Educação com cara de criança

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Antonio Bahia · Salvador, BA
10/5/2007 · 28 · 1
 

A Educação Física ainda não dispensa um tratamento especial à criança, pois muitas vezes é a formação do atleta no treino de habilidades e perícias o que mais interessa aos professores, e assim, a criança não tem oportunidade de viver intensamente o movimento de forma criativa, percebendo e analisando as situações propostas, porque a ela cabe apenas seguir ordem e ser selecionada por habilidades. Na maioria das vezes um grande grupo fica de fora desse conjunto separado do processo e condenado a ficar à margem da beleza que é atividade física prazerosa devido a um sistema que valoriza apenas a contração muscular.
Criança é movimento e por isso os nossos programas devem criar condições para que ela possa viver o mundo através do corpo dando asas a imaginação enquanto que interage com a realidade e passa a interferir no seu destino a partir de decisões coletivas entendendo que as regras do jogo são determinadas pelos seus jogadores e que a atividade lúdica pertence a todos independente de força ou habilidade,, pois não cabe mais nos nossos dias corpo solto no espaço físico apenas contraindo músculos ou molhando camisa de suor, por isso, propomos uma Educação Física onde o tempo histórico e o espaço social sejam conquistados no movimento das idéias no jogo de corpos que buscam autonomia e consciência de que nem todos tem obrigação de ser atleta e sim alcançar a cidadania, tendo acesso a toda manifestação corporal através do corpo, estabelecendo um processo de decisão coletiva onde todos devem legislar as regras do jogo e produzir e socializar o conhecimento a fim de construir um tempo onde não só os fortes e ágeis ocupam espaços. Brincar é o maior bem que a infância possui e através das brincadeiras o mundo infantil conquista espaços e abre horizontes a cada segundo numa constante troca de experiência onde o conhecimento é sempre reelaborado jogada por jogada, estabelecendo a riqueza do prazer de usar o corpo em movimento, conquistando a liberdade. No entanto, o adulto ignorando tudo isso (esquece que foi criança e que um dia brincou, foi soldado, foi herói, pulou, correu, cantou, enfim, foi feliz), tranca a criança na escola e tenta impor uma disciplina que violenta sua natureza, pois o seu espaço é diminuído e aquele corpo que domina os jogos e brincadeiras agora é obrigado a repetir inúmeros exercícios num clima sério e de reprovação para que tudo saia do mesmo jeito que o adulto pretende.
Mas, que sociedade é essa que não dá a criança o direito de viver o seu próprio tempo? – Que Educação Física é essa que esquece que a criança é a principal fonte de conhecimento da atividade lúdica e tenta impor um ritmo que nada tem a ver com o seu mundo?
Sugiro nas aulas de Educação Física a criança seja sempre criança e ao invés de brincar de adulto, professor e alunos junto possam recriar um novo tempo pois sempre será tempo de sorrir e ser feliz.


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Bia Marques
 

Oi bacana, segundo texto teu que leio (Educação me interessa um monte mesmo!), será que dá pra rolar um espaço a mais entre os parágrafos? Facilita a leitura. Abraço e manda mais!

Bia Marques · Campo Grande, MS 9/5/2007 20:40
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