Via as montanhas no Rio. Chovia. O violão na mão. Lembrei da serra de S. José, lá nas Minas Gerais, no quintal de minha casinha Tiradentina... A chuva lá chovia e pra cá descia, rio abaixo, peito adentro. Água pura, tudo lavando. Lavandas. Cheiro de terra no ar, baforento sopro, grossos pingos. Te via na neblina, no repique d´água das goteiras, das calhas nas pedras velhas das Gerais. Voltei.
VEM VOCÊ
(Fabio Campos)
Quando chove
aqui,
assim,
Minha serra,
então,
tem fim
E o meu peito,
então,
faz pingar,
Pinga pelas
janelas do olhar,
Quando os olhos
viram rio,
Eu navego até o mar,
Vem você, vem você,
minha onda do mar
Vem você, vem você,
Meu remanso, meu rio
Vem você, vem você,
Minha chuva a molhar
Vem você, vem você,
Minha terra a brotar,
Vem você, vem você ...
(gravado imediatamente após a composição, em 2006, sem o devido cuidado técnico, apenas com muito carinho...)
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