Era uma vez um filme surpreendente...

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Maíra · Belo Horizonte, MG
15/9/2008 · 123 · 1
 

“Era uma vez...” tinha todos os traços para ser uma história como tantas outras. Uma continuação ou uma “versão” de “Cidade de Deus”, “Cidade dos Homens”, “Tropa de Elite”, com um toquezinho de sazon. Mas o filme surpreende. Aliás, é difícil escrever sobre ele, porque surpreende tanto, que em qualquer distração posso soltar algo de importantíssimo e acabar com a surpresa de quem ainda não viu.
Meu namorado pensou que o filme era água com açúcar, a história melosa do menino pobre caindo de amores pela menina rica e escolheu esse filme só para me agradar. Também ele saiu boquiaberto do cinema. Não sei se a expectativa que havíamos criado em relação ao filme está me fazendo exagerar nesta descrição. O fato é que para mim, realmente foi incrível. O filme prende a atenção do início ao fim. E quando você pensa que já sabe todas as respostas, que já entendeu o filme inteiro e sabe até como vai terminar, vem outra surpresa e te prende mais ainda, grudado na cadeira do cinema, até o último minuto. Sim, ele tem algumas semelhanças, claro, com os filmes que já citei. Mas talvez por ser um filme inicialmente apenas de amor é que as denúncias, o abismo social, a violência e a raiva contra tantas injustiças são tão claras, pujantes e comoventes.
Desde o começo do filme, o espectador já participa da vida de Dé. Sofre com ele, ri junto, se emociona e, principalmente, torce. Torce pelo menino pobre que se apaixona inocentemente pela menina rica. Torce pela felicidade dos dois, pela paz no morro, torce pela justiça. Porque no fim das contas, “Era uma vez...” não é só um filme, mas uma reportagem, uma grande reportagem, sobre o tráfico, a corrupção e tantos inocentes presos e condenados, seja pela “justiça” ou pela hipocrisia da sociedade.
Uma grande reportagem sobre os que são jogados no mundo do crime, os que se atiram nesse meio (será que dá no mesmo? Escolha ou sobrevivência? Isso já é outra reflexão...), enfim, um flash da realidade nua, vivenciada por tantas pessoas e que tantos outros simplesmente fecham as cortinas da sala ou as portas da área de serviço para não ver.

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Thiago Paulino
 

É um bom filme.. mas achei o final meio forçado.

Thiago Paulino · Aracaju, SE 15/9/2008 21:21
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