As palavras vivas: Do inglês ao nordestino

em um bar no fundo do mar
Diferença
1
João Rafael · Sabará, MG
13/6/2007 · 8 · 1
 

Alguém explica porque a curiosidade matou o gato e todos os outros bichos? Os mais afetados por essa "coisa" é o bicho homem, ou os que pretendem carregar em suas costas o fardo desta espécie.

Hoje recebi em meu serviço, um grupo de professores americanos que vieram conhecer a faculdade para uma futura parceria. Na verdade, quem viu de fora aquelas "criaturas" nada tropicais vagando pelos diversificados e enfeitados laboratórios, se sentiu em um evento sobrenatural, ou em um fenômeno em ação. A única explicação lógica pra esse estardalhaço todo, é a oratória destinta que rapidamente é desassociada a nossa língua oficial. É como entrar num desfile de moda (para ser visto), ou em um zoológico (para ser visto por livre e espontânea pressão)...

Cada frase que eles disparavam, era como se um pavão levantasse suas plumas esbeltas e vistosas. Não que eles quizessem mostrar superioridade, até são pessoas simpaticíssimas, mas a falta de contato entre as culturas, sugere esse estranhismo a todos, sem exceção. De alunos a zeladores. Porteiros a professores. Não nego que é uma situação inusitada e divertida. Lembrei de quando escuto e vejo os nordestinos, povo que admiro e que me causa sentimentos semelhantes. A diferença é o charme e a precisão de suas falas. A clareza e o potencial de expor com palavras seus verdadeiros sentimentos. Não é qualquer um que consegue esse feito. Nem mesmo usando diversos artifícios, inclusive o poder da arte. Muito menos apenas com as simples, fáceis e calmas palavras......

João Rafael
texto publicado no blog www.emumbarnofundodomar.blogspot.com
em 30/11/2006

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Andre Pessego
 

João, nao sei se é bem isto trabalho e tenho vivido esta situação com francêses, alemães e judeus também:
a) há uma vontade nata de cortesia, aliás quando recebemos uma visita, por pobre que esteja a nossa casa nós fazemos um café;
b) quem representa uma instituição de estado fica diante da personalidade de colono, de servo, herdada e difundida pelo poder central, até Lula.
c) a "trabalhar a possibilidade da corrupção, da gorjeita, também até Lula. um abraço, afora outras considerações,

Andre Pessego · São Paulo, SP 13/6/2007 21:40
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