Sexo Anal – Alternativa sem preconceito

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Guy Ferraz · Rio de Janeiro, RJ
14/7/2015 · 0 · 1
 

Este é um dos assuntos mais polêmicos. Tem quem não pretenda jamais experimentar e se limite a acariciar e beijar os bumbuns femininos (ou neles tirar apenas um sarro), mas do outro lado estão aficionados que tem na penetração anal o prazer máximo. Tiramos exemplos de ambos os lados, de meninas virgens que tem nesta forma de sexo uma alternativa de orgasmo sem a perda do hímen a homens que encaram o coito anal como o reconhecimento de uma mulher por seu desempenho sexual, algo como um troféu por sua virilidade e capacidade de dar prazer dado a parceira.

As mulheres bem preparadas pelo parceiro sentem tanto prazer quanto ele no sexo.

Apreciá-los não é o suficiente. Tem de experimentar. Com este pensamento, o sexo anal venceu todas as resistências e transformou o maravilhoso traseiro das garotas num dos mais cobiçados objetos de prazer. Apesar de um certo receio por parte delas e de um persistente moralismo, na cama esta prática é uma obsessão (e quase um fetichismo) de muitos homens. Trata-se de um autêntico apelo erótico, principalmente se a seu lado estiver uma gata daquelas empinadinhas, bronzeada pelo sol e realçada por uma minúscula e tentadora marquinha de biquíni.

Condenado na Antiguidade, o ato já chegou a ser rotulado de "profanação sexual". Na Inglaterra, entre o reinado de Henrique VIII e 1650, era considerado crime contra a natureza, com penas de morte ou de prisão perpetua. Pior do que isto: há quem não consiga distinguir esta deliciosa prática do sexo com dor. Uma comparação grotesca ao sadomasoquismo. A verdade é que a erotização da região posterior do corpo feminino é uma pratica comum entre casais que desejam explorar ao máximo o prazer a dois, pois as mulheres, quando bem preparadas pelo parceiro, podem se deliciar tanto quanto ele numa aventura anal.

Tudo depende de um ritual para estimular a mulher a se entregar por inteira.

Segundo Carla Silva (pseudônimo – trabalha em classificados de acompanhantes), depois de trabalhar bem o corpo dela, o homem precisa ser suave na penetração e especialmente quando estiver lá dentro, para não machucar as paredes internas do ânus. Isto a faz relaxar, não contrair a musculatura e, assim, sentir menos dor. "Para mim, após uma vibrante sessão de sexo oral, gozo enlouquecidamente com uma penetração anal logo em seguida", garante Carla, ensinando ainda ser indispensável a estimulação do clitóris durante a penetração anal.

Se o coito anal é uma atividade de que nem todas as mulheres gostam, na dupla penetração o tabu é ainda maior. A falta de coragem delas faz com que as simulações tenham efeito (e prazer) semelhante. Uma ex-namorada do universitário carioca Pedro Paulo (pseudônimo) tinha verdadeira fixação em ser penetrada pela região glútea e especialmente, para surpresa do rapaz, por ser duplamente penetrada. Com um detalhe: nada de outro amante. "Ela me pedia para colocar o dedo em seu anus, enquanto penetrava sua vagina. Mais tarde, substituiu minha mão por um vibrador, que parecia ser bastante eficiente,
porque ela tinha devaneios durante nossas relações. O mais impressionante aconteceu, no dia em que minha namorada apareceu com um salame do tipo alemão.

No auge de nossas carícias, ela tomou o salame e enterrou inteiro no bumbum. “Fiquei sem ação e ela pediu-me que penetrasse sua vagina.†O namoro acabou, mas como registro desta transa que desafia a geometria, Pedro guarda uma fotografia que mostra o inusitado triângulo: ele, a garota e o salame...

