A busca pela comunicação caminha com o homem desde os primórdios de sua existência. Ainda que de forma bastante limitada – linguagem não verbal no perÃodo NeolÃtico – a comunicação já se instituÃa como algo de suma importância para a humanidade, pois através dela circulava a informação.
Com a aquisição da fala pelo Homo-Sapiens, e posteriormente com a sistematização de um alfabeto, a comunicação se fortaleceu e consequentemente, a informação ganhou novas formas de circular e ser difundida. A produção cotidiana de conhecimento, os relatos orais e a invenção dos tipos móveis possibilitaram o surgimento de uma profissão que se encarregasse do ofÃcio de informar a sociedade: o jornalismo. Houve, portanto, uma impulsão na imprensa periódica e uma consolidação da figura do jornalista.
Entretanto, o jornalismo não se limitou a apenas relatar e divulgar os fatos, que são considerados de interesse público. Tornou-se, na verdade, um universo muito mais complexo e carregado de subjetividades, no qual a informação passou a ser sinônimo de conhecimento e poder. Paralelamente a isso e impulsionado pelo impacto da mÃdia sobre os indivÃduos, muitas correntes teóricas surgiram e se prestaram a estudar o jornalismo, a exemplo da Escola de Frankfurt, com o fenômeno da Indústria Cultural, fazendo referência aos grandes meios de comunicação. Nessa corrente se desenvolveu uma visão pessimista a respeito do impacto causado pela mÃdia sobre a população, uma vez que segundo Adorno e Horkheimer, informar se tornou uma complexa indústria a favor de interesses econômicos, polÃticos e sociais de grupos restritos, fortalecendo um sistema de dependência cada vez maior do público para com os meios de comunicação.
Todavia, os estudos não se restringiram aos conteúdos referentes aos impactos ocasionados pela mÃdia sobre a massa, mas se estenderam também aos processos de produção das mensagens jornalÃsticas e as questões, as quais os jornalistas são expostos ao produzi-las. Teorias como a do Gatekeeper, Teoria Organizacional, Teoria Instrumentista, entre outras, buscaram entender porque as notÃcias são como são e sistematizar o jornalismo como um campo especÃfico do conhecimento. Contudo, ainda há divergências a respeito dessa sistematização, pois para alguns teóricos ainda não se tem conhecimento suficiente para tal.
Destarte, o mais correto a fazer é um contÃnuo estudo, a fim de se reunir informações que coloquem o jornalismo ao nÃvel de ciência e acabem as especulações. Além disso, se faz mais do que necessário o estudo, pesquisas e discussões no campo jornalÃstico, pelo fato de que ele pode ser melhor conduzido e aplicado numa sociedade cada vez maior e mais complexa.
Enquanto isso, acredito que os jornalistas precisão refletir mais sobre o papel que desempenham na sociedade, até porque o jornalismo é uma das profissões mais criticadas da atualidade, por conta, principalmente, dos conflitos de interesses, onde forças e objetivos alheios se sobrepõem ao direito imprescindÃvel de informar. Mais do apenas formular teorias a respeito desse campo, os profissionais envovidos nos proscessos de produção das notÃcias precisam dar mais ênfase a transparência e a credibilidade da profissão, pois como diz Eugênio Bucci, no seu livro Sobre Ética e Imprensa, um equÃvoco muito grande é cometido, inclusive por jornalistas, ao se pensar que a publicidade ou qualquer outro interesse seja o mais importante para se manter um jornal, quando na verdade o que tem se configurado como a força de um veÃculo de comunicação é a credibilidade e a relação de confiança que este desenvolve com o seu público.
Muito importante essa matéria para nossa análise. Nesses tempos de explosão "blogal", em que todos emitem seu parecer sobre os fatos e acontecimentos hodiernos, muito mais importante nota-se o papel desse profissional. É bom lembrar que para atuar como jornalista, o profissional passou por várias etapas de formação, tendo como base, além dos estudos e capacitação técnica, a formação de uma conduta ética e comportamental. Nesse caos, mais atento ao olhar do leitor, o jornalista sabe o que pode ou não dizer, julga, por isso, o uso de cada palavra, foge das ambiguidades (sem o trema), e respeita diversos critérios antes de emitir uma mensagem ao receptor dela.
Eis um trabalho importante pela difusão que faz da importância deste grande trabalhador na nossa cultura.
Tenho dito!
parabens e sucesso !!! 2.009 sem crise.
Andre Luiz Mazzaropi
O Filho do jeca
www.andreluizmazzaropi.com.br
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