Cinderela Urbana: Bairro da Liberdade

Jornal A Tarde
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Wanessa B Santos · Salvador, BA
7/9/2017 · 0 · 0
 

Nos últimos tempos não penso noutra coisa a não ser: A Liberdade. O colorido sobre o cinza das escadarias. O cheiro de acarajé que envolve da Meireles à Estrada da Liberdade. Eu posso afirmar que gosto de saborear o quitute da Lapinha.
Se sou favor ou contra ao mercado informal? Não sei ao certo se é certo desfazer do trabalho digno do povo alegre e gentil do Bairro mais acolhedor da Cidade da Bahia, “sem ou quase nenhum eufemismo”.
A gente acaba se acostumando com o transito que faz caracol, irrita, contudo descobre mais humanidades na humanidade no coração da Liberdade que em qualquer outro lugar de Salvador.
Minha cidade é linda demais... O ritmo frenético da Liberdade é um palco para ilusões e desilusões de pessoas que gostam de trabalhar. Experimente andar nas ruas deste alvedrio sem compromisso e entrarás em lojas que escondem celeiros de variedades.
Tem um lado obscuro. Porém as maravilhas culturais desse percurso narrativo compensam a marginalidade imperativa que a gente acaba de acostumando em conviver. Há quem pergunte: Fuga da realidade?
Não. A realidade livre me ensinou que a localidade soteropolitana, em apreciação, é um constante paraíso de descobrimentos. Cada metro de asfalto tem uma história para contar, ao passo em que existem mil e uma histórias que insistem em me intrigar e inquietar...
A Liberdade me deu verdadeiros presentes humanos, também, alguns descontentamentos que respiram. Porém, admito, ainda que não me divorcie do meu Rio Vermelho tenho inveja branca daquele que mora na Liberdade e de lá bebe litros daquele caldeirão multicultural.
A cinderela Urbana, filha da capital da Bahia é mãe de vários filhos que são explorados, mas que aprendem desde cedo como ama-la. Da Liberdade todo mundo se sente um pouco dono, porém, é precisar saber amar e cuidar mais e mais.

Sobre a obra

Nos últimos tempos não penso noutra coisa a não ser: A Liberdade. O colorido sobre o cinza das escadarias. O cheiro de acarajé que envolve da Meireles à Estrada da Liberdade.

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informações

Autoria
Wanessa Barroso Santos
Ficha técnica
Livro: A JORNALISTA QUE SE PERDEU NA LIBERDADE
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