Primeiramente, são apenas observações do ‘senso comum’ e impressões aleatórias sem profundidade.
No que diz respeito ao sobrenatural, ao extraordinário, os americanos parecem negar, sem problema, o que não podem compreender. Isto lhes proporciona pouca fé nas coisas sobrenaturais, enquanto que nós brasileiros tendemos a escolher ter fé em tudo o que escapa ao nosso entendimento. Somos um povo que acredita profundamente num outro mundo. Lá, não haveria mais sofrimento, miséria e impessoalidades desumanas. Uma outra impressão é que, na América, se examinarmos bem veremos que o que prevalece é a fé direcionada à opinião comum do povo, sendo esta mais respeitada do que no Brasil, ou seja, a opinião comum se torna uma espécie de religião. Assim, quem determina, de fato, é a maioria. É o espírito democrático.
Sobre a arte, vemos que os americanos demonstram trocar o ‘belo’ pelo ‘útil’, ou exigem que o belo seja útil. A meta, então, seria fazer da obra de arte a melhor possível, e não a mais prática ou a mais barata. Há um gosto maior ao que é muito bem feito e duradouro. Esforçam-se para dar ao seu produto qualidades brilhantes, se possível, sempre a frente dos demais, enquanto que no Brasil as obras produzidas são quase sempre efêmeras e descartáveis.
Na América as uniões precoces parecem ser mais raras. Percebe-se que as americanas só se casam quando sua razão está bem madura e exercitada, ao passo que a maioria das mulheres do Brasil só começa a exercitar e a amadurecer sua razão no casamento. Portanto, sem a educação suficiente, não é de se espantar que elas façam mal uso do seu livre-arbítrio da primeira vez que o usam.
Nos Estados Unidos, as regras ou são obedecidas ou não existem. As brechas nas leis que abrem o caminho para a corrupção burocrática são mínimas. Desta forma, há mais confiança do povo no poder público. Lá, a lei é um instrumento que faz a sociedade funcionar bem. No Brasil, porém, entre o ‘pode’ e o ‘não pode’, encontra-se um jeito. É o famoso ‘jeitinho brasileiro’. Solicita-se precisamente isso: um jeitinho que possa conciliar todos os interesses. Isto é lei universal por aqui.
As impressões e hipóteses aqui colocadas necessitariam, é claro, de uma averiguação in loco. Enfim, de fato, nós brasileiros somos um povo singular que tem um estilo bem original de viver.
Aqui no Brasil é mais fácil acreditar em OVNIS que na POLÍTICA.
Jan Moura · Cuiabá, MT 18/4/2007 18:48
Poxa, mas lá tem outras complicações que aparecem menos aqui. Lá o racismo/xenofobismo é mais acirrado, por exemplo. Mas claro, dentro do mundo globalizado, portanto capitalista e neoliberal, eles estão mais "desenvolvidos", afinal neste quesito são os mais "avançados".
Abraços, amigão!
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