Solto entrevista Massimo Mazzucco sobre o 11/9

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Solto · Natal, RN
25/9/2010 · 1 · 0
 

O cineasta italiano Massimo Mazzucco é um dos que duvidam da versão oficial do “11 de setembro”. Para ele, o ataque terrorista aos Estados Unidos em 2001 não passa de uma grande farsa. Sobre esse tema, Mazzucco realizou dois filmes em formato digital, “Inganno Globale” (Global Deceit, 2005) e “The New American Century” (2009), que receberam apoio dos diretores Costa-Gavras, Wim Wenders, Ken Loach e do brasileiro Fernando Meirelles. Fotógrafo de moda de sucesso e diretor dos filmes “Summertime” (premiado nos festivais de Veneza e Sydney em 1982) e “Romance” (premiado nos festivais de Veneza, Londres e Melbourne em 1986), o diretor fala, nesta entrevista exclusiva ao Solto na Cidade, que existem hoje vários argumentos para demonstrar a mentira do “11 de setembro”. Veja o que ele diz:

SOLTO NA CIDADE: Dois dos seus filmes, “Inganno Globale” e “Il Nuovo Secolo Americano”, foram exibidos em 2008 e 2009 pelo Moviecom em Natal e pela Rain em cerca de 200 salas brasileiras. Porém, a maioria das pessoas no Brasil só conhece a versão oficial do11 de setembro. Por quê?

MASSIMO MAZZUCCO: Infelizmente, não é apenas no Brasil que isso acontece, mas no mundo inteiro. O problema nasceu mesmo com a cumplicidade, voluntária e involuntária, da mídia mundial, que permitiu que a versão oficial se tornasse a “verdade histórica” na qual acredita a maioria das pessoas no mundo.

SOLTO: Como podemos resumir a sua versão dos acontecimentos?

MAZZUCCO: Não estou em condições de oferecer uma versão pessoal dos acontecimentos daquele dia. Sou um simples cidadão e não disponho dos meios para desenvolver indagações internacionais de altíssimo nível que seriam necessárias para responder a esta pergunta. E também não é dever do cidadão oferecer estas respostas. Tal responsabilidade é de competência das mesmas autoridades que nos forneceram a versão oficial, e é por isso que o movimento internacional se bate pela verdade sobre o 11/9.

SOLTO: Recentemente você produziu um vídeo encomendado pelas associações que não acreditam na versão oficial do 11 de setembro e que pedem a abertura de um inquérito independente. Pode nos dizer quem faz parte dessas associações hoje? Em particular, no mundo da cultura e do entretenimento existe hoje a “Actors & Artists for 9/11 Truth”. Quais os nomes mais famosos que estão envolvidos?

MAZZUCCO: As associações são aquelas elencadas no vídeo que você citou (pilotos, cientistas, engenheiros e arquitetos, militares, políticos, jornalistas, etc.), e no mesmo vídeo são indicadas algumas personalidades. A respeito dos atores e artistas, pode-se encontrar uma lista completa nos sites http://www.honestdissent.com/A-F2.htm e http://patriotsquestion911.com/media.html. Porém, não estão lá os grandes nomes de Hollywood que talvez se espera encontrar, mas é preciso entender as dúvidas e hesitações que certas stars podem ter, pelo medo de que a própria imagem possa ser logo atacada pelos mesmos media que primeiro contribuíram para cobrir a verdade sobre os fatos do 11 de setembro.

SOLTO: Desde “Inganno Globale” se passaram cinco anos. Nesse período houve progressos concretos na direção da verdade?

MAZZUCCO: Infelizmente, ninguém pode afirmar ter a verdade na mão. Mas pode-se dizer que houve avanços na tentativa de desvendar a grande mentira do 11 de setembro. Existem hoje vários argumentos para demonstrar, a meu parecer, a realidade desta mentira. Tentei resumir estas argumentações no vídeo “12 perguntas para quem sustenta a versão oficial” (http://www.youtube.com/watch?v=4HUCxlqi6Y8). É notável como até hoje não foram dadas respostas satisfatórias para nenhuma destas 12 perguntas.

