O LADO BOM TAMBÉM EXISTE
Sérgio Augusto Silveira *
sergioaugusto_s@yahoo.com.br
Chegou o momento de os brasileiros levarem em conta que, neste PaÃs, também existe o lado bom das instituições. É pouca coisa, mas existe. Quem vem prestando atenção a esse lado bom e se manifestando com orgulho é o ex-governador e deputado federal Roberto Magalhães. Exemplo de figura ética e até sisuda, avesso a estrelismos e cuidadoso na hora de criticar,
Magalhães apontou para o Supremo Tribunal Federal e disse:
“Este Tribunal vive o seu melhor momento. Acredito que, pela primeira vez, se tem julgamento de grande repercussão nacional com absoluta transparência. os brasileiros vivem um momento de orgulho e de esperança".
Estas palavras do deputado, ditas ao colunista polÃtico do JC, Inaldo Sampaio, revelam, em outros termos, que, na prática, está cabendo, não ao Congresso Nacional, mas ao poder Judiciário deste PaÃs a tarefa de revelar que ainda existe instituição capaz de afastar o fantasma da destruição da democracia. Está cabendo ao Supremo avisar aos aventureiros de plantão que o estado de direito democrático ainda tem meios de se autocriticar e utilizar suas próprias ferramentas para limpar a sujeira.
No caso, essa meleca com que parlamentares e empresários sujaram o Congresso Nacional e setores do Executivo com o pagamento de propina a parlamentares de partidos aliados para garantir apoio ao Governo nas votações em plenário. Sem pejo nenhum, apenas dizendo o que cabe, os ministros do STF classificaram os autores – num total de 40 - como integrantes de uma “organização criminosa†e os acusou.
Não é exagero do deputado Roberto Magalhães quando diz que este momento é histórico para os brasileiros. Indo além, podemos acrescentar que esse instante nacional deve se transformar no passo inicial de uma nova fase, na qual passa a imperar uma consciência mais aguda do que sejam justiça, valores cidadãos, missão de cada poder e, enfim, do que sejam direito e democracia.
Esse julgamento e essa decisão, soberanos, do Supremo Tribunal Federal revelaram, também, ser simplória e fora da realidade a avaliação feita pelos quadrilheiros, pela qual a representação polÃtica brasileira não passa de um instrumento da burguesia, que seria composto somente por sujeitos dispostos a se vender e trair o povo eleitor.
Embora exista a banda podre, e todo mundo sabe disso, os corruptores agentes do Executivo exageraram nessa avaliação, generalizaram, desprezaram o congresso Nacional e deram com os burros n`água. Até assim este PaÃs chamado Brasil revela-se surpreendente, inesperado, perigoso para os malas engravatados.
* jornalista no Recife
É coerente a argumentação de Sérgio Augusto em seu artigo. Nós, brasileiros, gostamos muito de reputar como 'farinha do mesmo saco' todos aqueles que nos representam. Esquecemo-nos que sempre haverá no universo polÃtico, como em qualquer outro lugar, cidadãos de bem e mau elementos. Devemos,portanto, ter equilÃbrio em nossos julgamentos. Pois, afinal de contas nós não somos JuÃzes para julgar quem quer que seja.Não está em nossa alçada ou competência fazê-lo. Que os nossos magistrados o façam com isenção e equidade.
geovanisantos · Cabo Frio, RJ 30/8/2007 14:54Olá, Sérgio. Já tiveste acesso ao Participe do site? Imagino que devas lê-lo. Assim, descobres qual a linha editorial do Overmundo e podes colaborar com o crescimento e a multiplicação cultural no site.
Labes, Marcelo · Blumenau, SC 30/8/2007 16:13Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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