CULTURA HIP-HOP

COMANDO XÉ UM GRUPO DE RAP QUE VEM DE SALVADOR PRO CENARIO NACIONAL
CAPA DO COMANDO X (MANO BRAZ,TIFFANY E MINA G)
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Mano Braz · São Paulo, SP
9/11/2007 · 25 · 0
 

O GRUPO DE RAP COMANDO X FOI FUNDADO NO ANO DE 2001 EM SALVADOR E DE Là PRA Cà Jà TEM DOIS CDS GRAVADO INDEPENDENTE.E ATUALMENTE ESTà EM DIADEMA FAZENDO DIVULGAÇÃO.O GRUPO É FORMADO PÓR MANO BRAZ,MINA G E TIFFANY COM APENAS CINCO ANOS.CLIQUE NO LINK E ASSISTA A TIFFANY CANTANDO.

Um pouco da História do HipHop..
A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break.
Rap - rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura;
Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo;
Break dance - que representa a dança.
Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop.
Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas...

ELEMENTO FUNDAMENTAL : MC

O DJ tocando e os MCs agitando. Sem “cerimôniaâ€, surge o Mestre
por juny kp! [ out-dez2001]

Hip Hop - com maiúsculas sempre - é o conjunto de quatro formas artísticas distintas chamadas de elementos. Daí a sua complexidade, uma cultura híbrida, sempre em movimento, em evolução constante. Estas formas artísticas foram surgindo no ambiente urbano de Nova York, cidade dos Estados Unidos, na passagem dos anos 60 para os anos 70. O termo foi criado pelo então DJ Afrika Bambaataa, fundador da organização Zulu Nation, referindo-se ao movimento dos quadris.
Mcing / Rap – A arte de rimar. A literatura da Cultura Hip Hop. O canto falado, o elemento oral milenar que nos leva aos cantos tribais, ou ainda aos escravos cantando em plantações. Acreditar que o Rap é homogêneo é tolice. Já se falou de tudo no Rap, contudo, as fases mais marcantes são três:1. o Rap ingênuo, positivo e alegre; 2. O Rap político, contestador, combativo; 3. O Rap Gangsta que reflete o dia-dia da periferia, um mundo repleto de drogas, violência, ostentação e mulheres.
MC - O “rimadorâ€. O MC tem a preocupação de sempre representar a Cultura Hip Hop. Com o crescimento do RAP e o distanciamento da Cultura Hip Hop, o MC passou a se chamar Rapper
Rapper - Pessoa que canta/faz Rap. Hoje o rapper está bastante distante da figura do MC que buscava o entretenimento, a diversão e a energia positiva. Hoje o Rapper está vinculado a luxúria, ostentação de propriedade, violência e drogas, principalmente nos EUA. No Brasil, os envolvidos no Rap ainda “representam†nas suas comunidades de origem.

No Hip Hop foi, de novo, Kool Herc um dos principais “culpadosâ€. Ele convidou um camarada seu para apresentar e comentar as seleções que ele tocava nos bailes. Coke La Rock era o Mestre de Cerimônia (MC) de Kool Herc sempre agitando com frases que se tornaram clássicas como Ya rock and ya don’t stop!, Rock on my mellow! e To the beat y’all!. Alguns afirmam Coke La Rock como o primeiro rapper dentro do Hip Hop.
Outro pioneiro também tinha a sua banca. Grandmaster Flash tinha uma relação inconstante com um grupo de MCs chamado Furious Five (Melle Mel, Kidd Creole, Rahiem, Scorpio e Cowboy). Inconstante porque havia apresentações em que todos os cinco apareciam, em outras, nenhum dava as caras.
Foi Cowboy que criou frases como Throw your hands in the air and wave them like you just don’t care!, Clap your hands to the beat! e Somebody scream!. Quem ouve rap já ouviu algum destes três samples.
Um grupo chamado Sugar Hill Gang, participando de uma jogada do tipo New Kids on the Block, lançaria uma das primeiras (nunca se esqueça de “King Tim III†do Fatback) gravações de música rap em vinil. Explico: Sylvia Robinson, dona do selo Sugar Hill Records teve o faro e montou o grupo, a letra e sampleou o maior sucesso naquele ano de 1979 (“Good Times†do Chic). Tudo isso juntou e deu origem a música “Rapper’s Delightâ€.
Esta era uma época de inocência. A criação do Hip Hop foi envolvida por uma grande carga de positividade. Não havia a consciência das classes econômicas explícitas nas letras, não havia a indústria, o dinheiro e a mídia. Mas havia Sylvia. Bem ou mal, o selo Sugar Hill abriu o tão bem/mal falado mercado para o Hip Hop.
Run DMC inaugura uma nova etapa – a Nova Escola - no Hip Hop. Tratados e trabalhados como uma banda de rock, seu som era sujo e com atitude, quebrando com a “inocência†até então apresentada.
Descrevo algumas das fases (fora de ordem cronológica) que passaram pela música Rap e contribuíram para a sua importância e seu papel na indústria fonográfica mundial:

