Raízes brasileiras do tango

divulgação
Os irmãos Alexandre e Marcelo, ao lado da mãe, Estela Caldi, formam o LiberTango
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Fernando Gasparini · Rio de Janeiro, RJ
17/1/2013 · 0 · 0
 

A rivalidade é só no futebol. Porque o tango e os ritmos argentinos e latinos estão na base da formação da música brasileira. Quem quiser conferir como esse encontro ocorreu a dica é o novo show do Grupo LiberTango, que este ano homenageia os 150 anos do genial compositor e pianista Ernesto Nazareth, na próxima sexta-feira, 25/01, às 20h , na Sala Baden Powell, Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360 (ingressos a R$ 20 inteira e R$ 10 a meia).

O grupo é formado por la mamma e pianista argentina radicada no Rio de Janeiro, Estela Caldi, e os brasileiríssimos filhos Alexandre Caldi (saxofones e flautas) e Marcelo Caldi (acordeom), ambos compositores e arranjadores de mão cheia, cujas obras revelam o sotaque tangueado do samba, choro, baião e xote, entre outros.

A obra de Ernesto Nazareth testemunha esse diálogo musical entre brasileiros e hermanos no final do século XIX e início do século XX. Das mais de 200 peças de sua autoria, a maioria, 88, são tangos, os chamados “tangos brasileiros”, que hoje são considerados subgênero do choro, semelhante ao maxixe e à polca.

Habanera

Conforme Alexandre Caldi, a palavra “tango” foi utilizada durante uma época para definir gêneros bem distintos na Argentina e no Brasil, mas a justificativa para se usar um mesmo termo está nas origens em comum. Um exemplo dessa raiz é a habanera, um ritmo cubano que influenciou tanto portenhos quanto cariocas e inspirou Nazareth a compor “Plangente”, que está no roteiro do show.

Outro destaque é o tango “9 de julho”, homenagem à data de independência da Argentina (tendo sido composta no ano do centenário do acontecimento, em 1916). “É evidente que Nazareth tinha fortes ligações musicais com nosso país vizinho. Ele inclusive esteve algumas vezes em Buenos Aires”, conta Marcelo Caldi. “O LiberTango vem resgatar o ‘tango brasileiro’ de Nazareth mostrando o seu paralelo com o tango argentino e como gênero-chave na afirmação da nossa música brasileira”, completa Alexandre.

O show também mostra sucessos que ficaram conhecidos na voz de Carlos Gardel nos anos 1920 e 1930, como “Volver” e “Por una cabeza”, além dos clássicos de Piazzolla, como as quatro estações portenhas, “Siempre se vuelve a Buenos Aires” e “Libertango”. O roteiro abre espaço ainda para as autorais “Estrela”, homenagem à mãe feita por Alexandre, e “Léo”, composta por Marcelo para o irmão.

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