NADA MAIS ME ESPANTA
Zélia Maria Freire (zelia62@hotmail.com)
Sou o que se pode chamar de uma escrevinhadora de fôlego curto, contudo, gostaria de hoje dar o ar de minha graça abordando um tema profundo. Mas qual nada, cadê o fluir? Os temas comuns se repetem, as perguntas se perpetuam, as inquietações idem.
Falarei, pois, sobre o quê... Dos males do mundo; das experiências das células-tronco direcionadas para a cura dos tetraplégicos e demais doenças tidas como incuráveis?
Dos males espalhados pelo mundo não sei se a culpa cabe a Zeus ou a Epimeteu. Zeus porque presenteou Pandora, mulher de todas as graças e talentos com a famosa caixa que se tornou conhecida como a “Caixa de Pandoraâ€, onde estavam guardados todos os males. Epimeteu marido de Pandora, porque abriu a caixa. Caixa aberta, miséria solta a campear mundo afora. Se bem que Zeus tinha lá os seus propósitos, sabia o que estava fazendo: deixou no fundo da caixa a esperança e dela vivemos até hoje.
Quanto à s células-tronco, do resultado positivo das experiências não sei dizer nada não, mas sei uma historinha que li e passo à frente, sem a devida permissão da escritora Lya Luft, que contou em seu livro “O Rio do Meioâ€: um tropeiro idoso no interior quando lhe contaram, em volta do fogo, que o homem chegara à Lua, onde muitos protestaram que era impossÃvel, era coisa de gringos, tudo truque de televisão, ele baforando seu cigarro de palha contemplou a chama, refletiu um pouco e disse: Eu, depois que inventaram a máquina de debulhar milho, não me admiro de mais nada.
Com saudade do cigarro, que não era de palha e que larguei faz tempo, contemplando coisa nenhuma, refletindo sobre a mesmice da vida, o mesmo estado de coisas, a mesma pasmaceira, só me resta dizer feito o velho tropeiro: nada mais me espanta.
Zélia, como seu texto se enquadra mais como uma reflexão, aliás, muito bacana, o melhor lugar pra ela seria o "Banco de Cultura", um espaço dedicado a esse tipo de publicação.
Um abraço e continue colaborando, mesmo que o 'fôlego seja curto'... té mais.
Ô Felipe, você tem sido muito gentil comigo, é muito bom saber que alguém que a gente nem conhece aprova o que tentamos escrever. Quanto a colocar os textos no "Banco de Cultura", vou confessar uma coisa pra você: ainda não domino bem a máquina (mas estou chegando lá), tentei entrar por lá, mas não acertei. Quem sabe da próxima, né não? Um abraço amigo e obrigada, mais uma vez. Zélia. PS: Tenho um blog , que é este: zeliafreire.blogspot.com - onde publico os meus textos. Quando tiver alguma coisa sua por aqui, me avise para que eu possa ler.
Zélia Maria Freire · Natal, RN 7/8/2007 09:49Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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