Me sento, me acomodo. Penso num tema e talvez me proponha a escrever alguma coisa. Talvez uma crônica. Se for esse o caso, preciso falar acerca de algum fato cotidiano usando de uma linguagem nem muito simples e, nem muito arrojada, e ainda mostrar um pouco de erudição e senso-comum.
Pois bem. Olhando aqui no manual, vejo que preciso de boas palavras, bons chavões e até essas expressões “lugar-comum” que caem como uma luva e servem para ludibriar a quem interessar possa...
Agora já estou quase definindo minha meta, bem como a linguagem que empregarei para tanto. Continuo sentado, escrevendo e pensando. Pensando em frases como “Quero ver labutares o verbo aqui entre a tarde natimorta que rasteja sua baba e o âmago do muco da matina”. Seja lá o que isso significa, talvez uma doença crônica.
Penso agora só na poesia do momento de escrever. Me vêm à mente centenas de efeitos sonoros, casamentos de palavras que nunca se conheceram, talvez qualquer verborragia barata, mas que venda bem...
Que bom que é uma crônica. Não preciso de enredo definido, não preciso levantar uma tese, nem tecer argumentos e nem tomar partido de alguma coisa. Só preciso discorrer sobre um fato, ou não. Pois agora bem me lembro que estou sentado, acomodado e pensando num potencial tema para uma eventual crônica, e se esse for o caso.
Felipe, gostei.
O ato de escrever é um desafio diante das múltiplas possibilidades de expressão. Se puder, dê uma olhinha em "Travessia", onde procuro demonstrar parte deste labor.
Parabéns!
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