...em questões de fluidez e permanência: um exercÃcio arriscado de escrita sem objetivos revolucionários...
Nunca temos a certeza de quando uma idéia vai surgir em nossas massas cefálicas e quase sempre perdemos o eixo condutor da montagem de alguma ação que poderia ser planejada com cautela. E assim, uma série de fantasmas desconstrutores habitam a mente que se digladiam incessantemente com a incerteza da produção singular.
Não podemos de certa forma trazer conceitos importados. Como fazer um exercÃcio de escrita e percepção numa realidade em que não se pode apreender por completo? Por exemplo, é difÃcil amadurecer a definição de... questões em que a situação de entendimento sobre determinados pontos está nas mãos de uma classe intelectual detentora de conhecimento e não dá o espaço devido para que o iniciante curioso perceba tal análise.
Ilustrando: como produzir um texto ou visão sobre uma perspectiva crÃtica com a certeza de que é aquele o caminho correto? É duro depender de bibliografias obscurecidas... Gostaria de ressaltar que o leitor não é obrigado a entender essa escrita, pois esse material é direcionado a um abismo e livre dos grilhões abnt-istas que deixam nossas idéias envoltas em grilhões sangrentos ano após ano.
Não pretendo dar uma de antiacadêmico ou original, porque a originalidade é combativa e acaba sendo homogeneizante na fórmula: "Todo mundo quer ser diferente, mas acaba sendo igual" (rsrsrsrsrs...). Temos uma difÃcil lição para concretizar nossos projetos por motivos ridicularmente limitantes e a atrofia conceitual é base dessa irresponsabilidade. A atrofia que exponho vem da acomodação ou falta de obsessão sobre seu gosto de realizar algo [[[[[[----]]]]]]que vem desde nossa vidinha medÃocre compactada do colegial e perdura até sua morte.
Existe medo... de se expor com a devida audácia nas projeções artÃsticas ou cotidianas fazendo da rotina uma experiência que engessa nossa capacidade criativa {depende do referencial}. A necessidade de aguçar desde a infância o ódio pelas permanências e conformidades num exercÃcio claro de desobediência como vetor fundamental para a libertação poderia nos tirar do sufoco e da prisão, fazendo com que a leitura cognitiva se torne mais transparente e modificadora do meio.
Sem envolver deus e o Diabo nessa história, apenas proponho uma vida mais desconfortável para nosso bem... Com pequenas revoluções jogando o papel de bombom na lixeira e deixando de dizer que é do greenpeace só porque vê a propaganda e compra semestralmente cadernos de papel reciclado, sem as greves de Stwart Home nem a quebra das máquinas, mas a mais igualdade entre os estúpidos, prisão aos pedagogos, mais abertura para os criminosos e livre circulação de livros roubados para fermentar nosso conhecimento... Não precisa tanta revolta e originalidade, apenas incorporar a necessidade de mudança a partir das nossas incertezas e a valorização da luta pela paridade de informação para romper as estruturas inorgânicas e amorfas.
Viva a contradição e a unidade paradoxal!!! Ao mesmo tempo que é, não é!!! Vivas ao esclarecimento confundido e ao intelectual de bicicleta, que é pobre mas não perde a pose... os alienados são felizes pois têm certeza do que estou falando e pensar sobre isso dá um trabalho muito escroto.
22-06-06
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