Como é difícil ser mãe hoje em dia...

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Tatyana Medeiros · João Pessoa, PB
6/6/2009 · 3 · 1
 

Os mais velhos contam, que no tempo deles, ter filho era a coisa mais natural do mundo. Já estava dentro do cronograma do casamento: casou, engravidou.

Também não tinha essa coisa de “casal grávido”. Grávida, só a mulher, e era só dela o ônus e o bônus de ter filho.

As mães pediam conselhos a quem estava perto: avó, sogra, irmã mais velha, tia e vizinha. Os trinta ou quarenta dias de resguardo eram cumpridos com rigor militar. Cheguei a ouvir histórias de mulheres que passavam esse período sem sequer poder sair do quarto.

O parto era natural, o bebê mamava no peito e as doenças se curavam com chás.

Criança não respondia os mais velhos, não batia no rosto dos pais e se comportavam na frente das visitas. Refrigerante? Só no fim de semana, a comida do dia-a-dia era feijão com arroz, e ai de quem deixasse alguma coisa no prato.

Psicologia Infantil era o nome que dava à chibata que ficava pendurada no torno da rede, e me parece que foram poucos os que se tornaram “adultos depressivos, ausentes e infelizes”.

Mas aí o mundo mudou.

As mulheres não quiseram mais que a maternidade fosse algo imposto. Gravidez era quando a faculdade terminasse, o mestrado se concluísse a promoção chegasse. E olhe lá! A outra metade do embrião era o mais difícil de se conseguir, a não ser que o pai fosse mera formalidade.

As crianças começaram a nascer por cesariana, porque é mais rápido, porque não dói, porque se pode programar e porque essa história de sentir dor pra parir é coisa da Idade Média. Amamentar ficou cansativo, inconveniente e desnecessário. E como amamentar trabalhando fora?

A TV virou a babá. Educação doméstica virou assunto pra escola resolver.

Respeito, rotina e diálogo viraram coisas obsoletas, porque ninguém tinha tempo de se sentar à mesa pra conversar e perguntar: Como foi seu dia?

Depois disso, mudaram as famílias.

Hoje, os casais ficam grávidos. As mulheres precisam escolher se têm filhos ou empregos. Amamentar voltou a moda, e agora é regra e lei que as crianças amamentem até quando bem entenderem. É moda também todo mundo dormir junto na mesma cama, mandando a intimidade e a sexualidade de mamãe e papai pra o espaço.

Bater, cuspir, puxar o cabelo e chutar pais e avós ficou tão comum que muitos acham até “bonitinho”, e dizem os psicólogos que não se deve castigar as crianças, pois elas podem virar adultos depressivos.


Onde está o bom senso? Será que ele simplesmente não existe mais?

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Tatyana Medeiros
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Cláudia Campello
 

Prefiro pensar que tudo concorre prum bem maior.
mais liberdade de expressao...
mas que uns tapinhas no bumbum ajuda...ahhh ajuda sim! rsrs

bjssssssss;)

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 7/6/2009 14:34
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