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A história do Overmundo na memória de seus colaboradores
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Menina Infinito!
Fernando Mafra · São Paulo (SP) · 13/8/2008 03:44 · 166 votos · 1 comentários ·  
 
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overponto
Fábio Lyra

Os saudosos leitores da revista Mosh devem se lembrar daquela personagem gordinha e moderninha que figurava por suas páginas. Quem nunca leu agora tem uma boa oportunidade para conhecê-la. Mônica é a Menina Infinito, uma garota tipicamente urbana que toca sua vida cercada do universo pop, no álbum recém lançado de Fábio Lyra.

Há alguns anos os quadrinhos brasileiros têm vivido um período interessante. Álbuns de diversos estilos e de boa qualidade saindo e encontrando espaço até em grandes livrarias. Não pesquisei o suficiente para saber se é o caso de Menina Infinito, mas encontrá-lo para comprar não deve ser difícil.

Claramente influenciado por artistas norte-americanos como Daniel Clowes e Terry Moore, Menina Infinito tem mais pé no chão, o que indica a influência do inglês Nick Hornby. Aliás, Hornby dá o tom básico do que se esperar de Menina Infinito, se você gostou de Alta Fidelidade, não há como dispensar esse quadrinho.

Mônica é uma garota moderninha, no estilo pós-punk anti-hippie e anti-emo como tantas que permeiam as grandes cidades do Brasil e do Mundo. Ela tenta segurar um emprego por tempo suficiente para saciar seus desejos de consumo de cultura pop enquanto troca confidências e se diverte com seus amigos. Fã de Amélie, ela não declara, mas se comporta como aqueles que acreditam no mantra “você é o que você gosta”.

Não há nada de fantástico em sua vida, nem de recriminável. Mônica e seus amigos não são perfeitos, mas também não são excessivos, embora Mônica saiba do que gosta e do que quer, não sabe bem o que ser. Um retrato sem julgamentos dos jovens adultos atuais, ela pode ser tanto uma filhinha de papai de 17 anos, como uma batalhadora de 25.

O quadrinho em si é executado muito bem, apesar de um pequeno erro de continuidade que percebi, existe bastante atenção à detalhes, inserindo referências pop à rodo sempre que possível. Não há pressa em contar a história ou textos em excesso (um problema em quadrinhos desse tipo).

O grande mérito de Menina Infinito é mostrar que existe diversidade nos quadrinhos brasileiros, algo além da profusão de clones de mangá ou poesias visuais auto-indulgentes. Algo de semelhante ao trabalho dos gêmos Fabio Moon e Gabriel Bá.

Mas há um perigo aqui. Fábio Lyra pode tomar diversos caminhos a partir desse ponto. Seria interessante vê-lo trabalhar outros universos, mesmo que com a mesma personagem. Caso haja continuação para o universo de Mônica, seria bom ver a personagem evoluir ou lidar com outras questões além dos meninos da vez ou em que apartamento morar. E obviamente Lyra é capaz disso, como demonstrou sua participação no álbum “Irmãos Grimm em Quadrinhos”, basta explorar a capacidade.

Veja mais sobre Menina Infinito no site oficial (há um preview em PDF para baixar)

OBS: Sei que já saiu uma crítica aqui no Overmundo. Mas resolvi dar meu pitaco mesmo assim.

tags: São Paulo SP literatura quadrinhos mosh revista graphic-novel revista-mosh


 
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Interessante, queria ter podido conhecer em tempo...
marcosbnpinto · Porto Alegre (RS) · 11/3/2009 13:26 
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