Com certeza o mesmo não faria a universitária Beth (pseudônimo), ela reconhece que seu bumbum é uma adorável tentação "principalmente pela marquinha de meu biquíni " — e admite que os ex-namorados insistiam em praticar sexo anal. Porem, sua primeira experiência neste sentido foi também a única: "O rapaz tinha tara por meu bumbum. Aconteceu meio contra minha vontade e a dor foi horrível. Alias, os homens hoje olham mais para a bundinha da menina do que para seu rosto", reclama. Os números comprovam que Beth esta incluída no enorme rol de mulheres avessas ao sexo anal. Pesquisas na área de sexologia indicam que 18 por cento das mulheres desfrutam de um prazer muito intenso no sexo anal, enquanto que 20 por cento apenas se excitam. No entanto, somente seis por cento atingem o orgasmo. Nada menos do que 50 por cento delas chegam a recusar o coito anal, queixando-se das dores que a penetração provoca em troca de nenhum prazer. A mesma pesquisa apontou que, entre os homens, 86 por cento confessaram praticar ou já ter praticado esta modalidade. Mais: 28 por cento afirmaram que se estimulam mais com penetrações anais do que vaginais.

Os resultados da pesquisa foram semelhantes ao do trabalho desenvolvido em 20 cidades brasileiras pelo Instituto Paulista de Pesquisa de Mercado, em 2000, com 3.356 pessoas de ambos os sexos e com idade acima de 18 anos. A maior parte das mulheres mostrou-se arredia ao sexo anal, devido, segundo elas, ao desconforto físico. Apesar de tudo, a prática é considerada normal, especialmente pelos cariocas (52 por cento). Os mais altos índices de aprovação estão com os homens, grupos mais jovens e nas classes mais altas.

Segundo o estudante de artes cênicas Carlos Soares (pseudônimo), as raras discussões sobre sexo anal fazem parte de um processo natural da sociedade em abafar assuntos considerados delicados. "As pessoas repudiam esta forma de sexo, mas não consideram falta de moral dar propina para o guarda quando avançam o sinal", compara o pesquisador, curiosamente dentro do perfil do Instituto Paulista dos que mais aprovam o sexo anal.

Carlos acrescenta: "A preferencia pelo bumbum das garotas é uma tradição no mundo todo e não só no Brasil."

A maior prova disso está nas prateleiras das locadoras de DVD e na internet: os rótulos de sexo anal são a grande vedete da indústria norte-americana de filmes pornôs. No Brasil, o sucesso vem a reboque. Selmo Leisgold, diretor de marketing da Lunil, a principal distribuidora nacional de DVDs eróticos, revela que cerca de 30 por cento dos filmes lançados por aqui trazem cenas explicitas de sexo anal. Isto corresponde a 35 mil cópias por mês, com extasiantes entradas pelos fundos. "Nossas pesquisas indicam que o sexo anal é preferido por executivos e adolescentes", afirma.

Longe das enxeridas câmeras, a manipulação simultânea do clitóris é o recurso mais usado para envolver as garotas numa penetração anal. A professora de bale Adriana Couto (pseudônimo) conta que só cedeu aos apelos do noivo após um ano e meio de insistência do rapaz. " Aconteceu ao ar livre, no carro dele. Eu tinha receio, mas ele começou a me masturbar e a sussurrar em meu ouvido que depois que a glande passasse eu esqueceria a dor e curtiria apenas o prazer. Senti-me sendo dilacerada, mas aguentei firme."

Para a sexóloga e escritora Carla Diniz, o sexo anal é para a mulher um prazer sádico-psicológico, onde o primeiro ímpeto dela é de curiosidade. "Não é somente uma relação de dor, porque o prazer esta vinculado a cabeça. Embora não seja exatamente a prática que mais agrade as garotas, um dos motivos que nos leva a aceitar o sexo anal é a performance do parceiro na cama

Se ele merecer, o bumbum será o seu troféu." Boa maneira de se avaliar como anda a competência de cada um de nós entre quatro paredes (ou fora delas, como queiram). Porem, ha outras explicações que as fazem cair de quatro e oferecer suas apetitosas regiões posteriores. O sexo anal é utilizado por casais como alternativa para os dias de menstruação, como método contraceptivo ou para preservar a virgindade das moças, principalmente nas cidades do interior "Passei minha adolescência no interior do Rio de Janeiro transando com meninas de 16 a 17 anos no sítio de minha família, mas só colocando por trás. A sacanagem rolava no celeiro. Elas ficavam saciadas e depois podiam provar as mães que ainda eram virgens. A educação nas cidades pequenas continua muito rigorosa e repressora" , conta o advogado Marcelo Lima.

