chove. o rio não quebrou. vermelhos os céus, vermelhos olhos teus. os meus, negros. noite que cala todo o barulho. nos sonhos prováveis ainda o medo, o ranger das vozes alteradas. sono profundo. um ronco que não é de motor. piada estranha. a voz alheia, a voz alheia. quem rouba teu sono, criança? quem? escola fechada pela manhã. ter a manhã para dormir mais, dormir mais para quê?
pouco a pouco levantam. esticam, encolhem, lavam, passam, comem, movimentam, escovam, partem, beijam, dizem adeus.
não chove. o homem avisa que o rio não quebrará. o céu amanhece azul. os meus olhos ainda negros, os teus olhos inda vermelhos. sem silêncio, sem sonhos, rememorações dos sonhos, imprecisão. a porta que bate, a criança que fica, o medo que sai, o medo que volta. “volta cedo, painhoâ€.
(CONTINUA...)
do livro "corto por um atalho em terras estrangeiras". DisponÃvel para compra no formato digital em: http://gomesemaia.blogspot.com/
Que belo texto poetico!!! adorei.
bjssssssss meus.
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