Estou editando de novo algumas de minhas composições já apresentadas e outras inéditas.
Boi Espácio. Vaca do Burel. Onças, bodes, touros e Calundus. Dizia Vadico antes de morrer de guampada (Guimarães Rosa in Sagarana – O Burrinho Pedrês) “Não mata o Calundu, pai, pelo amor de Deus! Não quero que ninguém judie com o Calundu!...â€. Bois que matavam e não morriam, deixavam rastros... Os vaqueiros à procura, à porfia, no encontro com seu destino, sua noite incendiada de estrelas. A saudade se indo com o vapor da fogueira da madrugada, os fantasmas de bois arranchados e invisÃveis... Ou quase.
BOI MARAVILHOSO
(Fabio Campos)
Deu um salto na porteira,
Deu perna de avoar,
Deu de lombo roçabeira,
Deu de casco o marruá,
Deu a vida nessa lida,
Hoje não quer mais parar...
Deu-se aos berros dos vaqueiros,
Que hoje não sabem lhe achar...
Eh! Boi Maravilhoso!
Eh! Boi! Eh! Aboiar...
Eh! Boi! Meu boi Barroso!
Eh! Boi! De Axixá ...
Eh! Boi alumioso !
Eh! Boi! Eh! Aboiar...
Noite de estrela,
Que incendeia,
O céu...
Noite campeira,
Leva a saudade,
Daqui...
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