Por Max Reinert - NossaVia
Diz um amigo meu que eu “não gosto de música normalâ€! Nunca entendi direito o que ele quis dizer com isso, mas tenho um palpite de que afirmação tenha a ver com minha pouca familiaridade com a música pop. Obviamente que música é uma questão de gosto pessoal… e depois de muitos carnavais, a mesmice da música pop não consegue mais me chamar muito a atenção.
Digamos que um ou dois hits por ano conseguem se enfiar na minha cabeça. Não pensem que é exibicionismo para parecer cult (nem tenho paciência para isso), é que simplesmente não tenho paciência para ouvir música pop ou eletrônica fora da balada. Felicidade excessiva me cansa um pouco.
Assim que, para o dia-a-dia, prefiro sonoridades mais instigantes. E foi seguindo uma indicação no blog do Zeca Camargo (sim, aquele do Fantástico, quem diria! - e ele também fez este post aqui indicando alguns discos super interessantes) que comecei a escutar Juana Molina.
Segundo o site oficial da cantora argentina, ela começou como atriz em programas de humor em 1988. Em 1996 lançou seu primero CD solo chamado “Rara“. Morou um tempo em Los Angeles e voltou para Argentina para lançar seu segundo trabalho: Segundo. No final de 2002 lançou “Tres Cosas“, em 2006 “Son†e recentemente, no finalzinho de 2008, Un dia.
Definir a musicalidade dessa mulher não é das tarefas mais fáceis. Em alguns momentos seus experimentalismos me lembram Meredith Monk e John Cage. Em outros momentos sua voz muito latinoamericana me lembra alguns lamentos de quem nem sei dizer o nome.
Se você gosta de experimentar novas musicalidades, seja bem vindo ao grupo! Aventure-se.
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