Se, na classe média, a taxa de natalidade registra números cada vez menores desde o século passado, tais dados não se repetem entre as classes mais baixas. Com o apoio do governo, os filhos de nossa nação viraram garantias de esmola e, sobretudo, moedas de troca.
Atualmente, o número de filhos de um casal é inversamente proporcional à renda familiar. Paradoxalmente, este fato é confirmado em todo o Brasil, desde as regiões assoladas por total pobreza até os grandes centros urbanos. A causa, portanto, não está apenas na desinformação - vai muito além disto, abrangendo aspectos econômicos, polÃticos e, primordialmente, sociais.
A geração de filhos tornou-se, em nosso paÃs, uma válvula de escape. Por meio de governos supostamente "populares", o povo brasileiro é vÃtima de medidas paliativas, que nunca se concretizam na solução definitiva daquilo que os aflinge. Programas assistencialistas como o Bolsa FamÃlia ajudam a enraizar uma cultura de parasitismo e dependência, além de ocultar as chagas do desemprego e do analfabetismo.
Um cenário polÃtico que elege tais programas como propulsores das campanhas eleitorais não pode ser levado a sério. Afinal, o aumento da densidade demográfica nos trouxe, também, o aumento da miséria. Com isto, problemas como a exploração do trabalho infantil, a criminalidade e a submoradia agravam-se assustadoramente.
O homem se dignifica com o trabalho - assim, terÃamos desenvolvimento, progresso, justiça. Nosso povo anseia por uma polÃtica popular, mas até agora teve, apenas, uma polÃtica populista.
Prezada Mariana
Sua colocação é correta e o que se vê é que uma parcela da chamada classe média já está correndo para o lado dos mais necessitados. Talvez você não perceba e eu custei a perceber é que essa miséria toda gera lucros e muitos lucros. Sugiro que você olhe com atenção o movimento das Ongs que supostamente são criadas para cuidar (tomei como exemplo somente para abordar o assunto sem ter nenhuma constatação do fato) dos menores abandonados nas ruas. Já reparou que o número de meninos de rua cresce cada vez mais? e já prestou atenção que o número de Ongs que cuidam desses meninos de rua também cresceu bastante? Ora, se fizermos uma análise do assunto que usei para exemplo iremos perceber que se as Ongs acabarem com os meninos de rua elas deixarão de existir ou seja: quanto mais meninos de rua existirem mais as Ongs sobreviverão e receberão benefÃcios para cuidar dos meninos de rua é uma história daquelas que o cachorro corre atrás do próprio rabo, fica dando voltas e mais voltas sem sair do lugar.
No caso abordado sobre os programas assistenciais aconteceu o que era de se esperar: a população miserável é maior do que se imaginava e cada vez cresce mais, pois cada membro da famÃlia a mais significa um pouco mais de comida à mesa, sem contar (colocaste muito bem) o parasitismo, só que é necessário abordar o problema de quem recebe uma remuneração de 3,5 salários-mÃnimos para 4 membros da famÃlia e é descontado o Imposto de Renda mensalmente. Pode????????? mas é verdade, e se alguém em sã consciência me provar que uma famÃlia de 4 membros sendo dois menores de idade sobrevivendo com 3,5 salários-mÃnimos pagando aluguel, escola, luz, água e o famigerado imposto de renda não está abaixo da pobreza eu não sei mais o qué é ser pobre, pois para mim abaixo da pobreza é miserável e a miséria é constante para o pobre do trabalhador que tem remuneração menor do que o valor que eu coloquei anteriormente, pois o trabalhador consegue talvez receber uns dois salários-mÃnimos no máximo e para receber os benefÃcios sociais tem de ter uma renda máxima de 120 reais por membro familiar, portanto: tome filhos e mais miseráveis neste nosso PaÃs.
Muita polêmica neste assunto e terÃamos de fazer colocações sem fim, mas o que eu pretendi dizer foi que quanto mais miseráveis existirem maior serão as oportunidades de pequenos grupos se beneficiarem dessa miséria, ou através de promessas ou de supostas ajudas. Mas de qualquer maneira o povo está esperando um milagre seja de nossos polÃticos ou de lÃderes religiosos.
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