, moralista, conservador, tentando se aproveitar do clima de medo, de incerteza quanto às mudanças sociais, tentando fazer as pessoas voltarem aos “valores abandonados” e justificando neste abandono, nossa decadência. Neste ínterim, podemos ver algumas coisas acontecendo em termos de Brasil: 1) reação conservadora poderosa - ameaça da construção de uma alternativa de um “ídolo moralizador”, o “salvador”, que pode esconder dezenas de interesses ocultos por trás dele, manipulando o medo de mudanças em que as pessoas se colocam; 2) Marte na cúspide da casa 9 – exposição das consequências de nossas políticas, a sensação de que a base de toda a desigualdade permanece a mesma, as estruturas dos grupos de poder continuam inalteradas, apenas estamos nos endividando apenas para bancar a permanência dos grupos de poder em seus lugares – o Brasil pagará muito caro por financiar a desigualdade, em vez de resolver suas raízes, enfrentar os grupos que se beneficiam disso há séculos neste país; 3) vícios culturais sendo desafiados – machismo, gosto pelo futebol, preconceitos velados que se tornam explícitos, enfim, muitos de nossos escapes, de nossas “drogas”, do que evitamos discutir, agora se tornam temas praticamente inevitáveis; 4) sistema financeiro: começaremos a descobrir os equívocos de nossos “sonhos de grandeza”, uma máquina inchada e com índices manipulados, planos que atendem em primeiro lugar, não a interesses do povo, do bem-estar coletivo e, sim, de grupos financeiros, de empreiteiras, de latifundiários, grandes empresários, uma bolha que não terá sustentabilidade por muito tempo; 5) risco de não-reeleição – o descontentamento popular, a guerra entre os poderes, os escândalos, enfim, colocam em risco o plano de permanência no poder de Dilma Roussef e seu grupo; ou de forma diametralmente oposta, corre-se o risco de tentar perpetuar-se no poder usando de táticas esclusas, de “viradas de mesa”, de manipulação e mudanças convenientes das regras vigentes; 6) organização social – necessidade urgente de amadurecimento político e organização coletiva por parte dos movimentos: agindo como adolescentes cheios de hormônios, de fúria, não chegaremos a parte alguma; sempre que tentamos sentar para conversar e superar nossas diferenças, alguém “chamou o xerife” e acabou com tudo, ou então quebramos tudo e depois fomos repreendidos, como “crianças levadas”. Ou agimos com maturidade e inteligência, ou veremos algumas refilmagens do mesmo roteiro.

Marte retrógrado em Libra na casa 9 do Brasil República, nos coloca “entre a cruz e a espada” - ou temos o grupo estabelecido no poder usando de todos os recursos e armadilhas para se perpetuar, explorando o lado assistencialista, demagógico e as armas de poder disponíveis; ou, por outro lado, temos todas as condições para uma virada nada democrática, e o pior, muitas pessoas pedem por isso.

A violência, a intolerância, a indiferença, o individualismo, nascem dentro das quatro paredes de nossa família, de nossa casa, de nossa escola, de nossa vizinhança; assim como a corrupção, o preconceito, etc. Não dá pra exigir mudanças externas, se cultuamos as mesmas doenças dentro de nós e no âmbito íntimo de nossas vidas. Cortes na carne, extirpações, expurgos. É hora de dizer para o que viemos, de verdade, sem disfarces. A hora da verdade, um dia chega. Estamos à entrada do portal, a Esfinge nos encara. O que temos a dizer? Tentar voltar? Olhe bem: a ponte foi destruída.

Sobre a obra

Percepções astrológicas para o Ano Novo Astrológico (2014-2015), por João Marcos Cividanes - Astrólogo.

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informações

Autoria
João Marcos Cividanes.
Ficha técnica
Astrólogo, Tarólogo, Terapeuta Floral, Assistente Social formado pela PUC-Rio.
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