GUERRAS E COPAS
(Autor: Antonio Brás Constante)
Entre as finais de uma copa possÃveis de acontecer, poderÃamos assistir ao jogo de Alemanha X Inglaterra. Seria uma verdadeira briga (dentro e fora dos estádios). Os dois times se matando em campo, enquanto seus torcedores torceriam entre outras coisas o pescoço dos torcedores adversários. A partida provavelmente terminaria empatada, em botinada, em cadeiradas, com direito a chutes e pontapés de ambas as torcidas.
Um outro final complicadÃssimo (e perigosÃssimo), caso acontecesse em alguma outra copa, seria Estados Unidos X Iraque. Os bandeirinhas teriam de utilizar bandeirinhas brancas, clamando pela paz no jogo. O campo seria um campo minado, e a grama seria trocada por pedras e areia, preparando o estádio como se fosse um deserto, para melhor ambientar os adversários.
O juiz seria trocado por um sacerdote, que no lugar de cartões distribuiria a extrema-unção para os penalizados. Aliás, os cartões seriam substituÃdos por cartas-bombas.
Neste jogo os americanos seriam marcados...Para morrer, e teriam de correr o tempo inteiro, pois no corpo-a-corpo os iraquianos aproveitariam para dar-lhes um abraço apertado, apertando junto o botão do detonador que explodiria os explosivos presos em seus corpos.
Para piorar a partida, os jogadores do EUA, mesmo com toda sua tecnologia e treinamento em campo, não conseguiriam encontrar o seu alvo (a goleira do adversário), chutando bombas contra caravanas de crianças, grupos de freiras, mulheres e velhinhos indefesos, muitas vezes acertando o departamento de enfermagem do estádio por ser parecido com um hospital. Os carrinhos em campo dariam lugar aos helicópteros e tanques.
As faltas seriam batidas diretamente nos jogadores do outro time, que apanhariam até serem abatidos ou confessarem onde está escondido o seu lÃder. Seria um jogo com vários lances de efeito (moral), e arremessos laterais de granadas, mÃsseis e morteiros.
Felizmente esses dois times jogam tão mal que dificilmente veremos este tipo de confronto em uma final de copa do mundo. Porém, no jogo do mundo real e mortal disputado entre esses loucos e fanáticos, nós que somos a platéia, podemos apenas rezar e torcer para que um dia esta partida acabe, e possa enfim ser erguido o troféu da paz.
(SITES: www.abrasc.pop.com.br e www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)
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Oi, Antonio. A idéia do texto é legal, mas me parece que seria mais interessante se você falasse mais diretamente do Brasil, explorando as nossas simpatias e antipatias pelas seleções mundo afora. Do jeito que está acho que foge um pouco da proposta de tratar da cultura brasileira, no Overmundo.
Viktor Chagas · Rio de Janeiro, RJ 4/7/2006 12:02
Olá meus jovens e jovas. Vejam meus outros textos na sala de votação e divirtam-se se puderem (se nao puderem , então chorem, se descabelem, pulem amarelinha ou simplesmente assobiem uma bela canção). Grande abraço.
ABC
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