"abrir os olhos
Parar de prever parar de sonhar
Não vou tentar ser algo que não sou
não prefiro me perder num devaneio molesto de fingir estar vivendo , quando apenas sobrevivendo e hipocritamente sendo controlado ..
não tenho de suportar essa muralha de opressão contra ser humano e o ser humano...
o ciclo dessa avelhentada corrente , ganha força a cada renuncia a um pedido de socorro , a cada sorriso triste no rosto , a cada bala perdida .... minha alma clama por intrepidez ... o medo da solidão vive a sufocar-me a me matar sem pedir perdão..
estou me afogando nas lágrimas deste fim
mas são lágrimas vermelhas que molham o meu jardim"
joab costa Santos
Olá, Imunidade.
Sugiro que leias o Participe do Overmundo. Lá encontrarás dicas de como e onde postar adequadamente tuas colaborações.
Abraço.
Amigo Joab:
Ainda que seja uma metafórica utopia.
Que os asselvajados urubus façam seu trabalho de assepsia.
E que o anseio contido nos fragmentos do poema do Eduardo Galeano, O DIEITO DE SONHAR, possa nos acompanhar na vida.
"Em nenhum país do mundo os jovens vão ser presos por contestar o serviço militar. Serão encarcerados apenas os quiserem se alistar. Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem de qualidade de vida a quantidade de coisas. Os cozinheiros não vão mais acreditar que as lagostas gostam de ser servidas vivas. Os historiadores não vão mais acreditar que os países gostem de ser invadidos. Os políticos não vão mais acreditar que os pobres gostem de encher a barriga de promessas.
O mundo não vai estar mais em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza. E a indústria militar não vai ter outra saída senão declarar falência, para sempre. Ninguém vai morrer de fome, porque não haverá ninguém morrendo de indigestão. Os meninos de rua não vão ser tratados como se fossem lixo, porque não vão existir meninos de rua. Os meninos ricos não vão ser tratados como se fossem dinheiro, porque não vão existir meninos ricos.
A educação não vai ser um privilégio de quem pode pagar por ela. A polícia não vai ser a maldição de quem não pode comprá-la.’ Justiça e liberdade, gêmeas siamesas condenadas a viver separadas, vão estar de novo unidas, bem juntinhas, ombro a ombro"
Grande Abraço
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