Projetos de Responsabilidade social

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llamar al pan · Belo Horizonte, MG
29/10/2007 · 4 · 0
 

Em Belo Horizonte, o COEP - Comitê de Entidades no Combate a Fome e Pela Vida - atua no Aglomerado de vilas e favelas da Serra, onde vivem cerca de 50 mil pessoas. Em parceria com empresas que atuam no estado, o COEP promove cursos na ACES, Associação Cultural e Educativa da Serra. Segundo Ricardo Dinelli, Secretário Executivo do COEP/MG, os cursos são em benefícios da comunidade local. “Hoje temos que buscar lucro não só para a empresa, mas também para a sociedade. Isso é possível quando a empresa busca aumentar as possibilidades de saúde, emprego e educação para a comunidadeâ€, defende ele.

Um convênio com o Instituto Yara Tupynambá está capacitando trabalhadores para o ramo de corte e costura. Homens e mulheres do aglomerado aprendem a produzir bolsas com retalhos de tecidos para depois vendê-las. A dona de casa Lucinéia Ferreira freqüenta o curso e já aprendeu a costurar também pijamas para as filhas. “To super satisfeita. Era um sonho que tinha de aprender corte e costura. Encontrei uma forma de ajudar mais em casaâ€, diz.

José Theobaldo, do Instituto Yara Tupynambá, parceiro do COEP/MG, garante que o objetivo do projeto é aumentar a chances de desenvolvimento econômico e social das classes menos favorecidas. “O Instituto Yara Tupynambá já articulou a entrada dessas pessoas no mercado de trabalho.â€, informa ele sobre os objetivos do curso de corte e costura.

Outro curso que está fazendo sucesso entre a comunidade do aglomerado é o de culinária. Em conjunto com o Instituto Bioterra, 150 mulheres estão sendo capacitadas para o ramo da cozinha. Além de dicas para melhorar a alimentação familiar, as alunas aprendem a cozinhar pratos baratos e nutritivos. Segundo o representante do Instituto Bioterra, Celso Alves, quanto mais as pessoas se unirem, mais chances de alcançarem sucesso coletivo. “O Instituto Bioterra pretende continuar parceiro do COEP. Ao contrário de ficar cada um preso em seús próprios interesses, o homem precisa buscar o bem comum. É gratificante e lucrativo para a toda a sociedade. Este curso é mais um treinamento que visa a colocação de pessoas no mercado de trabalho.â€

Hildeberto Mariano, 31, trabalha como porteiro. Aproveitou suas horas de folga para freqüentar o curso de culinária. Além de dicas para substituir com louvor a carne por legumes saborosos, hoje é ele quem prepara em casa o pão de cada dia. “Eu aprendi a fazer o pão caseiro e agora raramente compro em padaria. A massa do pão cresce tanto que dá para repartir até para a vizinhançaâ€.

COMETÃRIO: A massa do pão que Hildeberto prepara com tanto amor cresce tanto que dá pra dividir com os vizinhos. A sociedade moderna, escrava do consumo, das aparências, das futilidades e do efêmero, precisa ter resgatado o sentimento de coletividade, de bem estar geral, de dignidade patriótica. É só colocar fermento... e agir com cidadania e respeito ao próximo. Não é preciso ir longe: no trânsito, na fila do banco ou do supermercado, no assento do ônibus...é possível a busca por uma consciência justa e crítica do mundo que nos cerca, com mansidão e solidariedade...

Por Georgiana de Sá - Estudante de jonralismo do 8.º período da Faculdade Estácio de Sá/BH

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