Como o ânus não a uma região com lubrificação própria, o uso de cremes é amplamente recomendável para quem deseja invadir bumbuns femininos. Os considerados ideais são os hidrossolúveis, com destaque para o K-Y gel lubrificante. Muita gente usa também a tão famosa xilocaína, mas como é um produto anestesiante, acaba tirando a sensibilidade, inclusive, do pênis. Ou seja, corta qualquer dor, porém, prazer que é bom, nada.
Por falar em sensibilidade, o psicólogo do Instituto H. Ellis faz uma revelação capaz de transformar garotas de bundinhas invioláveis em entusiastas do coito anal: "O interior do ânus é uma área extremamente irrigada com terminações nervosas. A sensibilidade é quase igual a do clitóris e da glande."

Paloma desconhece a teoria, mas sabe bem a prática. Uma estonteante morena, dona de um bumbum generoso, lisinho e tentador, ela é especialista em sexo anal numa requintada termas de Acompanhantes carioca. "Sinto muito mais prazer penetrada por trás. Os homens sempre pedem isso e, no bumbum, acabam gozando mais rápido."

Segundo o psicólogo Angelo, do Instituto H. Ellis, especializado em sexualidade, "muitas mulheres aceitam o sexo anal para evitar que seus maridos busquem este tipo de satisfação com outras." Monesi destaca que os mitos acerca da penetração anal também contribuem para que certos casais deixem esta modalidade de fora de suas relações. Aquela historia de afrouxamento do músculo do ânus (a famosa perda de pregas) é tão verdadeira quanto Papai Noel e coelhinho da Páscoa. Não existe sequer registro de mulheres com esta queixa. "Vale citar, porem, que para esta prática a higiene é fundamental. E uma vez que há penetração anal, não deve haver a vaginal logo em seguida, pois os resíduos e bactérias transportados pelo pênis do reto para a vagina podem causar doenças", explica o psicólogo.


A primeira experiência anal de Paloma foi aos 13 anos, num terraço, com seu ex-namorado. "Transamos debaixo de uma mesa, para não sermos vistos pelos caras dos prédios vizinhos, que ficavam sempre me olhando."

Enquanto a deliciosa Paloma adora a posição de quatro, sua amiga Clara, uma mulata que também permite o sexo anal — das 37

Sobre a obra

Este é um dos assuntos mais polêmicos. Tem quem não pretenda jamais experimentar e se limite a acariciar e beijar os bumbuns femininos (ou neles tirar apenas um sarro), mas do outro lado estão aficionados que tem na penetração anal o prazer máximo. Tiramos exemplos de ambos os lados, de meninas virgens que tem nesta forma de sexo uma alternativa de orgasmo sem a perda do hímen a homens que encaram o coito anal como o reconhecimento de uma mulher por seu desempenho sexual, algo como um troféu por sua virilidade e capacidade de dar prazer dado a parceira.

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informações

Autoria
Guy Ferraz
Ficha técnica
Texto-reportagem sobre o Sexo Anal sem preconceitos
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Martinha Rodrigues
 

O sexo anal sempre foi um tabu imenso. Sempre foi difícil para o sociedade preconceituosa e machista aceitar que mulheres façam sexo por vias não tradicionais. Que bom temos hoje ideias mais maduras. Bom texto!

Martinha Rodrigues · São Paulo, SP 10/10/2015 21:09
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