Fase Last Poets, Gil Scott-Heron, Watts Poets
Fase ll cool j beastie boys ice t above the law
Fase kool moe dee biz markie kurtis blow
Fase BDP/krs one big daddy kane slick rick public Enemy eric b e rakim epmd third bass
Fase def jam
Fase tommy boy
Fase nwa [todos os trampos solo] geto boys epmd [das efx redman]
Fase Mulheres: Mc shan roxane shanté queen latifah yo yo mc lyte boss tlc salt-n-pepa monie love
Fase miami 2live crew [luke]
Fase hammer/vanilla
Fase so so def jermaine dupri [kriss kross lil bow wow da brat]
Fase native tongues [tribe called quest new leaders de la soul jungle brthers]
Fase dre chronic [snoop, D.O.C.] cypress hill house of pain finkdoobiest
Fase wu tang clan [todos os trampos solo] nas
Fase death row records[dre tupac lady of rage] 91-95
Fase bad boy records puffy [notorious big lil kim mase]
Fase no limit records master p [mia x, mystikal] 95 - 2000
Fase fase roc-a-fella jay z [foxy brown]
Fase cash money records 2000-02
lauryn hill eve missy eliot rah digga trina
Fase dre 2000/01[eminem xzibit snoop]
Gangstarr [guru jazzmataz premier], organized konfuzion, alkaholiks, pharcyde outkast, goodie mob the roots, fugees, mos def, dread prez ja rule, ludacris, nelly, juvenile, Neptunes trackmasters/puffy timbaland organized noise def squad rick rubin marley mal dre master p

PS.: Não se esqueça de pessoas como Last Poets, Gil Scott-Heron, Watts Poets. Eles foram como foi o nosso Jair Rodrigues, fizeram rap, décadas antes de maneira inconsciente. Anteviram o futuro da música e devem ser respeitados e lembrados. Ainda falarei exclusivamente deles quando fizer uma revisão neste texto.

O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaatta. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...


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ELEMENTO FUNDAMENTAL : DJ

Kool Herc: “O verdadeiro Culpadoâ€
por juny kp! [ out-dez2001]

Hip Hop - com maiúsculas sempre - é o conjunto de quatro formas artísticas distintas chamadas de elementos. Daí a sua complexidade, uma cultura híbrida, sempre em movimento, em evolução constante. Estas formas artísticas foram surgindo no ambiente urbano de Nova York, cidade dos Estados Unidos, na passagem dos anos 60 para os anos 70. O termo foi criado pelo então DJ Afrika Bambaataa, fundador da organização Zulu Nation, referindo-se ao movimento dos quadris.
Djing/Scratching/Turntablism: Significa não apenas tocar música, mas também manipular e criar novos sons. O termo, criado pelo DJ BABU (Beat Junkies), representa a evolução a que o elemento DJ alcançou na década de 90. Hoje um DJ pode realizar performances apresentando os seus conhecimentos no toca-discos; pode produzir música; pode tocar em bailes e festas; pode tocar para um grupo musical (o rappa, os racionais, limp bizkit são alguns exemplos); ele pode construir novas batidas a partir de vinis (beat juggling); pode, ainda, trabalhar em estações de rádio ou programas especializados em Rap. O DJ/Turntablist se torna então um músico.
DJ: A pessoa que manipula aos toca-discos.

