Os mais velhos contam, que no tempo deles, ter filho era a coisa mais natural do mundo. Já estava dentro do cronograma do casamento: casou, engravidou.
Também não tinha essa coisa de “casal grávido”. Grávida, só a mulher, e era só dela o ônus e o bônus de ter filho.
As mães pediam conselhos a quem estava perto: avó, sogra, irmã mais velha, tia e vizinha. Os trinta ou quarenta dias de resguardo eram cumpridos com rigor militar. Cheguei a ouvir histórias de mulheres que passavam esse período sem sequer poder sair do quarto.
O parto era natural, o bebê mamava no peito e as doenças se curavam com chás.
Criança não respondia os mais velhos, não batia no rosto dos pais e se comportavam na frente das visitas. Refrigerante? Só no fim de semana, a comida do dia-a-dia era feijão com arroz, e ai de quem deixasse alguma coisa no prato.
Psicologia Infantil era o nome que dava à chibata que ficava pendurada no torno da rede, e me parece que foram poucos os que se tornaram “adultos depressivos, ausentes e infelizes”.
Mas aí o mundo mudou.
As mulheres não quiseram mais que a maternidade fosse algo imposto. Gravidez era quando a faculdade terminasse, o mestrado se concluísse a promoção chegasse. E olhe lá! A outra metade do embrião era o mais difícil de se conseguir, a não ser que o pai fosse mera formalidade.
As crianças começaram a nascer por cesariana, porque é mais rápido, porque não dói, porque se pode programar e porque essa história de sentir dor pra parir é coisa da Idade Média. Amamentar ficou cansativo, inconveniente e desnecessário. E como amamentar trabalhando fora?
A TV virou a babá. Educação doméstica virou assunto pra escola resolver.
Respeito, rotina e diálogo viraram coisas obsoletas, porque ninguém tinha tempo de se sentar à mesa pra conversar e perguntar: Como foi seu dia?
Depois disso, mudaram as famílias.
Hoje, os casais ficam grávidos. As mulheres precisam escolher se têm filhos ou empregos. Amamentar voltou a moda, e agora é regra e lei que as crianças amamentem até quando bem entenderem. É moda também todo mundo dormir junto na mesma cama, mandando a intimidade e a sexualidade de mamãe e papai pra o espaço.
Bater, cuspir, puxar o cabelo e chutar pais e avós ficou tão comum que muitos acham até “bonitinho”, e dizem os psicólogos que não se deve castigar as crianças, pois elas podem virar adultos depressivos.
Onde está o bom senso? Será que ele simplesmente não existe mais?
Prefiro pensar que tudo concorre prum bem maior.
mais liberdade de expressao...
mas que uns tapinhas no bumbum ajuda...ahhh ajuda sim! rsrs
bjssssssss;)
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