Claro que é lindo, é bonito, é uma honra que Portugal tenha recebido um prémio Nobel da Literatura, porém, só que nem Portugal nem o Saramago ainda hoje entenderam a quê e a quem se destina o dito prémio.
D'acordo com a Fundação Nobel os prémios são atribuÃdos com o fim de dar a oportunidade e a conhecer novos talentos ao mundo e, até aqui tudo bem. Mas tal não contempla que por se receber o dito prémio - seja em que campo for - a pessoa seja reconhecida como um sábio: é para dar a conhecer e incentivar.
Só que com o tempo as palavras testamentais do descobridor da pólvora (Hahahahaaha) foram assumindo proporções a que nem a um chinês - os descobridores da pólvora - lembraria. O prémio Nobel vai permitir ao simples e coerente, grande escritor aliás, senhor Saramago receber o tÃtulo de Doutor Honoris Causa e ganhar outras causas, em que aliás até tinha muita razão. Também recebeu outros prémios que este paÃs à beira mar especado lhe ofertou, e com muita obrigação, pelo mau comportamento do governo português na altura.
O senhor Saramago até pode ter tido muita razão quando não admitiu em Oslo como em Estocolmo que os jornalistas portugueses se abeirassem dele, quanto mais lhe fazerem perguntas. Caramba, os jornalistas são ou pretendem ser escritores como os outros que tanto o anseiam. Agora: em tudo há os que se vendem e os que prosseguem fieis à vocação pensando ou não em honorários.
Mas O rei chegou-lhe à barriga e vai daÃ, o senhor Saramago, levanta a grande resolução para a crise portuguesa « que se torne provÃncia de Espanha. »
Aqui Saramago usa e abusa da pólvora. Demonstra o perigo de este paÃs conceder à direita e à esquerda tÃtulos honoris causa sob a forma de 'doutor', de conceder tantos prémios e chaves de cidades... a arrogância de um pacato Saramago - nome de erva daninha -, fez sentir os portugueses.
Não sou nacionalista mas respondo ao Saramago - porque de senhor só se o escrever em Castelhano e tal não o faria -, que se lembre que 'não suba o sapateiro além da chinela'. Portugal, mal e porcamente, caminha para o primeiro milénio de existência possuindo, portanto, já o estatuto do paÃs mais antigo do mundo com fronteiras definidas. Mal e porcamente é certo, mas respeite-se o monumento: o monumento linguÃstico, cultural, artÃstico e mesmo cientÃfico.
Se o senhor Saramago - que nem espanhol sabe falar... nem portañol - quer na realidade usar a sua cultura para desenvolver este paÃs... PORREIRO! Se não, use as suas capacidades de serralheiro mecânico para cortar isto pela fronteira que eu lhe prometo que ponho as tais doze velas para o rumar para o Brasil.
Espero que de vez se entenda o prémio Nobel, o seu sentido e os seus limites. Claro que o bom é o dinheiro mas claro que não concede a quem o ganha o direito da impunibilidade, de dizer asneiras e muito menos 'o que vem à mão é peixe'. Ao que eu sempre respondo « Nem truta, ó Saramago. »
Lamento não poder pôr aqui a fotografia do Saramago mas acontece, q'ò meu, não há nenhuma sem direitos de autor... que mundo este caramba!
João Reis D'Affonseca ao dispôr de Vossências hahahahaha
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