Muitas vezes encontramos, espalhados pelo mundo em que vivemos, seres que nos causam as mais variadas impressões: os “alternativosâ€, assim como eu gosto de me referir a eles. Mas o que seriam os alternativos? Resumidamente, eu diria que são pessoas que se dedicam em viver fora dos padrões comuns passados a nós pela “sociedadeâ€, de gerações em gerações.
O que mais me intriga é que “ser alternativo†quase sempre está vinculado a ouvir algum estilo musical, geralmente algo dentro das subdivisões do rock. Dentre elas: punk rock/hardcore, grunge, metal, e, mais recentemente, o tal “emoâ€.
É difÃcil dizer o que leva alguém a se tornar um “alternativoâ€, pois várias coisas na vida podem levar uma pessoa a tal decisão. Coisas como querer impressionar algum(a) garoto(a) em especial; querer ser como o vocalista da banda da MTV, que possui um alargador de 20 milÃmetros em cada orelha; se revoltar contra a sociedade por seu pai ter se negado a financiar a balada do fim de semana; se identificar com algum Ãcone do rock e todas as drogas e álcool consumidos por este; entre outros.
Assim, eles surgem. Surgem e crescem em quantidade. Agrupam-se em “tribosâ€, assim como denominam programas fúteis como o Fantástico e Domingo Legal, e revistas teen tão indignas de crédito quanto tais programas. Logo, vestem-se geralmente de preto, e moldam seus corpos e almas de acordo com as premissas do seu estilo de escolha.
Surgem então as “guerras†entre as “tribosâ€, visto que os pontos de vista de uma tribo têm que ser, religiosamente, opostos aos das demais. Logo, todos se odeiam, pois um “alternativoâ€, que decidiu ser contra o mundo, tem a obrigação de ser também contra os que deveriam ser seus semelhantes.
Agora, deixando todo o sarcasmo e a ironia de lado...
Não tenho nada em especial contra alguém que decidiu fugir aos padrões da sociedade. Eu tenho sim MUITA coisa contra quem não consegue pensar por si próprio.
Muita gente decide ser diferente, e pensa que para isto basta lotar o corpo com piercings e tatuagens, ouvir música pesada, tocar (geralmente mal) algum instrumento, ser agressivo, encher a cara todo fim de semana... porém, tudo isto foi tão implantado nas cabeças de tais pessoas quanto os valores aos quais elas geralmente tentaram fugir no inÃcio.
Em tempos como os de hoje, a simples idéia de tentar fugir de padrões é algo muito louvável. Porém, a falta da devida análise e bom senso a respeito das decisões que tomamos é algo que geralmente põe todas as boas intenções a perder.
Te congratulo pelo texto. Os "alternativos" de quem vc fala são os aliados dos mainstream: fazem o que o mestre manda, sempre. Impotentes polÃticos.
um abraço
Exato, Luiz. Captou muito bem o que eu penso a respeito dessa questão.
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