OS MEANDROS DA MEMÓRIA

GEORGIANA DE SÃ
Um estilo de vida ativo pode ajudar na manutenção da boa memória
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llamar al pan · Belo Horizonte, MG
28/2/2008 · 46 · 1
 

Georgiana de Sá
A neuropsicóloga Otília Rosângela Souza, 45, ministra palestras e diz que certos exercícios podem melhorar a capacidade de memorização. A psicóloga fez pós-graduação em geriatria, gerontologia, neuropsicologia, mestrado em criatividade na Espanha e escreveu o livro “Longevidade com criatividade: arteterapia com idososâ€.

Otília indica a arteterapia como método expressivo e artístico que serve para conservar a memória aguçada. Segundo ela, a pessoa que desenvolve lazer ou trabalho criativo está incentivando funções cognitivas básicas, como atenção e percepção. “A arteterapia é um processo terapêutico capaz de estimular sentidos através da construção de recursos criativos. É uma possibilidade de sair da rotina e exercitar a criatividade. Criar coloca o cérebro em ativo funcionamento e quando a pessoa está criando várias áreas do cérebro estão trabalhando ao mesmo tempoâ€.

A profissional explica o cérebro funciona como uma esponja que absorve o que aprendeu e a memória é toda recordação e resgate do que foi assimilado. De acordo com ela, existem variados tipos de memória, como a imediata, que armazena dados, nomes ou números de telefone, que serão usados imediatamente e, após um tempo, esquecidos por completo, e a retrógrada, que possibilita a retomada de acontecimentos passados e informações já arquivadas. “Cada um tem sua história, suas habilidades específicas.

Existem aqueles que são intuitivos, com facilidades de sensação intuitiva e os detalhistas. A pessoa que tem o lado direito mais ativo, geralmente é artística e criativa, já aquela que usa mais o hemisfério esquerdo do cérebro tende a ser detalhista e racional, com facilidade para colocar em prática o que foi idealizado. Mas isso não quer dizer que qualquer um não possui capacidade de desenvolver outras áreas do cérebro.â€

Para a especialista, cultivar hábitos saudáveis e buscar meios de relaxamento da rotina diária melhorar a eficácia da memória. “Não existem medicamentos que evitem que certas pessoas tenham a doença de Alzheimer, por exemplo, mas no decorrer da vida é possível manter comportamentos preventivosâ€, explica. Para ela, a meditação é uma dessas práticas preventivas, que pode aprimorar o raciocínio. “O abuso de álcool e tabaco, a falta de sono e alimentação inadequada abalam a capacidade de concentração. Os exercícios físicos servem para aumentar a oxigenação e ativar a circulação sangüínea no cérebroâ€, acrescenta.

Conforme a neuropsicóloga, são várias as causas das deficiências na memória. Ela garante que doenças como o hipotireoidismo, a deficiência da vitamina B, a depressão e o stress são causas que, se tratando, a pessoa se recupera. Já para os casos de doenças como o mal de Alzheimer e de Parkinson, ou acidentes cerebrais vasculares, isquemias e derrames, a especialista aconselha tratamentos específicos como meio para se obter bons resultados. “Temos casos de pacientes que já se submetem a quatro anos de tratamentos, com constantes estimulações de áreas cognitivas do cérebro e o quadro da doença ainda não evoluiuâ€.

Entre suas dicas, Otília enfatiza que alimentar pensamentos positivos, se manter informado sobre o que acontece no mundo, enfrentar desafios como o de aprender novas línguas e estudar informática podem fazer com que as pessoas usem melhor suas capacidades cerebrais. “Aquela desculpa que eu estou velho demais para aprender não é justificativa. É claro que a criança tem mais facilidade de assimilação, mas é possível ao ser humano envelhecer e continuar ativo. Oscar Niemeyer é um bom exemploâ€, opina.

De acordo com a profissional, a pessoa deve procurar um especialista quando sentir que realmente possui um problema de memória. “Esquecer todo mundo esquecer, mas quando as falhas de memória estão atrapalhando o dia-a-dia é necessário procurar ajuda especializada. É importante também que os pais estejam atentos ao desempenho escolar de seus filhos. A criança pode estar com dificuldades de aprendizagem por motivo de hiperatividade, pensando muita coisa ao mesmo tempo e com dificuldade de focar. Nestes casos, deve-se procurar ajuda profissional para diagnóstico e tratamento indicadosâ€, orienta ela.

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Andre Pessego
 

Ilamar,
desabilitado para dizer um ai. Estou arquivando, valendo-me da capacidade tua de resumir explicando, pra reler.
um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 1/3/2008 18:51
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