Inclusão sambista em Porto Velho

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Adriel Diniz · Porto Velho, RO
26/5/2006 · 112 · 0
 

Inclusão do Samba. Nenhum nome seria mais propício para este projeto da Federação de Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas de Porto Velho (Fesec). ?A maioria das agremiações está na área central da cidade?, justifica Sílvio Santos, presidente da Fesec.

A proposta é simples: todos os sábados os bambas reúnem tamborins, cavaquinhos, mulatas e alegria e vão para um bairro diferente da cidade. A idéia surgiu da necessidade de mostrar o trabalho das escolas de samba para as comunidades que não têm representantes no carnaval da capital.

?A cada evento, uma escola se responsabiliza pela animação e nós aproveitamos para fazer a seletiva da Rainha do Carnaval 2006?, explica Silvio Santos. A intenção da Fesec é que este ano as candidatas representem os mais diferentes bairros da cidade.

As quatro primeiras edições do Inclusão aconteceram nas zonas leste e sul, quando pela primeira vez muitos moradores da periferia viram de perto uma escola de samba. A Fesec, através desse projeto, quer estimular uma maior participação no carnaval, dando oportunidade para que as pessoas conheçam as escolas e até vistam fantasias e coloquem a agremiação no coração e o samba na ponta da língua e do pé.

Hoje, a festa é na praça do bairro Nova Floresta, zona sul da capital, com animação da Acadêmicos do Armário Grande e direito a mestre-sala, porta bandeira e pré-show do grupo Sabor do Samba. Sempre a partir das 20h. O Inclusão do samba tem o apoio da Kaiser e patrocínio da Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e Fundação Cultural Iaripuna.

PS: Carnaval 2006 com todo gás

Em 2005 não houve desfile das escolas de samba em Porto Velho, mas este ano o carnaval tem tudo para ser o melhor e mais organizado já visto por aqui. Para começar, a Fesec reuniu as agremiações e decidiu se organizar literalmente. Todo esse esforço deu resultados. A Prefeitura da Capital, através da Fundação Cultural Iaripuna, doou R$ 100 mil à Federação para que fossem investidos em alegorias e fantasias, além de trazer dois artistas plásticos, um do Rio de Janeiro e outro de Parintins, para ensinar aos carnavalescos daqui novas técnicas para a confecção de adereços e carros alegóricos. A mesma quantia dada pela Prefeitura já foi prometida pelo Governo do Estado.

?A responsabilidade agora é nossa?, admite Santos. O carnavalesco revelou que nunca as escolas de samba tiveram tantos recursos para ir pra avenida. Cada uma deve gastar R$ 35 mil, quantia quatro vezes maior do que o recorde anterior, que era de R$ 8 mil. Em 2006, sete escolas vão para a passarela do samba, que será na avenida Jorge Teixeira. Pelo grupo de acesso, Unidos da Rádio Farol, Rosas de Ouro e Gaviões do Guaporé. No grupo especial buscam o título Acadêmicos do São João Batista, Diplomatas do Samba, Império do Samba e Acadêmicos do Armário Grande. O desfile começa às 19h do dia 27 de fevereiro, segunda-feira de carnaval. Na terça-feira, as duas campeãs voltam à avenida.

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