Para o Hip Hop, tudo começou com um DJ. Foi Kool Herc que pensou na utilização de dois toca-discos repetindo o mesmo trecho, que chamamos de breakbeat (batida) de um vinil. Deste modo, o DJ poderia aumentar e controlar o tempo da música o quanto quisesse. É preciso citar 2 nomes importantíssimos no longo trajeto dos disk jóqueis. Na década de 30, John Cage manipulava os fonógrafos (pais dos toca-discos) com a mistura de trechos abstratos criando um ambiente modernista. Na década seguinte temos aquele que é visto como o visionário do que hoje representa o DJ. Pierre Schaeffer, influenciado por Cage, tocava vários toca-discos ao mesmo tempo, criando um novo ambiente sonoro. Ele variava as velocidades, os volumes, repetindo os trechos. Herc inovou ao trabalhar em
cima da batida (break) e ao proporcionar o ambiente de socialização entre as pessoas da sua comunidade.
O jamaicano Kool Herc - influenciado pelo dub, toast e dancehall de seu país de origem, onde caminhões repletos de caixas de som percorriam ruas de Kingston com volumes altíssimos - começou a organizar as chamadas block parties ou house parties, as festinhas (ou brincadeiras) em casa ou nas praças e quintais. É nestas festas que o DJ surge e reina absoluto.
O scratch (movimento que consiste em girar o vinil para frente e para trás com a ponta dos dedos em velocidades variadas) foi criado em 1977, por acaso, pelo DJ Grand Wizard Theodore que disse “Estava ensaiando no meu quarto, quando mamãe veio me chamar. Segurei o disco para poder ouvi-la, ao fazer aquilo percebi um som diferente no fone. Então comecei a praticar em diferentes pontos do disco procurando o melhor efeito.†O scratch ficou nos subúrbios por anos até ser “descoberto†pela massa. Nos dias de hoje, as formas diferentes de se fazer um scratch são incríveis! Sempre haverá alguém que será influenciado e recriará aquilo que já havia. Com isso temos scratches como crab, scribble, baby scratch, tear, chop, transform, the orbit para citar alguns.
Grand Master Flash foi a pessoa que inovou o scratch dando o valor que ele tem hoje e criou o back to back (repetição de uma mesma frase nos dois toca-discos). Flash trouxe a performance, o show. Sempre fuçava nos equipamentos na busca de um novo som, uma nova ferramenta que pudesse utilizar em suas apresentações. Enquanto Kool Herc pouco se dirigia ao público, Flash mixava e alegrava a todos com truques corporais e contorcionismos sobre os toca-discos.
Havia um jovem freqüentador das festas de Herc que completaria o tripé original do Hip Hop. Afrika Bambaataa percebeu que tinha a maioria dos discos que Kool Herc tocava em suas festas. Tomou gosto pela coisa e começou a tocar também. Felizmente Bambaataa tinha horizontes mais amplos e descobriu discos que entraram para a discografia básica da Cultura: Trans-Europe Express do Kraftwerk, Champ do Mohawks, Dance to the Drummer’s Beat de Herman Kelly entre outros. Foi membro de uma das maiores gangues da época a Black Spades que no meio da década de 70 foi desaparecendo, neste meio tempo, os elementos do Hip Hop surgiam e se espalhavam pelos quatro cantos de Nova York preenchendo o espaço das gangues. Em 1974, Afrika funda a Zulu Nation, entidade que luta pela “Paz, União e Diversãoâ€. Após quase 30 anos depois, é possível afirmar que a maior contribuição de Bambaataa dentro da Cultura Hip Hop foi sociológica. Sem desmerecer, é claro, a contribuição musical deixada tanto como MC como quanto DJ.
O poder de unir pessoas é uma das principais virtudes de um DJ. Ele pode comandar o andamento e a evolução de uma festa, se ela está ficando incontrolável, ele pode abrandar; se o ambiente está calmo demais ele pode agitar. Uma das melhores formas de agitar a galera era por meio do diálogo direto com o público, remetendo ao ancestral diálogo do calling and response (chamado e resposta) dos escravos norte-americanos. Frases como Can you feel it?, Say yeah!, Put your hands up in the air!, Rock your body! animavam o público fazendo-os reagir. Até hoje estas frases são sampleadas em músicas e utilizadas nos shows de artistas de todo o mundo.
