O ESTRESSE
“O estresse pode ter sua origem no deslocamento pessoal.†André L. Peixinho
A informação de que tudo e todos estão intimamente interligado já é de domÃnio público. Existe uma estreita relação entre todas as coisas e fatos que acontecem em nosso globo, em nosso universo (UBALDI, 1988, p. 35) (CAPRA, 1996). Quando tudo está em seu devido lugar as coisas podem ter uma possibilidade de rendimento máximo, não importando o que sejam. Este é um princÃpio de ordem cósmica.
A criatura humana também segue um princÃpio similar. Cada ser humano é um ser singular. A soma das singularidades forma, monta, ordena, e dinamiza a complexidade inerente a cada grupo ou cultura sociais. Quando um homem cuja intuição interior (BATA, 1995) aponta uma área de atuação, este deveria buscar este “convite†energético, transformando-o em seu objetivo de vida.
Porém, se esta atividade ainda carregar preconceitos ou discriminações, o indivÃduo busca realizar imediata mudança nos planos pessoais, e escolhe um outro caminho . Em resumo, ele julga que os conceitos estereotipados do mundo capitalista são mais importantes e valiosos que sua voz interior. Abafa todo o potencial que jaz latente na alma, trocando o sucesso eminente de alguém conectado com o Eu divino (BATA, 1995) para ser apenas um a mais, na esvaziada tarefa de repetição, obediência à monótona ordem social. Como esta ordem está diretamente ligada aos fatores sócio-econômicos, como suas nascentes, a criatura torna-se um instável repetidor.
Todo esse processo desencadeia uma série de desequilÃbrios pessoais internos inconscientes, na maioria dos casos. Como este ocorre no nÃvel de inconsciência da consciência, a procura por solução parece adiar-se indefinidamente. Esta crise interior, fruto da crescente insatisfação pessoal, avança. Neste avançar do desequilÃbrio, nascem os campos facilitadores das doenças (POWELL, 1997, p. 104), uma vez que estas são decorrências diretas da psique desequilibrada (ANDREA, 1992, p. 21).
Por mais que se esforce pelos caminhos compensatórios oferecidos na sociedade moderna, ele não consegue aplacar a sede de paz (UBALDI, 1985, p. 28).
Caso optasse por perseguir o caminho que a voz interior indicou, é provável que conseguisse superar os naturais obstáculos da convivência humana, de outra maneira. O Universo conspira, como falam os sábios. Quando nos colocamos no devido lugar, desenvolvendo a função que nos cabe, tudo parece concorrer para o sucesso pessoal daquele que descobriu seu lugar. O que pode ser observado em algumas pessoas que parecem ter escutado a sua voz interior, e seguindo-a, marcaram suas épocas, em suas áreas ou tarefas de atuação.
Quanto aos outros, que permanecem deslocados, apenas se debatem no local, no ambiente sem encontrarem uma saÃda, (UBALDI, 1988).
O importante na vida é descobrir-se (BATA, 1998, p. 17), para em seguida, descobrir o “seu lugarâ€, o seu endereço cósmico, o seu local de crescimento, de aprimoramento. Neste local as potencialidades manifestam-se com naturalidade. Quando conseguimos fazer funcionar o nosso Eu divino, desaparece o estresse. Embora não seja tarefa simples, exigindo esforço, paciência, dedicação e reflexão pessoal, é extremamente prazerosa de realizar: a conquista deste desconhecido, que somos nós mesmos.
Washington Bacelar, Curitiba, outubro de 1999.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÃFICAS
ANDREA, Jorge. Perispirito ou psicossoma. In: ____. Correlações espÃrito-matéria. Rio de Janeiro : LORENZ, 1992.
BATÀ, Angela Maria L.S. Intuição. In: _____. Guia para o conhecimento de si mesmo. 13. ed. São Paulo : Pensamento, 1995.
_____. O Eu espiritual ou alma. In: _____. Guia para o conhecimento de si mesmo. 13. ed. São Paulo : Pensamento, 1995.
CAPRA, Fritjof. Teorias sistêmicas. In: _____. A teia da vida. 3. ed. São Paulo : Cultrix, 1996.
FRANCO, Divaldo Pereira. Êxito e fracasso. In: _____. O ser consciente. 5. ed. Salvador : LEAL, 1996.
POWELL, Arthur. As curas. In: _____. O duplo etérico. São Paulo : Pensamento, 1997.
UBALDI, Pietro. Aspectos estático, dinâmico e mecânico do Universo. In: _____. A grande sÃntese. 16. ed. São Paulo : FUNDAPU, 1988.
_____. A lei do retorno. In: _____. Pensamentos. 2. ed. Campos (RJ) : FUNDAPU, 1985.
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