Com mais dinheiro do que possas gastar, buscas incessantemente pelo que nunca terá.
Respeito, Status, Submissão e Reconhecimento: tudo isso tú tens.
Contudo, não encontras para teu vazio um preenchimento em teus bens.
Bens estes a que tú deverias referir-te maus, já que não podes com eles ser feliz.
E esquecendo-te disto enquanto escala degraus, mal enxergas um palmo diante do nariz.
Ora, não encaras tal destino como fruto da luta?
Se toda vez que precisas abstrair-te do sério,
Repousas teus lábios desejosos no seio da prostituta,
E enquanto deleita-te, esqueces de que a vida o fez estéril.
Pudera, tivessem teus anseios feito-te pensar novamente,
Antes que tivesses cedido à vontade do doutor, teu pai,
Matando de uma vez por todas o fogo da tua mente,
Como manda a tradição dos filhos do Sinai.
Mas tua carruagem, munida de vidros escuros,
Cumpre bem o papel de protegê-lo do Mundo,
Amenizando aos teus olhos as mensagens nos muros,
Evitando que tu pares e penses profundo.
Pois tú sabes que se assim o fizeres,
Verás no espelho um macaco engravatado,
Que não consegue sortear dentre as mulheres,
Alguma cujos interesses vão além do teu dinheiro enlatado.
Tua fortuna transformara-se ironicamente em maldição,
E o brilho do teu olhar ficara retido na Universidade da ilusão.
Mas não estás de todo ameaçado pelo fado ofÃdio.
Resta-te ainda a oportunidade de tua vida: O suicÃdio.
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