No início o DJ era o responsável por estas incitações, ele falava, ele fazia o povo se mexer. Com o tempo a coisa foi crescendo, as frases foram ganhando corpo e novas foram sendo criadas, frases que se transformaram em estrofes e depois em letras mais eleboradas. O teor era sempre o de animação, de alegria, uma alegria diria até inocente. E os responsáveis pela composição (o MC) ganhavam mais espaço e iam conquistando o seu espaço ao lado do DJ. Com o passar do tempo eles os responsáveis pela animação do público.
A evolução do DJ levou ao surgimento de vários sub gêneros dentro do elemento DJ. No princípio, a evolução foi naquilo que se podia fazer diretamente com o toca-discos. Foram surgindo técnicas que sempre inovavam e revolucionavam. O scratch, o truques com o corpo, o transforming, o beat juggling.
A tão falada evolução levou a competição. Em 1987 o Disco Mix Club (DMC) organizou o primeiro evento onde os Djs podiam mostrar o que sabiam. Com o passar dos anos, já havia DJs no mundo inteiro, assim como novas competições.
Surgem grupos de DJs magníficos como o Invisibl Skratch Piklz (antes chamado de Rock Steady Crew DJs) formado por D-Styles, Mixmaster Mike, A-Trak, DJ Shortkut, Q-Bert e Yoga Frog. Q-Bert e Mixmaster Mike foram proibidos de participar de competições por inibirem a presenças de outros competidores. Seus horizontes não estavam limitados apenas a performances, mas também a realização de vídeos instrituivos, turnês mundiais de promoção. Eles foram a base para a criação da ITF (International Turntablist Federation), cujo termo Turntablist foi criado pelo DJ BABU dos Beat Junkies. O grupo anunciou sua dissolução pacífica em junho de 2000.
Outro supergrupo é o X-ecutioners (antigo X-Men), formado por Mr Sinista, Roc Raida, Total Eclipse e Rob Swift. Sua marca é a de levar os truques corporais a um outro nível de complexidade.
Fechando a tríade, está o Beat Junkies (J-Rocc, Rhettmatic, Melo-D, Babu). Juntos desde 92, vindos do sul da Califórnia, é uma das poucas equipes com um membro feminino. Ganharam vários títulos no DMC, no Supermen e nas competições da ITF. DJ Cash Money, Supernatural Turntable Artists, Allies (A-Trak, DJ Craze e Infamous) são outros expoentes na Djing. Quanto mais os equipamentos evoluem em tecnologia, mais técnicas inovadoras aparecem.
Com o crescimento da música Rap, grupos são formados e o DJ está presente como a pessoa responsável pela base musical sobre a qual o MC/Rapper vai mostrar suas rimas. Como os músicos, os DJs também tem variadas atividades e papéis.
Podem trabalhar como DJs de turnê, trabalham para um determinado grupo durante sua turnê. Existem os DJs que produzem mixtapes (fitas cassetes contendo músicas mixadas com o toque do DJ que a produziu), estas fitas são disputadas no meio underground e são o melhor meio de divulgação de um DJ desconhecido. Dentre os DJs de grupo consagrados posso citar Terminator X (Public Enemy), DJ Yella (NWA), Jam Master Jay (Run DMC) - repare que são todos grupos da fase de ouro do Rap (final dos 80, início dos 90).
Nos últimos 5 anos, o mercado do Rap é dominado pelos produtores e selos fonográficos e não mais pelos DJs. Daí a necessidade da contratação de um DJ específico para acompanhar nos shows.
Dentre os poucos DJs de peso ainda existentes, DJ Premier (Gangstarr), Dj Uneek (BONE) e DJ Muggs (Cypress Hill) são exemplos claros de artistas que deixaram o papel de mero integrante de um grupo de Rap para também, fazer música. São pessoas que se tornam produtores de seus grupos e de outros artistas. Organizam coletâneas com supervisão pessoal e ganham conceito no meio musical. A capacidade de criar um estilo próprio, um som próprio o leva a romper os limites de mero DJ de grupo. Premier, além de exímio produtor, é um excelente DJ de performance. Seus scratches e colagens são marcos na musicalidade Hip Hop.


