O BRASIL E A MÚSICA NO FÓRUM DA REVISTA CULT

Montagem - Lailton Araújo
Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga e Pixinguinha...
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LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP
31/5/2007 · 18 · 1
 


A PRODUÇÃO DA MÚSICA BRASILEIRA É HOMOGÊNEA?

TEXTO VENCEDOR DO FÓRUM - REVISTA CULT

Agosto - 2006

Partindo do princípio que o Brasil é um país com as diversas faces culturais dos povos que aqui chegaram (alguns forçados; outros - exilados; e uma minoria em busca de fortuna), e colocando em questão a homogeneidade da música brasileira em análise, dispomos de três pilares básicos que sustentam a musicalidade tupiniquim: Luiz Gonzaga - com a cara pernambucana, pele cabocla, harmonias árabes e o canto da “Asa Branca”; Dorival Caymmi - que tem a negritude baiana do recôncavo, influências lusitanas e as cantigas “É Doce Morrer no Mar”, “Promessa de Pescador” e outras obras primas; por último, o genial Pixinguinha - neto direto da Mãe África, músico, compositor, arranjador e cidadão maior do planeta (também chamado por “Pizindim”). Estes “mestres” foram responsáveis pela quebra dos preconceitos musicais e raciais, no meio daqueles, que rotulam a produção musical brasileira como algo de elite. Algumas minorias, ainda cometem o erro de apropriação ilícita, daquilo que conhecemos popularmente como “MPB - Música Popular Brasileira”. As citadas minorias acham que a “MPB” é única e, portanto: homogênea e de poucos.

A globalização com as suas armadilhas e informações democráticas na era da internet, mostra que o segredo da “produção musical brasileira” - de qualidade indiscutível, não deve ser confundida com as aparências “homogêneas ou heterogêneas”. Cada pedaço do solo brasileiro foi há muito e é hoje, a moradia dos povos nômades (milenares ou contemporâneos), responsáveis por toda a beleza melódica, harmônica, rítmica e poética dos sons “multirraciais” e “multiculturais”, que diferenciam a nação “Brasil”, das outras tão iguais nos cantos dos pássaros, barulho do vento, espiritualidade dos terreiros e templos e democracia quase completa na criação artística.

Os artistas brasileiros (colocando em pauta, os que trabalham a expressão artística musical) sabem qual é a diferença entre criação, plágio e repetição. O Brasil sempre produziu e produzirá inovações na área da música, e seus filhos e filhas, beberam, bebem e beberão na fonte da universalidade (uma utopia - vale a pena sonhar!). A linguagem musical será a futura forma de comunicação entre os seres humanos, e quem sabe: os brasileiros serão os professores!

SITES:

http://lailtonaraujo.blig.ig.com.br/
http://lailtonaraujo.blog.terra.com.br
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/lailtonaraujo
http://revistacult.uol.com.br/website/forumEspecial.asp?nwsCode=056F8B0F-A897-4FB6-84B5-78B9F6D3FF64

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Andre Pessego
 

Lailton, como (ia dizendo que naõ sou musico) sou analfabeto em teoria musical e como sou cativo de Gonzaga, lhe parabenizo e voto, voto pelo esforço. E voto pelo otimismo... um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 31/5/2007 21:48
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