SOLTO: Nos seus filmes, você não quis inserir a última entrevista antes de morrer ao diretor e produtor Aaron Russo por parte do jornalista Alex Jones, na qual Russo testemunhava a admissão que lhe fez em privado Nick Rockfeller a respeito do auto-atentado do 11/9 e dos projetos futuros de intervenção no Iran, Cáspio e no Venezuela para se livrar de Chávez. Você então não acha atendível este testemunho?

MAZZUCCO: Nos meus filmes, ao selecionar os argumentos, uso como critério principal a completa e absoluta possibilidade de documentar as afirmações que faço. Devo, então, excluir prioritariamente todas as declarações, como aquela citada que não seja plenamente comprovável ou documentável em modo direto e irrefutável. Isso naturalmente não significa que não as considere válidas ou pouco interessantes.

SOLTO: Quais são hoje as diferenças de posição entre você, Michael Moore, Dylan Avery, Aaron Russo, Giulietto Chiesa e os outros diretores que trataram do 11/9?

MAZZUCCO: Não estou em condições de avaliar objetivamente estas diferenças. Mas posso sugerir que todos nós temos um elemento em comum: a acusação de um sistema que pode se dar ao luxo de mentir para a população mundial, em virtude do controle que os mais importantes meios de comunicação conseguem exercer sobre todos.

SOLTO: Hollywood produziu vários filmes “patrióticos”, como “United 93”, em linha com a versão oficial do 11 de setembro. Qual sua opinião sobre estas produções?

MAZZUCCO: Infelizmente, o cinema contribui de maneira significante para valorizar certas teses, como a versão oficial do 11 de setembro, que, aliás, ninguém nunca conseguiu demonstrar. Por sorte, hoje existe a internet, que permite a todo mundo verificar os fatos pessoalmente e criar uma opinião própria.

SOLTO: No filme “O Novo Século Americano”, você avança na hipótese de que não foi Bin Laden, nas cavernas do Afeganistão, que organizou os atentados, mas que o 11/9 foi um “inside job” orquestrado por um restrito grupo de personagens políticos, os “Neocons”, que desde a presidência Ford controla, com as exceções das administrações Carter e Clinton, a política nos EUA. Quem são os “Neocons”?

MAZZUCCO: Como base da minha tese, alego toda a documentação disponível que consegui juntar nestes anos. Como explico no filme, os “neocons” são um grupo de pessoas (Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Richard Pearle e Paul Wolfowitz) que surgiu há mais de 30 anos. A ideologia e as finalidades políticas deles correspondem exatamente a tudo que foi realizado depois dos atentados do 11/9. Este fato, somado ao envolvimento direto destes personagens nos acontecimentos daquele dia (Cheney estava efetivamente no comando da nação nas horas cruciais dos atentados, ao mesmo tempo que Donald Rumsfeld estava na direção do Pentágono e, portanto, na defesa aérea, que “não conseguiu” interceptar nenhum dos quatro aviões do atentado), sugere fortemente um envolvimento direto por parte deles, senão, até mesmo a responsabilidade original destes atentados.

SOLTO: Você acha que é possível fazer previsões sobre o que vai acontecer no próximo decênio deste novo século americano?

MAZZUCCO: É possível se fazer muitas previsões, com uma gama tão ampla que vai de um futuro róseo ao desastre total. O fator determinante, a meu ver, será a conscientização por parte da população mundial sobre o que está acontecendo hoje no mundo. É por este motivo que eu trabalho para divulgar, na melhor das minhas possibilidades, todas as informações úteis neste sentido.

SOLTO: Você está preparando outro filme?

MAZZUCCO: Há pouco tempo terminei um documentário sobre a historia do câncer, intitulado “Câncer: as curas proibidas”, e estou para completar outro sobre a marijuana, que conta a verdadeira história do proibicionismo sobre esta planta e descreve as capacidades terapêuticas da mesma, as quais tivemos que renunciar por causa deste proibicionismo.

Veja mais: www.soltonacidade.com.br

Sobre a obra

Entrevista exlusiva publicada dia 23/11/2010 no site: www.soltonacidade.com.br

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Autoria
Federico Rinaldi - www.soltonacidade.com.br
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