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ELEMENTO FUNDAMENTAL : BREAK

Kool Herc intima os BBoys e Bgirls na pista. James Brown olha por nós.
por juny kp! [ out-dez2001]

Hip Hop - com maiúsculas sempre - é o conjunto de quatro formas artísticas distintas chamadas de elementos. Daí a sua complexidade, uma cultura híbrida, sempre em movimento, em evolução constante. Estas formas artísticas foram surgindo no ambiente urbano de Nova York, cidade dos Estados Unidos, na passagem dos anos 60 para os anos 70.
O termo foi criado pelo então DJ Afrika Bambaataa, fundador da organização Zulu Nation, referindo-se ao movimento dos quadris.
Breaking, Bboying, Rocking, Break – estilo surgido na década de 70, criado pelos jovens negros e hispânicos de Nova York (EUA). Composto pelo Up Rock (Brooklyn Rock), Top Rock, Freeze e Footwork.
Popping, Locking, Boogaloo, Eletric Boogaloo – estilos surgidos também na década de 70 só que na costa leste dos EUA (Los Angeles, San Francisco e Bay Area) que se integrou ao Hip Hop no início da década de 80.
BBoy/Bgirl – termo criado pelo pai de todos, DJ Kool Herc, para se referir àqueles que dançavam no break das colagens que fazia em suas festas. O DJ brincava perguntando “Onde estão os BBoys e Bgirls?â€. Todos já sabiam que Kool Herc iria construir as batidas para o povo dançar. O nome pegou e hoje representa, de modo genérico, o praticante de todos os estilos do Breaking. Mas que fique claro que BBOY e BGIRL são aqueles que dançam o BBOYING, BREAKING.
Breakdance – Termo lançado pela mídia quando esta dança teve seu boom nos anos 80 nos EUA.

Dança de rua. Dança da Rua, feita na rua, criada na rua, crescida na rua. Depois de muito ler e conversar com muitos fundadores, chego a uma conclusão: Seja Breaking, Bboying, Rocking, Popping, Locking, Boogaloo, Eletric Boogaloo ou outro nome que queiram dar, todos estes estilos são da Rua!
É que sempre rolou uma certa treta entre o povo de Nova York e o povo de Los Angeles sobre quem criou o que, quem faz melhor do que quem e estas desavenças que existem em qualquer lugar do planeta..
Falado isto, me arrisco a dar minha visão sobre como tudo isto foi evoluindo e chegou onde está.
James Brown, o Rei do Soul, está por todos os lados influenciando o Break. Estava na cabeça (e no corpo) dos novaiorquinos no surgimento do BBoying no Brooklyn. Brown criou para “Get on the Good Footâ€, uma dança espontânea e elétrica, baseada em subidas e descidas, giros e chutes. Os jovens de periferia pegaram o Good Foot e temperaram com a Rua. Surge o Up Rock no bairro do Brooklyn, um estilo de dança baseado no ataque e defesa, coisa que as gangues de rua da época sabiam muito bem fazer para conquistar mais espaço nas ruas.
Enquanto isso, na Costa Oeste, em cidades como Los Angeles, Fresno, o Popping, o Locking e o Boogaloo estão por toda a parte fazendo milhares de jovens dançarem. E James Brown estava lá, marcando presença mais uma vez. Boogaloo Sam disse que deu o nome de Boogaloo para o estilo que criou por causa da música “Do The Boogaloo†(déc. 50). Como os movimentos que Sam faziam eram muito estranhos, ele chamou de Boogaloo. Os estilos surgidos na Califórnia, que são mais complexos e em maior número, possuem uma dezena de gêneros irmãos que influenciaram e foram influenciados por eles:

Strutting Hitting Floating
Cutting Wacking Punking
Showcasing Ticking Hustle
Animation Voguing Scarecrow
Puppet Waving

Se olharmos para os estilos de Nova York, eles apresentam fortes influências das artes marciais (chinesas), das danças nativas da Ãfrica e dos EUA e da Capoeira brasileira. São mais combativos e ritualísticos. O próprio Up Rock (Brooklyn Rock) consiste em movimentos de ataque e defesa, representando socos, machadadas, marteladas dentro de uma estrutura de 5 tempos.
O Top Rock (originado no Bronx) tem hoje a função de apresentação, ao entrar na roda o Bboy/Bgirl completo, nunca deixa de apresentar o seu Top Rock, é o cartão de visitas apresentando o seu estilo, só depois ele desce ao chão para executar o Footwork. Quem não apresenta o seu Top Rock e o seu Footwork na roda não pode ser considerado um Bboy/Bgirl completo.
Voltando, o Footwork (conhecido por nós como Sapateado) é o trabalho realizado pelos pés movimentando o corpo circularmente com o apoio das mãos. O Footwork é a base do BBoying. Após sua rotina, o BBoy sempre termina sua entrada com um Freeze (uma congelada). Um Freeze bem feito deve durar pelo menos dois segundos na posição escolhida, como já me disse a lenda Mr Freeze.

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