Lembro que quando eu tinha uns 16 , 17 anos de idade, o grande barato era tentar ser e parecer inteligente, ou pelo menos buscar isso de forma honesta e possivel.
Eu e os caras da minha idade queriamos ser reconhecidos por termos " algo na cabeça", e por nao sermos tao futeis, mesquinhos e limitados.
Era um prazer muito grande ouvir a poesia forte do Renato Russo,a visceral verve do Cazuza e entrar nos livros de Carlos Drummond, Fernando Pessoa ,Cecilia Meirelles e mais uma leva de nomes significativos em nossas vidas.
Queriamos descobrir muitos porques, muitos motivos, muitas estradas. É obvio que muito disso ficou pelo caminho da vida e a mente se transformou como devia de ser.
Quando olho hoje o que nos cerca na adolescencia e juventude brasileira, confesso que um ar de perplexidade me toma o tempo de tentar entender: Todo mundo querendo ter o cabelo mais bonito, a roupa mais cara, o corpo mais definido e o tuntz tuntz mais alto no carro. ( carro?)
A grande tristeza verdade que enxergo funebre é a deteriorizaçao plena de qualquer possibilidade maior de pensamento,questionamento ou qualquer lucidez. O que se ve é uma festa louca geral onde ninguem consegue definir onde fica o pé e muito menos a cabeça.
Talvez seja esta sim a verdadeira felicidade, essa mesmo que cega e faz viver ate que um dia simsplesmente a luz se apague e o silencio reine absoluto.
Pobre de mim e dos meus poucos amigos que pensam um minimo e teem que conviver com seus fantasmas diarios, seus assombros e seus medos alcoolatras, medos que bebem demais e justo na nossa hora de liberdade vem chorar nos nossos ombros ( cabeça).
Ninguem tem ideia do quanto me preocupa a pessima qualidade dos escritores futuros, que falaram da vida alheia numa pobreza mental de dar pena, dos medicos futuros que assistiram programas de auditorio a tarde bebados, das secretarias futuras que dançaram impunes a ultima moda televisiva e dormira0 tranquilas como se nada estivesse acontecendo bem diante seus olhos perdidos.
" Pena eu nao ser burro, assim nao sofria tanto " Raul Seixas
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