AS ARMADILHAS DA COMUNICAÇÃO ESCRITA

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João Drummond · Sete Lagoas, MG
10/4/2010 · 0 · 0
 



Como as pessoas lêem e interpretam textos? Qual é a influencia dos títulos sobre animo do leitor? Será que as palavras significam a mesma coisa para leitores diversos? As pessoas lêem com a atenção antes de responder ou se apressam em responder diante de textos provocativos e polêmicos?
Para analisar estas e outras questões relativas, escrevi recentemente e postei em um site, texto com titulo propositalmente provocativo e desafiador. O Texto analisa a cultura de corrupção no Brasil numa perspectiva histórica, a partir da tese consolidada de que a Coroa de Portugal usou o Brasil com colônia penal, mandando para cá seus piores elementos. E isto é facilmente verificado nos livros de história.
Analisa também a corrupção em seu aspecto cultural e de como ela pode ser assimilada entre gerações por herança de valores éticos e morais.
O texto termina com uma homenagem a contribuição da cultura africana no Brasil, e traça um paralelo entre as duas trajetórias de imigração e dos resultados diferentes que produziram.
Pelos comentários que recebi pude perceber que, mesmo pessoas que se identificaram como teólogos e antropólogos são facilmente enganados por textos com temas polêmicos, e títulos provocativos, tendo sua capacidade critica de avaliação e julgamento comprometida por arroubos emocionais.
Sem se dar conta, acabaram por avalizar e defender a corrupção e a escravidão.

A palavra racismo tem dentre outros, o seguinte significado segundo o Aurélio:

Racimos - Qualquer teoria ou doutrina que considera que as características culturais humanas são determinadas hereditariamente, pressupondo a existência de algum tipo de correlação entre as características ditas "raciais" (isto é, físicas e morfológicas) e aquelas culturais (inclusive atributos mentais, morais, etc.) dos indivíduos, grupos sociais ou populações.

Veja o polemico texto e avalie.



EU SOU RACISTA. E DAÍ?



Hesitei muito em escrever este artigo, e mais ainda em publicá-lo. Sei que racismo é crime hediondo e ao expressar minha opinião serei réu confesso e estarei sujeito as rigores da lei.
Invoco já me minha defesa, em habeas-corpus preventivo, o sagrado direito de livre manifestação de pensamento e expressão, consagrados pela nossa carta magna e pela constituição de todos os Estados Democráticos e de Direito. Recorro também a Carta Universal dos Direitos Fundamentais do Homem.
O tema que vou tratar é muito polemico e vai causa espécie em muita gente. Portanto se você leitor tem estomago fraco pare por aqui, mas se quiser continuar, vá por sua conta e risco. Tome um estamazil e vá em frente.
O termo racista tem entre suas definições: classe, categoria, espécie, dentre outras. Muitas organizações e instituições vão se ouriçar com as palavras que estão por vir.
Mas estas palavras conquanto duras, devem ser ditas, despindo de vez o véu de hipocrisia que encobre este tema tão incomodo.
Se você chegou até aqui, movido porque, não se sabe qual sentimento, talvez só curiosidade, prepare-se para um tremendo choque em suas mais solidas convicções.
Tudo começou quando, as galeras portuguesas, aqui aportaram, trazendo em seus porões infectos, a ferros, a pior ralé da nossa raça.
Aqui chegaram os infelizes, deportados de suas terras de origem para fazer trabalho escravo de baixa qualificação.
Infestaram como praga em nossa cultura se imiscuindo em todos os setores da vida nacional, roubando, matando, prostituindo.
A grande doença que trouxeram se tornou endêmica, contaminando a sociedade de tal forma que se tornou neste País na mãe de todos os crimes.
A história registra de maneira farta este processo que gerou hoje um lado degradante de nossa natureza como povo.
Se você alcançou este parágrafo sem vomitar e esta aí a roer unhas e a buscar o telefone de órgãos de repreensão aos crimes de racismo, eu também estou e tenho em meu cadastro, para onde seguirá com certeza este artigo, os e-mails do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e da Policia Federal.
Pois, pois... Como diriam os portugueses. A Coroa Portuguesa destinara a nova terra descoberta por Cabral, alem mar, a condição de colônia penal, e mandava para cá direto de suas masmorras, levas e mais levas dos piores criminosos daquele país.
Devemos a eles a pecha de pais da impunidade e da corrupção. A raça dos corruptos está disseminada como praga, consumindo as últimas noções que ainda temos de Pátria e honra.
Como sentir orgulho de ser Brasileiro, se a cada dia um escândalo novo vem confirmar este traço perverso de nosso povo?
Aquela herança maldita trazida para cá, em boa parte, pelas galeras portuguesas, explode hoje num mar de lamas que envergonha uma Nação que se dizia promissora, mas que se vê ameaçada em seu melhor destino.
O voto direto é o caminho e a nossa chance de nos redimirmos como povo e nos regatarmos como Nação livre, soberana, que se agiganta em Ordem e progresso.
Em tempo não posso aqui também deixar de homenagear outra raça que aqui aportou em condições parecidas, mas que escreveu com honra e mérito sua historia no Brasil.
Os homens e mulheres vindos da África em condições subumanas e fizeram uma trajetória que nos orgulha e enaltece.
Com sua cultura criativa e exuberante, conquistaram com trabalho e suor um lugar que valoriza aqui dentro e lá fora esta Grande Nação.
Se tive que escancarar neste artigo, a sordidez da corrupção que tomou de assalto nossas instituições e nossa classe dirigentes, com alguns minutos de angustia para nossos irmãos de descendência, afro foi para destacar o infinito sofrimento que lhes foi impingido injusta e cruelmente, e a divida histórica que Mundo tem para com eles e ainda estar por resgatar.















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